SEAN CONNERY: Meu nome é Connery, Sean Connery!

Faleceu no último sábado (31/10), aos 90 anos, o ator escocês Sean Connery, o maior James Bond da história. SEAN_CONNERY_arte_JorginhoSua esposa, Micheline Roquebrune, revelou que o ator estava com demência há alguns anos, não conseguindo se comunicar mais. Ao jornal Inglês Daily Mail, Micheline relatou que esteve com ele o tempo todo e que o mesmo morrera durante o sono: “Eu estava com ele o tempo todo e ele simplesmente escapuliu, era o que ele queria…”. Conheça um pouco da obra do ator na matéria que segue...

SEAN CONNERY
Meu nome é Connery, Sean Connery!

TEXTO e ARTE: Jorginho
IMAGENS: Divulgação

Mas quem foi Sean Connery? Por que a comoção mundial? Por que as redes sociais bombaram com notícias e hashtags a respeito? Vou tentar aqui falar resumidamente quem foi o maior “Agente Secreto de sua majestade”.
 
Conheci o trabalho de Sean Connery quando eu era pequeno. O Globo Repórter fez um programa em homenagem ao personagem James Bond. O ano era 1986, e em 1987, iria estrear Timothy Dalton como novo ator a encarnar o personagem criado por Ian Fleming (o quarto na franquia oficial) no filme “007 - Marcado para a morte”. Mas o programa acabou sendo em sua grande parte dedicado ao maior de todos: Sir Sean Connery. Na semana seguinte, estreou o festival 007, que foi ao ar, na Globo, após as 22h. Eu consegui assistir pela primeira vez Sean em ação e a partir dali nunca mais o perdi de vista.
 
Sean Connery tinha um charme que encantava a todos. Tinha um sorriso de lado com uma sobrancelha arqueada, que eram suas marcas registradas. Ele não foi apenas o melhor 007 da história, foi um ator marcante por onde passou. Seja como um vilão obscuro em “A Maior Aventura de Tarzan” (1959); fazendo par romântico com Brigitte Bardot no faroeste “Shalako” (1968); como o guerreiro pós-apocalíptico Zed na ficção científica “Zardoz” (1974); atuando como Robin Hood e contracenando com Audrey Hepburn em “Robin e Marian” (1976); como um Intocável em “Os Intocáveis (1987)”; sendo tutor de Connor MacLeod em “Highlander” (1986); um padre franciscano em “O nome da Rosa” (1986), ou o pai de Indiana Jones  em “Indiana Jones e a Última Cruzada (1989)”. Ele sempre imprimiu a sua marca de atuação, sendo inesquecível para quem o assistia.
 
Sean Connery tornou-se “Sir Sean Connery” em investidura no Palácio Holyrood, Edimburgo, em 05 de julho de 2000 pela Rainha Elizabeth II, apesar das opiniões políticas de Connery que era a favor da independência da Escócia perante o Reino Unido. Também gerou polêmica numa entrevista dada à revista Playboy de 1965 em que admitia ter batido em mulheres e justificava o ato. Vinte anos depois, voltou a afirmar “que não achava nem bom, nem ruim, mas que dependia das circunstâncias e se ela merecia”. (N. da Rock Press: Atitude com a qual o Portal Rock Press não compactua).
 
O ator foi premiado com um Bafta de melhor ator pelo filme “O Nome da Rosa” em 1986, e com um Oscar de melhor ator coadjuvante por “Os intocáveis”, em 1987. Porém, sua última atuação não teve bom recebimento de público e da crítica, como Allan Quatermain em “A Liga Extraordinária” (2003), filme que adaptou de forma bem equivocada as histórias em quadrinhos renomadas de Allan Moore.
 
Termino o texto dizendo que Sean Connery faz parte da mitologia britânica enraizada no imaginário popular, e que sempre quando assistir a um filme dele vou repetir bem baixinho: “- Meu nome é Connery, Sean Connery!” - Jorginho.

 

JORGINHO é: Filósofo, educador social, agitador cultural, administrador do ColetiveArts (grupo de artistas e escritores de Porto Alegre/RS), acadêmico de pedagogia torcedor do Grêmio, mas não gosta de futebol, gosta é do Grêmio. Trabalha como ilustrador, criador de conteúdo e tudo que seja relacionado ao desenho, incluindo participações em exposições nacionais e internacionais na área de cartuns, quadrinhos, charges e desenho em geral. Já ilustrou inúmeros livros infantis, também foi autor pela plataforma Elefante Letrado. Trabalha com oficinas de desenho, ilustrações e fanzines.
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Posted by Michael Meneses Wednesday, November 4, 2020 11:52:00 AM Categories: 007 Allan Moore Cinema Cultura POP Daily Mail Globo Repórter Indiana Jones James Bond O Nome da Rosa Revista Playboy Sean Connery
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