PETTER BAIESTORF: Uma Entrevistchanchada Canibal! ENTREVISTA

Referência do cinema Gore nacional, o cineasta Petter Baiestorf segue em campanha de Petter_Baiestorf_Mondo_Cult_FOTO_divulgaçãofinanciamento coletivo para seu próximo livro. Intitulado “Canibal Filmes – Os Bastidores da Gorechanchada”, o livro terá mais de 400 páginas, reunindo entrevistas, imagens e histórias da vida do cineasta, seus tempos de fanzineiro, bastidores das produções da Canibal Filmes e outros trabalhos no qual Baiestorf esteve atuante nos últimos 30 anos de história do cinema thrash brasileiro. A expectativa que se tem desse livro é de uma verdadeira aula sobre como é possível fazer cinema independente no Brasil. Páginas Psicodélicas da Rock Press bateu um papo com Petter Baiestorf.


PETTER BAIESTORF:
Uma Entrevistchanchada Canibal!


ENTREVISTA: 
Michael Meneses
FOTOS/IMAGENS: 
Acervo Pessoal Petter Baiestorf

PETTER_BAIESTORF_Set_de_Zombio_2_Chimarrão_Zombies

Se você curte cinema gore, thrash e afins, e valoriza as produções nacionais, já ouviu falar de filmes como “O Monstro Legume do Espaço” (1995) e ganhou continuação O_MONSTRO_LEGUME_DO_ESPAÇO_filme_de_Petter_Baiestorfem 2006 (foto), “Eles Comem Sua Carne” (1996), “Super Chacrinha e Seu Amigo Ultra-Shit em Crise Vs. Deus e o Diabo na Terra de Glauber Rocha” de 1997 (foto), “Bagaceiradas Mexicanas em Palmitos City” (1998), “Cerveja Atômica” (2003), “A Curtição do Avacalho” (2006) e entre tantos outros longas, médios e curtas metragens, Arrombada - Vou Mijar na Porra de Seu Túmulo!!! de 2007, (filme que este que vos escreve assistiu com seus primos na cidade de Campo do Brito, no agreste de Sergipe). Se você conhece esses filmes, certamente sabe que essas produções são fruto das iniciativas deSuper_Chacrinha_e_Seu_Amigo_UltraShit_em_Crise_Vs_Deus_e_o_Diabo_na_Terra_de_Glauber_Rocha_FILME_de_Petter_Baiestorf_1997 Petter Baiestorf. 

Apaixonado desde a década de 1970 por cinema sci-fi, horror e gore, assim como quadrinhos do gênero, Petter Baiestorf viu que tudo aquilo que poderia ser feito por ele mesmo na base do “Filme Você Mesmo”, vamos assim dizer. Inicialmente como fanzineiro e com isso trocando material independente via correio com todo o Brasil e o Mundo, (uma prática comum que espalhou cultura independente pelo planeta nos anos 1980/90 e que acabou por migrar para internet nos anos seguintes). 

Com a década de 1990, vieram as primeiras produções com a Canibal Filmes, tudo em formato de VHS, sempre com baixo investimento, e nunca usufruindo de verbas públicas e de editais, mas sempre com uma vontade inovadora de produzir cinema independente no Brasil e iniciada na cidade de Palmitos/SC, sua terra natal. 

Depois de produzir filmes, roteiros e atuar em dezenas de filmes, seja da Canibal Filmes, seja em “As Fábulas Negras” (co-dirigido por Zé do Caixão, Rodrigo Aragão e Joel Caetano), “13 Histórias Estranhas”, (iniciativa de Ricardo Ghiorzi que reuniu 13 diretores do cinema fantástico brasileiro), também trabalhou como ator/técnico em produções de Ivan Cardoso, Dennison Ramalho, Gurcius Gewdner, Dellani Lima, entre outros. Petter também foi tema de pesquisas acadêmicas ao longo desses anos.

Agora, Petter Baiestorf narra essas aventuras cinematográficas em um livro que terá mais de 400 páginas e inúmeras histórias, que vão dos seus tempos de fanzineiro ao cinema gore. Com o título de “Canibal Filmes – Os Bastidores da Gorechanchada”, o livro não vai deixar de fora os shows undergrounds em que esteve presente (seja como público, ou como exibidor, já que muitos eventos exibiram seus longas), além de várias entrevistas com quem o acompanhou por esses 30 anos, em meios a Monstros Legumes e Zombios. Tudo regado a muito humor! Para adquirir o livro acesse o site CATARSE e confira as recompensas AQUI. Para saber mais sobre esse livro, a Rock Press conversou com Petter Baiestorf nas Páginas Psicodélicas, nessa esclarecedora entrevista que segue:

