GUIDI VIEIRA: Quando Vem a Inspiração

Em noite mágica no Centro Cultural Justiça Federal, a cantora Guidi Vieira traz à baila suas canções de beleza, presenteia público com um momento de pura inspiração. O show intitulado “Deságua”, fez parte do projeto Mulheres em Cena!
Saiba como foi na matéria que segue…

Guidi Vieira – Show “Deságua”

Centro Cultural Justiça Federal
Cinelândia/RJ
26 de Março de 2025

TEXTOS e FOTOS: Nem Queiroz

A começar pelo cartaz já dava pra saber o quilate do show solo da doce Guide Vieira, acompanhada pela luxuosa percussão de Adriano Sampaio e guitarra/baixo/programações por Pedro Costa, o trio soava em uma perfeita simetria de música, letra, arranjo e harmonia. Vale lembrar que Guidi também é vocalista numa banda de rock atuante no cenário independente, especialmente aqui no Rio de Janeiro, a banda Pic-Nic. Conversamos com a banda na Coluna 1, 2, 3, 4… (leia aqui).

Guidi Vieira se mostra bem confortável para nos expor suas canções mais suaves. Guidi é mulher de riso sério e olhar firme penetrante, que faz guiar a sua voz de tom irrepreensível a tímpanos mais distantes tamanha sutileza de sua música. Num repertório elegante de canções autorais com letras sensivelmente inteligentes, ela faz valer o ingresso da primeira à última nota de seu cancioneiro que não deixa a dever nada em relação a nova MPB que se ouve por aí.

O show “Deságua”, engloba suas melhores canções e algumas inéditas, dessa cantora de futuro brilhante e Guidi Vieira já nos surpreende iniciando o espetáculo com a canção “Fêmea” que dialoga com o som das florestas e ritmos indígenas, como quem lavasse os caminhos com sons que ‘desaguam’ no palco e que nos envolvem desde os primeiros acordes de uma guitarra criativa e percussão agradável e pertinente.

Mais duas canções, “Concha” e “Só Você Presta”, fecham o primeiro naipe quando ela por fim se apresenta, deseja uma boa noite a todos e obviamente um bom show. Boníssimo! É quando se ouve os primeiros aplausos que a deixa mais relaxada, semovente, descontraída, muito embora sempre nos passa um semblante de concentração total.

As canções seguintes, “Na Casa dos Meus”; “Dialeto” e “Raiva”, segura bem o contexto do show, com letras quase românticas de tão suaves que são, assim como sua autora que assina todos os números da noite com algumas parcerias dividindo o apogeu do seu setlist, que traz ao palco canções pinçadas dos álbuns “Outra Língua” e “Dialeto” e algumas inéditas, nos oferece ainda o deleite de canções como “Deságua” que dá nome ao show; “Blasé”; “Rainha” e a belíssima “Vermelha”.

Sim, essa menina vai longe e compõe como poucas as suas odes sobre a vida, nos falando de amor, ciúme, compreensão e natureza, não só nos encanta como nos faz apaixonar. Como já disse: Belíssima! – Nem Queiroz.

NEM QUEIROZ – É Poeta, letrista, fotógrafo, cantor, escritor, artista plástico e DJ. Pesquisador e colecionador de música, rato de cinema, teatro, sebo/livraria, centros culturais e shows! Intitula-se como “O Fotógrafo Observador” quando se aventura a resenhar para sites e afins. Ele mora aqui.

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