RIOT GRRRL WILL NEVER DIE: Live trará discussões pertinentes sobre o movimento punk e feminista Riot Grrrl!

Trazendo um relevante debate sobre as origens, dissidências e continuidades do Garotas_a_Frente_Debatemovimento Riot Grrrl, a produtora Powerline Music & Books promoverá uma live no próximo domingo (06/09), às 15h, na sua página do Facebook. O evento contará com Carox (Miami Tiger), Natália Matos (Punho de Mahin), Patricia Saltara (Weedra/In Venus) e Letícia Peruchi (Bloco 77 - Os Originais do Punk) e terá como ponto de referência o livro “Garotas à Frente”, de Sara Marcus.

RIOT GRRRL WILL NEVER DIE:
Live trará discussões pertinentes sobre o movimento punk e feminista Riot Grrrl!

TEXTO: Larissa Oliveira
FOTOS:
Carlos Delagusta, Fernando Frazão/Agência Brasil e Divulgação

Foto_Fernando_Frazão_Agência_Brasil

Em 2019, a produtora Powerline Music & Books organizou o festival “Garotas à Frente” a fim de lançar o livro de mesmo nome da Livro_Garota_a_Frenteautora Sara Marcus. O evento contou com presença de artistas do punk, hardcore e da poesia falada como Sapataria, poeta Ingrid Martins do coletivo Slam das Minas e a atração internacional, a banda Pussy Riot (foto abaixo, por Carlos Delagusta). Rock Press esteve no festival, relembre AQUI e o livro “Garotas à Frente” (foto) pode ser comprado, AQUI, no site oficial da Powerline Music.

pussy_riot_nadya_tolokonnikova_©carlos_delagusta_festival_garotas_a_frente_brasilfaz mais de um ano que o evento ocorreu e a iniciativa é uma das muitas que dão continuidade ao movimento que empodera mulheres jovens através de engajamento artístico e político. A fim de contar de forma mais detalhada a história do Riot Grrrl desde o início até as suas novas formas, a produtora fará uma live em sua página do Facebook, em conjunto com a Casa de Cultura do Butantã, neste próximo domingo (06/09) com as participações de artistas inspiradas pelo movimento como Carox (Miami Tiger), Natália Matos (Punho de Mahin), Patricia Saltara (Weedra/In Venus) e Letícia Peruchi (Bloco 77 - Os Originais do Punk), levando em conta a obra de Sara Marcus que esteve lá enquanto o Riot Grrrl efervescia e que entre outras coisas, levanta questionamentos sobre quais vozes foram excluídas. O debate, portanto, discutirá as origens, as dissidências e as continuidades na cena underground.

O que é o Riot Grrrl?

A terceira onda feminista iniciada na década de 90 trouxe novas roupagens para o ativismo político das mulheres. A autora Naomi Wolf em sua obra “O Mito da Beleza” de 1990, atesta que o movimento foi se esvanecendo na década anterior à medida em que as portas do mercado foram se abrindo para as mulheres devido ao advento da segunda onda e assim, saiam do espaço confinado da casa, a publicidade e outras corporações precisariam reconfigurar um novo mito que aprisionasse a mulher em outros moldes; e esse mito foi o da beleza, que dizia que você poderia ser uma mulher trabalhadora, mas precisaria ser feminina, ou seja, mais um fardo para as mulheres que tinham que se preocupar com o ainda espaço desigual no mercado, sua casa e agora a sua imagem. Enquanto esse despertar que marca o início da terceira geração atingia mulheres na faixa dos 20 em diante, qual o feminismo que despertaria as adolescentes que estavam crescendo em um mundo com conquistas e reivindicações que não dialogavam com sua realidade?

Foi a partir dessa reflexão que mulheres jovens de regiões como Olympia e Portland procuraram meios de sintetizar e espalhar seus próprios anseios de forma política. Esses meios eram zines, reuniões, formação de bandas e coletivos que tinham influência do punk por conta da transgressão que nas décadas anteriores foi protagonizada for inúmeras vozes femininas como The Slits, X-ray spex, Alice Bag e Debbie Harry, por exemplo. Garotas como Kathleen Hanna, Allison Wolfe, Tobi Vail e Molly Neuman sabiam que precisavam fazer elas mesmas uma revolução no estilo das garotas imediatamente. Foi aí que entre correspondências de cartas e zines, desenhos e escritos de canetinhas pelo corpo, pequenos shows, meninas de uma parte dos Estados Unidos foram teorizando e pondo em prática o que seria conhecido como Riot Grrrl. Bikini Kill, Bratmobile e Heavens to Betsy foram inspirando outras meninas a formarem suas próprias bandas e abordarem de sua forma termas que eram pertinentes à sua geração como: abuso sexual, aborto, sexualidade, racismo, espaço nos shows punks, etc. Através de fitas e mídias como revistas, o movimento foi ecoando para outros lugares, inclusive no Brasil, e isso se reflete na formação de bandas como Dominatrix, Bulimia e Cólica, e com a propagação da Internet na década de 2000 em diante, as garotas levam o movimento em frente por meio de Blogs, Tumblr, e-zines, novas bandas e com novas roupagens que servem tanto de crítica quanto de consciência política de geração em relação às origens do movimento.

#Recomendamos...
Em tempos sombrios como os dos dias de hoje, mas que seguimos reconhecendo que #ficaremcasa é o melhor remédio na luta contra o coronavírus, lives culturais como essa, onde o bom debate ganha voz, é algo que #recomendamos! - Larissa Oliveira.

SERVIÇO: 
DEBATE: O feminismo e livro Garotas à Frente
DATA:
06/09/2020 às 15h (horário de Brasília).
CANAL: https://www.facebook.com/AgenciaPowerline

Quem são as artistas da live?
CAROX
- Estilista, ativista e cantora das bandas Miami Tiger e Bonus Cup.
CONTATOS:
TWITTER: https://twitter.com/_carox_?
FACEBOOK: https://www.facebook.com/carox1989
INSTAGRAM: https://www.instagram.com/carox1989/
OUÇA: MIAMI TIGER! 

NATÁLIA MATOS - Vocalista da banda Punho de Mahin e poeta articulando a página Farpa Poética.
CONTATOS:
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https://www.facebook.com/nataliamatosc
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Natalia Matos: https://www.instagram.com/natalia_matosc/
Farpa Poetica: https://www.instagram.com/farpa_poetica/ 
OUÇA: PUNHO DE MAHIN! 

PATRICIA MALTARA - Baixista e guitarrista das bandas In Venus e Weedra.
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INSTAGRAM: https://www.instagram.com/patriciassaltara/
OUÇA:
IN VENUS!
 
WEEDRA! 

LETÍCIA PERUCHI - Arquiteta, professora e vocalista do Bloco 77
CONTATOS:
FACEBOOK:
https://www.facebook.com/letsflox
INSTAGRAM: https://www.instagram.com/lets_bp/
OUÇA: Bloco 77 - Os Originais do Punk! 

Larissa Oliveira é: Professora de inglês, fanzineira e atuou no movimento Riot Grrrl em Aracaju/SE e agora segue na militância no Rio de Janeiro. Você pode adquirir o Fanzine “I Wanna Be Yr Grrrl” escrevendo para: iwannabeyrgrrrlzine@hotmail.com 

 

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