1 –  Michael Meneses / ROCK PRESS: Você é referência do cinema Gore Brasileiro. Hoje, com a internet, ter acesso a filmes desse segmento é relativamente fácil. Porém, quando você começou, tudo era bem diferente. Quais e como foram seus primeiros contatos com o estilo?
Petter_Baiestorf_FOTO_divulgação_2018Baiestorf:
Meu contato começou ainda criança. Aprendi a ler com a revista de horror Spektro, que, apesar de preto & branco, trazia histórias bem violentas para crianças de 6 anos, como era meu caso. Depois descobri filmes como “The Incredible Melting Man” (1977), “Dawn of the Dead” (1979) e “The Thing” (1982) que me deixaram fascinados em descobrir como efeitos de gênios como Rick Baker, Tom Savini e Rob Bottin (respectivamente) eram feitos. Aí quando chegou na década de 1990, eu já era um colecionador fanático de cinema de horror e sci-fi gore, comecei a descobrir lindezas como “Street Trash”, “Nekromantik” e outros Fanzine_ARGHHH_de_Petter_Baiestorfexemplares maravilhosos dessa arte genial. E, lógico, isso foi dando ideias de querer produzir. Comecei editando zines podreiras, títulos como Arghhh (FOTO) e Necrofilía, até chegar nas possibilidades concretas de fazer um filme.

2 – ROCK PRESS: Você está em campanha pelo financiamento coletivo no site Catarse de mais um livro de sua autoria, e já intitulado de “Canibal Filmes – Os Bastidores da Gorechanchada”. Apresente-o aos leitores da Rock Press e fale dos seus livros anteriores.
Baiestorf: Este é meu primeiro livro solo. Antes escrevia em parcerias ou em livros de antologia. Tenho um livro chamado “Manifesto Canibal”, com Coffin Souza, e estou numa pencaLIVRO_Canibal_Filmes_Os_Bastidores_da_Gorechanchada_de_PETTER_BAIESTORF de antologias, como “Uma Noite na Cinemateca” ou “Narrativas do Medo Vol. 1 e 2”. Também já tenho escrito, aguardando publicação, o “Arrepios Divertidos”. Uma coisa a qual me mantenho fiel: não pago para ser publicado. Mas meu negócio é mais escrever roteiros e produzir/dirigir filmes. Tenho mais de 100 roteiros escritos, de filmes independentes que viraram clássicos no meio alternativo, como “O Monstro Legume do Espaço”, “Eles Comem Sua Carne”, “Zombio 1 e 2”, “Vadias do Sexo Sangrento”, até filmes maiores, como o episódio “Pampa Feroz” do longa coletivo “As Fábulas Negras”, em parceria com o José Mojica Marins, o Zé do Caixão. Quanto ao projeto do livro “Canibal Filmes – Os Bastidores da Gorechanchada” (capa provisoria ao lado), o livro já está pronto, já está com a revisão final feita, e já estamos cuidando da parte do design dele. O livro é uma necessidade para as novas gerações. São três décadas de intensa produção dentro de um estilo selvagem e transgressor (que praticamente nenhum cineasta explora no Brasil). E também porque a gente continua na ativa tendo mudado um pouco o direcionamento dos filmes. Então, nos últimos anos, sentia muita falta de filmes loucos como os que fazíamos no passado. Comecei a recolher material para o livro em 2017, entrevistei mais de 50 integrantes e ex-integrantes da Canibal Filmes para compor a narrativa, que é centrada nas histórias de bastidores. A gente passou por muitas experiências radicais envolvendo produção de guerrilha, arranjos bizarros para conseguir dinheiro para filmar, experiências boas e ruins com distribuição – incluindo aí arranjos com a máfia da pirataria em VHS que assolou o país na década de 1990 –, problemas com pessoal, problemas com censuras. Estivemos em quase todas as primeiras edições de festivais e mostras que surgiram pós-1995, fomos incentivadores e influência para muito cineasta de horror que surgiu nos últimos 20 anos e realizamos mais de 100 filmes que, na maioria das vezes, realmente deram lucro. É uma história muito rica e que achava que precisava ser contada para as novas gerações terem contato com tantas experiências, até para sentirem que quando as coisas dão errado ano após ano, projetos após projetos, mesmo assim, se você mantiver o foco, uma hora consegue organizar o caos e fazer um filme onde o público se identifica e te recompensa adotando teu filme. E a Canibal Filmes sempre foi independente, então acho também que toda essa experiência que tivemos com pouco dinheiro, sem ajuda de patrocinadores, sem incentivos fiscais, sem editais, pode ser muito importante para inspirar jovens cineastas que estão desiludidos com o desmonte cultural que o atual governo está promovendo. É muita experiência acumulada em três décadas, e essa experiência precisa circular. Até porque a gente tem muito projeto que deu errado, eu já fali duas vezes com a produtora e sempre a reergui recomeçando do zero, então não é exatamente um livro escrito por vencedores, né? É um livro sobre a teimosia de um grupo que nunca se dá por vencido, independente da dificuldade que surgir. Então, realmente conto com seu apoio para tornarmos isso uma realidade! Apoie aqui: https://www.catarse.me/canibal

3 – ROCK PRESS: Recentemente perdemos o mestre Zé do Caixão. O Quanto Zé do Caixão influenciou suas obras?
Baiestorf:
Mojica sempre me influenciou por sua vontade de fazer cinema e picaretagens para arrumar dinheiro para fazer filmes. Esteticamente não tenho uma influência forte dele, mas como produtor, ele me ensinou muita coisa, muitos atalhos de como fazer o pouco dinheiro disponível multiplicar. O que curto em Mojica é que antes de ficar reclamando, o cara foi lá e fez. Sou assim, penso que em vez de gastar energia reclamando ou gritando pra meio mundo o quanto sou injustiçado, é melhor pegar essa porra de energia, ir lá e fazer a porra que tu queres fazer do jeito que tua miséria permitir. E faço isso há três décadas.

Petter_Baiestorf_EM_AÇÃO_no_Rio_de_Janeiro

4 – ROCK PRESS: Quais novos cineastas nacionais do cenário independente (ou não) você reconhece como promissores e quais os últimos filmes que você assistiu e gostou?
Baiestorf:
Tento acompanhar todos os jovens cineastas que surgem. Tive o privilégio de ser ator num filme de um jovem diretor chamado Raphael Araújo, “Você, Morto”, que ficou maravilhoso e me diverti muito filmando, principalmente porque o maquiador do filme foi o Alexandre Brunoro, que já havia trabalhado comigo no “Zombio 2”. “O Mito do Silva” é outro filme que gostei muito, dirigido pelo Fabiano Soares e que fiz questão de encher o saco de algumas curadorias de festivais para colocá-lo em sessões duplas com o meu curta “Brasil 2020”, já que ambos dialogam de uma forma muito intensa. O cinema mineiro tem apresentado filmes geniais, “Malandro de Ouro”, de Flávio Von Sperling, e “Plano Controle”, de Juliana Antunes, são peças lindas demais e que me encheram de orgulho. Por falar em Minas Gerais, também é o lar da maquiadora Alice Austríaco que tem feito trabalhos maravilhosos de gore intenso, principalmente nos filmes do Ivo Costa, e que acho que todo mundo deveria conhecer e acompanhar. Tem um jovem gaúcho chamado Douglas Martins que realizou o curta “Máquina de Café em dia de Fúria”, que recomendo e é delicioso. Enfim, dentro do universo do Shot On Video ‘tá cheio de diretores e maquiadores que vale a pena acompanhar. Aguardo com ansiedade por novas produções e novos autores que irão surgir. Tenho um interesse muito grande em novos artistas surgindo.

5 – ROCK PRESS: Há cerca de 10 anos você me falou que achava um absurdo um filme no Brasil ser rodado tendo gastos astronômicos. Por outro lado, no circuito independente de cinema você rodou o Brasil e o mundo em festivais e conquistando premiações, coisa que muita produção nacional com mais recurso não conseguiu. Como você vê o cinema nacional nos dias de hoje em todos seus segmentos?
Petter_Baiestorf_nos_testes_de_maquiagem_para_Zombio_2_Chimarrão_ZombiesBaiestorf: Acho meio complicado responder isso de maneira satisfatória numa entrevista. Eu continuo achando um absurdo se gastar dinheiro pra caralho para fazer um filme de apartamento. Se os técnicos e elementos humanos estão ganhando bem por estes trabalhos, tudo bem, até relevo. Mas se estão ganhando mal para fazer uma porra de filme caro dentro de um apartamento, cheio dos clichês de cinema de arte da década de 1960, ainda presos aos dogmas de um Godard ou Bergman da vida, tomar no cu, porra! Pelo menos pega este dinheiro e faz um filme de gênero e bota para rodar de graça pro povão se divertir. Sempre trabalhei de maneira completamente independente, levanto o dinheiro com investidores particulares (ou junto eu mesmo) e dou jeito de filmar. Faço três frentes de gêneros: Experimentais, que quase ninguém assiste; Políticos, que pega uma boa exposição em festivais; e/ou Gorechanchadas, o estilo pelo qual sou conhecido e festejado, e que voa longe, tendo admiradores no Brasil inteiro, Europa, América do Norte/Sul e países como Japão. Acredito, e tento fazer isso com meus filmes e projetos, que uma produção precise dialogar com seu público. Se foi feita para ser vistas por amigos do diretor, sei lá, não é cinema, é punhetagem com dinheiro público. O cinema brasileiro precisa ser visto pelo mundo inteiro, como tem rolado com filmes como “Bacurau” ( Leia a resenha da Rock Press, aqui ) e independentes como “Pazúcus”, do Gurcius Gewdner.

6 – ROCK PRESS: Você entrou no cinema graças aos fanzines. O que você pensa das plataformas digitais como o Netflix? 
Baiestorf:
Gosto de tudo! Se for plataforma de exibição e alcançar milhares de pessoas num único click, melhor ainda. Não sou o maior entusiasta de salas do cinema, por mim o cinema vai para as plataformas onlines, vai para os aplicativos de celular, chega em todo mundo. Como realizador quero meios que me façam chegar ao máximo de pessoas, então o elitismo das salas de cinema e suas redes com donos mesquinhos, sei não, mais atrapalham do que ajudam. Sou um entusiasta, também, dos filmes produzidos em celular. Se autor tem o que dizer, mas não tem dinheiro, fazer uma produção extremamente modesta (modesta não é sinônimo de produção vagabunda) é um caminho para se chegar a plataformas de exibição como YouTube ou Vimeo e fazer suas ideias serem vistas. Teve um filme meu que custou apenas 5 mil reais, se chama “Vadias do Sexo Sangrento”, botamos no Vimeo e deu 23 mil acessos em 24 horas. Quando eu conseguiria essa visibilidade mendigando por salas de cinema que me mandariam à merda?

7 – ROCK PRESS: Pergunta polêmica, porém esclarecedora. Algumas pessoas acham que seus filmes são sexistas, faz exploração de animais, contudo, você é vegetariano, e já se manifestou contrário à exploração de mulheres no cinema. O que tem a dizer sobre?
Baiestorf:
Bem, não vou ser hipócrita aqui. Meu cinema já foi, talvez ainda é, muito sexista. Mas estou em constante busca por Andale_Filme_de_Petter_Baiestorf_Poster_oficiainformações e ações que me façam ter uma percepção diferente. Tento aprender muito conversando com minhas amigas e não replicar tanta merda quanto eu replicava na década de 1990. Faz meia década que meus filmes sofreram uma mudança de direcionamento, o que, inclusive, mostra o quanto é importante a edição do livro “Canibal Filmes – Os Bastidores da Gorechanchada”, já que muito do que abordamos pertence a um passado não muito distante, mas que acho importante as pessoas terem contato com essa história, até para fazerem a reflexão que fiz em algum momento de minha vida. Sou vegetariano tem uns 15 anos, mas por muito tempo, e isso é abordado no livro, usei vísceras e carne de animais para compor a parte gore dos filmes (elemento cênico que abandonei faz quase 20 anos), que foram importantes para algumas transformações que sofri nessas três décadas e que foram percebidas pelas pessoas que me acompanham como figura pública. Não renego absolutamente nada do que fiz no passado, sou um cara demasiadamente humano e sei que muitas atitudes que tomava eram imbecis e erradas. Amadureci e hoje tenho outra maneira de abordar os mesmos assuntos, já que minha obra continua radicalmente antirreligiões, antimilitarismo, anticapitalismo. Continuo odiando pastores/padres, milicos/líderes políticos e ricos com a mesma intensidade de quando era um punk adolescente!

8 – ROCK PRESS: Falando sobre as trilhas dos seus filmes. Você também me falou que costuma escolher as músicas, geralmente sons extremos, goregrind... antes de qualquer coisa em seus filmes. Explique como funciona esse processo e quais bandas pensa para seus próximos filmes?
Baiestorf:
Sou um apaixonado e entusiasta da cultura independente (N.do autor: na foto ao lado em meio a entusiastas de cena rock carioca em 2009), Petter_Bainstorf_in_Rioentão é natural eu usar somente artistas undergrounds, principalmente artistas iniciantes. Eu gosto de estar em contato com muitas bandas independentes ao mesmo tempo, conferindo tudo que de novo surge, para ter as possibilidades do que incluir nas trilhas sonoras futuras. Meu próximo filme deverá ser um curta ultragore elaborado com a artista de maquiagens gore Alice Austríaco, e talvez eu use composições próprias desta vez. Tenho feito algumas experimentações sonoras e o resultado tem sido interessante, inclusive trilhei alguns curtas de outros diretores neste último ano, como “Purgatório Axiomático”, de Fábio Ruffino, ou o filme mudo “Il caso Valdemar”, da dupla Gianni Hoepli e Ubaldo Magnaghi. Por outro lado, quero muito trabalhar também com o Lucas Rossetti, compositor de música experimental. E também há possibilidade de encher a trilha de bandas extremas, caso o clima do filme permitir. As possibilidades, como sempre, são infinitas.

9 – ROCK PRESS: O que você tem engatilhado para novos filmes. O que pode adiantar sobre isso? 
Baiestorf:
Além deste novo filme gore que tenho a necessidade de criar/fazer/tornar realidade, também serei assistente de direção no novo curta do meu velho amigo E.B. Toniolli, ainda sem título definitivo. Talvez, isso ainda não é oficial, eu faça um longa composto de cenas proibidas e excluídas dos meus filmes antigos, estou criando a narrativa na cabeça e se conseguir fechar um roteiro divertido, farei também. Após o lançamento do “Canibal Filmes – Os Bastidores da Gorechanchada”, irei lançar exclusivamente em e-book o livro “Arrepios Divertidos” que, neste momento, estou finalizando.

10 - Michael Meneses / ROCK PRESS: Finalizando, deixe um recado aos leitores da Rock Press e convide-os para interagir com a campanha do livro “Canibal Filmes – Os Bastidores da Gorechanchada”.
ZOMBIO_filme_de_Petter_BaiestorfBaiestorf:
Este livro contará a história da Canibal Filmes, que começou a produzir em 1992 utilizando-se do suporte VHS, e seus integrantes e ex-integrantes compartilham nele histórias hilárias de bastidores que envolvem muitos fanzineiros, bandas e produtores conhecidos da década de 1990; conta, também, como sobrevivemos à troca do analógico pelo digital, como nos adaptamos aos tempos virtuais mantendo o foco num sistema de produção completamente independente que nunca bebeu de dinheiro público de editais, nos mantendo por três décadas fiéis a um estilo próprio de pensar e criar cinema. E nossos apoiadores estarão, a cada semana, recebendo novos brindes surpresas. Por exemplo, na última semana enviamos uma série especial de lobby cards do filme Zombio 2 (foto e assista ao filme no link ao final da matéria), essa série é composta de 155 fotografias de still e bastidores, a maioria inédita na internet e, agora, somente quem apoio o projeto tem. Na próxima semana, estaremos enviando um link exclusivo, com senha, para que os apoiadores possam assistir meu último curta gore, o inédito “290 Venenos”, que é naquele climão de exagero pelo qual sou conhecido. Toda semana nossos apoiadores estão recebendo estes brindes exclusivos, que vão ter ainda o livro “Manifesto Canibal” em PDF, Lobby Cards, Posters, trilha sonora de filmes, curtas antigos que nunca serão disponibilizados na internet e que apenas os apoiadores poderão assistir, entre outras coisas extremamente curiosas. Enfim, além destes brindes e recompensas, convido-os a apoiar o projeto pela importância histórica que ele tem. A Canibal Filmes marcou época no underground brasileiro e agora você terá a chance de saber como tudo aconteceu.


#Recomendamos...
Não é preciso falar muito do o quanto reconhecemos a importância do livro “Canibal Filmes – Os Bastidores da Gorechanchada”, tal obra certamente será uma motivadora, não apenas para novos estudantes de cinema e  cineastas, mas também para cinéfilos em geral, assim como toda e qualquer pessoas que acredita no ideal do #FaçaVocêMesmo. Por isso, colabore com a campanha de financiamento coletivo do AQUI! #Recomendamos. – Michael Meneses!

ASSISTA: Zombio 2 - Chimarrão Zombies (2013): https://vimeo.com/225099168

CONTATOS:
E-MAIL:
baiestorf@yahoo.com.br
FACEBOOK: https://www.facebook.com/PBaiestorf/
INSTAGRAM: https://www.instagram.com/petterbaiestorf1/
CANIBAL FILMES: https://www.facebook.com/CanibalFilmes/

FILMEOGRAFIA E AFINS:
Longas:
Criaturas_Hediondas_Filme_de_Petter_Baiestorf_Poster_2019_oficial-
Criaturas Hediondas (1993)
- Criaturas Hediondas 2 (1994)
- O Monstro Legume do Espaço (1995)
- Eles Comem Sua Carne (1996)
- Caquinha Superstar A Go-Go (1996)
-  Blerghhh!!! (1996)
-  Bondage (1996)
-  Super Chacrinha e Seu Amigo Ultra-Shit em Crise Vs. Deus e o Diabo na Terra de Glauber Rocha (1997)
-  Gore Gays (1998)
-  Sacanagens Bestiais dos Arcanjos Fálicos (1998)
-  Bagaceiradas Mexicanas em Palmitos City (1998)
-  Raiva (2001)
-  Cerveja Atômica (2003)
-  A Curtição do Avacalho (2006)
-  O Monstro Legume do Espaço 2 (2006)
- Zombio 2: Chimarrão Zombies (2013)
- As Fábulas Negras (episódio “Pampa Feroz”) (2014)
- 13 Histórias Estranhas (episódio “A Cor Que Caiu do Espaço”) (2015)


MEDIAS:
-
 Açougueiros (1994)
-  Chapado (1997)
-  Zombio (1999)
-  Não Há Encenação Hoje (2002)
-  Palhaço Triste" (2005)
-  Arrombada - Vou Mijar na Porra de Seu Túmulo!!! (2007)
-  Vadias do Sexo Sangrento (2008)
-  Ninguém Deve Morrer (2009)
-  O Doce Avanço da Faca (2010)

CURTA-METRAGENS:
Boi_Bom_Filme_de_Petter_Baiestorf_Poster_2019-
 Detritos (1995)
-  2000 Anos Para Isso? (1996)
-  Ácido (1996)
-  Deus - O Matador de Sementinhas (1997)
-  A Despedida de Susana: Olhos & Bocas (1998)
-  Boi Bom (1998)
-  O Vinicultor Faz o Vinho & o Vinho Faz o Poeta (1998)
-  Aventuras do Dr. Cinema na Terra do VHS Vagabundo (1999)
-  Pornô (1999)
-  Filme Caseiro Número Um (2001)
-  Demências do Putrefacto (2002)
-  Fragmentos de uma Vida (2002)
-  Primitivismo Kanibaru na Lama da Tecnologia Catódica (2003)
-  Frade Fraude Vs. O Olho da Razão (2003)
-  Ópio do Povo (2004)
-  Vai Tomar no Orifício Pomposo (2004)
-  Duelando Pelo Amor de Teresa (2004)
-  Ora Bolas, Vá Comer um Cú!!! (2004)
-  Que Buceta do Caralho, Pobre Só Se Fode!!! (2007)
-  Manifesto Canibal - O Filme (2007)
-  O Nobre Deputado Sanguessuga (2007)
- Encarnación Del Tinhoso (2009)
- Filme Político (2013)
- Ándale! (2017)
- Beck 137 (2017)
- A História Kaingang por Eles Mesmos (2018)
- Brasil 2020 (2019)
- 290 Venenos (2019)

LIVROS:
Manifesto_Canibal_Livro_de_Petter_Baiestorf-
Manifesto Canibal (Ed. Achiamé, 2004, 80 páginas, co-escrito com Coffin Souza).
- Uma Noite na Cinemateca (Ed. Estronho, 2015, 110 páginas, antologia de horror).
- Narrativas do Medo (Ed. Autografia, 2017, antologia de horror/sci-fi).
- Narrativas do Medo Vol. 2 (Ed. Copa Books, 2018, antologia de horror/sci-fi).
- Canibal Filmes – Os Bastidores da Gorechanchada (em produção, história dos 25 anos da Canibal Filmes, produtora de Petter Baiestorf).

E-BOOK:
-
Mal Do Horror Vol. 1 (Coletivo Maldohorror, 2017, antologia de contos de horror).
- Jingle Hells (também organizador do projeto, Coletivo Maldohorror, 2017, antologia de contos de horror).
- Maldohorror Poesias Vol. 1 (Coletivo Maldohorror, 2018, antologia de poesias malditas).

LIVROS SOBRE PETTER BAIESTORF:
-
Almanaque de Fanzines (1995, Ed. Arte de Ler, 95 páginas, escrito por Bia Albernaz & Maurício Peltier, com artigos sobre fanzines de Petter Baiestorf).
- Cinema de Bordas Vol. 2 (2008, Ed. A Lápis, 260 páginas, org. Gelson Santana, Capítulo 5 – “Eles Comem Sua Carne: O Filme Escatológico-Canibal de Petter Baiestorf, escrito por Lúcio Piedade).

SITES PARTICIPAÇÃO DE PETTER BAIESTORF:
-
Blog Canibuk (ativo desde 2010) – www.canibuk.wordpress.com
- Site Maldohorror (ativo desde 2016) - http://maldohorror.com.br/

FANZINES:
-
 Arghhh (1992-2002)
-  Lixo B (1993)
-  Necrofilía (1993) 
-  Pus Diet (1993 - 1997)
-  A Revolta Sangrenta das Tripas Assassinas (1993) 
-  Clássicos Canibal (1994)
-  Defecando Urros (1997)
-  O Alucinado (1998)
-  Expurgando Líquidos Matinais (1998)
-  Surreal (2000)
-  Brazilian Trash Cinema (2000-2002)
-  O Viajante Cósmico (2003)
-  Bebuns Bêbados que Escrevem (2003)
-  Um Treponema Pallidum Mutante Atrapalhando a Vida Amorosa de um Xanthrorrhoea Australis Apaixonado (2003)
-  Urtiga (2004-2005)

DOCUMENTÁRIOS SOBRE PETTER BAIESTORF:
-
Baiestorf: Filmes de Sangueira & Mulher Pelada (2004, 20’, de Christian Caselli).
- Petter Baiestorf em Campinas (2006, 7’, de Célia Harumi).
- Um Arrombado na Estrada (2007, 32’, de Gurcius Gewdner).
- Baiestorf (2017, curta em produção, de Bruno Sant’Anna).

DOCUMENTÁRIOS COM PARTICIPAÇÃO DE PETTER BAIESTORF:
-
Trash 99: Delírios no Cerrado (2005, 26’, de Eduardo Castro).
- Sangue Marginal – Relatos de Cinema e Vídeo Underground (2009, longa em fase de finalização de Marco Antonio Vaz e B.R. Simonetti).
- Trash (2014, Canal Brasil, de Christian Caselli e Nelson Hoiffner).
- Nas Sombras do Medo – O Cinema de Terror no Brasil (2016, de Canal Brasil).
- Cine Barato (2019, de Prime Box).

TRILHAS SONORAS COMPOSTA POR PETTER BAIESTORF:
-
A Cor que Caiu do Espaço (Curta, direção de Petter Baiestorf). 2015
- Purgatório Axiomático (Curta, direção de Fábio Ruffino). 2019
- Brasil 2020 (Curta, de Petter Baiestorf). 2019
- Il Caso Valdemar (Curta de 1936 de Gianni Hoepli e Ubaldo Mahnaghi, em domínio público, sonorizado, remasterizado e legendado por Petter Baiestorf). 2019

PRÊMIOS E TÍTULOS RECEBIDOS
 –
Homenagem na Câmera de vereadores da cidade de Palmitos/SC por suas contribuições pela cultura da cidade em 2007.
 Trófeu MFL 2009 por conjunto de obra (Mostra do Filme Livre 2009, Rio de Janeiro/RJ).
 - Melhor filme para Ninguém Deve Morrer (Mostra Guaru Fantástico 2009, Guarulhos/SP). 
 - Melhor direção para Ninguém Deve Morrer - Petter Baiestorf (Mostra Guaru Fantástico 2009, Guarulhos/SP);
 - Melhor Montagem para Ninguém Deve Morrer (Mostra Guaru Fantástico 2009, Guarulhos/SP);
 - Trófeu Pioneiro do Cinema de Bordas (Guaru Fantástico 2012, Guarulhos/SP);
 - Melhor Maquiagem para Zombio 2: Chimarrão Zombies (Mostra Guaru Fantástico 2013, Guarulhos/SP);
 - Menção Honrosa para Zombio 2: Chimarrão Zombies (Festival Montevideo Fantástico 2013, Montevideo, Uruguai);
 - Prêmio Manoel Rodrigues Ferreira de melhor curta experimental para Ándale! (CineAmazônia 2017, Porto Velho/RO);
 - Melhor Curta Experimental para Ándale! No Festival aos Berros de Cinema e Mùsica Independentes 2017 (Juiz de Fora/MG);
 - Melhor Curta Experimental para Ándale! no Festival de Cinema de Jaraguá do Sul 2018 (Jaraguá do Sul/SC).
 - Menção honrosa paraBrasil 2020 no Festival Boca do Inferno 2019.
 - Menção honrosa para Brasil 2020 no FECIM 2019.

PROJETOS DE DESCONSTRUÇÃO MUSICAL:
-
Cadaverous Cloacous Regurgitous (demo-tape “Ópera Industrial”). 1993
- Smelling Little Girl’s Pussy (demo-tape “Anna Falchi”). 1999
- Baiestorf (demo-tape “Experimentação do Caos Caótico”). 2018
- Baiestorf (demo “Criaturas da Lua”). 2018
- Baiestorf (single “Zero”). 2018
- Baiestorf (demo “Stupid Stupid”). 2018
- Baiestorf (demo “Abdução”). 2018
- U (demo “Involução no Terceiro Planeta”). 2018
- Bad Erna (demo “Ups!”). 2018
- Hal9000 (demo “Scape Odyssey”). 2018
- Jurassick Aliens (demo “Vômito da Vida”). 2018
- Drunk ET (demo “Zoeira Never Stop”). 2018
- Restolho (demo “Não Ouça”). 2018
- U (demo “O Som dos Planetas”). 2019
- Baiestorf (Soundtrack do curta “Brazil 2020”). 2019
- Gnu (demo “Gaspar Mamilos”). 2019
- Atomic Creatures Collection (Coletânea de 210 minutos com composições de Baiestorf). 2019
- Tampopo (demo “War”). 2019
- Gnu (demo “Criaturas & Mundos”). 2019
- U (EP “Fim de Mundo”). 2019
- Muco Mucosa (Split CD com PJJ). 2019
- Sepulcral (Coletânea com músicas de 22 bandas musicais lançado pelo selo Necromancia Dark Net Label, com músicas de seus projetos U, Hal9000, Jurassick Aliens e Gnu). 2019
- U (“Songs for Brainstorms Dreamers). 2019
- U (Split CD com D.O.M. – lado da U – “Desgoverno Brasileiro”). 2019
- U (“Zona Autônoma”). 2019
- Baiestorf (EP “Rio 80 Tiros”). 2019
- U (“Noise”). 2019
- Hal9000 (EP “Aliens”). 2019
- Robby Robot (“Forbidden Planet”). 2019
- Anita (“Lacrei”). 2019
- Satellite (“A.I. 3W11 Zyrgon”). 2019
- Zaphyr Zy (EP “Numa Fria”). 2019
- Baiestorf (EP “Frankenstein Bipolar”). 2019
- Miolo Podre (EP “Parasitas do Caralho”). 2019
- Spacepongo (“Voyage to the End of the Infinite Universe”). 2019
- Pistola Édipo (“Viril Homem do Oeste”). 2019
- Jurassick Aliens (EP “Sci-Fi Vision”). 2019
- +8Gy (Altri Otto Gy – EP “Incubo sulla città contaminada”). 2019
- Anão Lynch (EP “Lynchsongs”). 2019
- John Canyon (“Born to Drive Pachyderm Foxtrot”). 2019
- Baiestorf (“Pavor no Cinema”). 2019
- Uzi Uschi (EP “Ondas de Algas”). 2019
- Astroplasma (“Circumstellar Habitable Zone”). 2019
- Atomic Creatures Collection Vol. 2 (Coletânea com 130 min. de composições de Baiestorf). 2019
- Baiestorf (“Hits from Paradise”). 2019
- Baiestorf (“Planck Time” – disco de 21 horas). 2019
- Baiestorf e seus Jacarés Animados (“Busão to the Pantanal”). 2019
- Baiestorf (“Horror Soundtrack Vol. 1 – Meu Amigo Barnabé”). 2019
- Baiestorf (“Horror Soundtrack Vol. 2 – A Balada de Esquisito”). 2019 
- Baiestorf (“Horror Soundtrack Vol. 3 – Massacre no Terceiro Planeta”). 2019
- Baiestorf (“Horror Soundtrack Vol. 4 – Criaturas da Fenda Abissal”). 2019
- Baiestorf (“Não Tenha Preguiça” – Split CD com Gorium). 2019
- Astroplasma (“Songs for Aliens”). 2019
- VHS Beast (“Electromagnetic Brain”). 2019
- Baiestorf (“Modelo de Pudim de Passas do Atomo”). 2019
- Baiestorf (“Magnicídios”). 2019
- Baiestorf (“Outtakes from Saturn”). 2019
- Baiestorf (“Tupinamba Roswell”). 2019
- Baiestorf (“Millennialien”). 2019
- Baiestorf (“Great Generation”). 2019
- Baiestorf (Il Caso valdemar”). 2019
- Cadaverous Cloacous Regurgitous (Demo Remix 1993-2019). 2019
- Baiestorf (“Hungry Moon Ballet”). 2019
- Uzi Uschi (“Happy Gooey Monsters”). 2019
- Baiestorf (DarkDance”). 2020.

CONTATO ROCK PRESS: 

Envie News e sugestões de pautas da sua banda, selo, fanzine, HQ, gravadora, editora, livro, HQ, distro, arte, produtora de show e evento, cinema, cultura alternativa e Underground em geral. A/C: MICHAEL MENESES - michaelmeneses@portalrockpress.com.br 
 

Envio material físico das suas bandas, zine, livro, filme e demais produções para:

PORTAL ROCK PRESS:
CAIXA POSTAL: 30443
Rio de Janeiro/RJ - Brasil
CEP: 21351 - 970

TWITTER:
 https://twitter.com/portalrockpress
FACEBOOK: https://www.facebook.com/portalrockpress
INSTAGRAM: https://www.instagram.com/portalrockpress/