CHRISTOPHER KASTENSMIDT: O RPG na trajetória de um criador!

A CCXP Worlds está chegando e um dos artistas que marca presença será o americano radicado no Rio GrandeChristopher_Kastensmidt_FOTO do Sul, Christopher Kastensmidt. Autor de um dos maiores sucessos do gênero Literatura Fantástica e RPG, “A Bandeira do Elefante e da Arara”, Christopher vai estar no Artist Valley atendendo leitores e amigos que o RPG lhe trouxe. Conversamos com Christopher na Coluna 1, 2, 3, 4... da Rock Press!

CHRISTOPHER KASTENSMIDT:
O RPG na trajetória de um criador!

TEXTO: Jorginho
FOTOS: Patrícia Maciel e Divulgação
IMAGENS: Divulgação

A_bandeira_do_Elefante_e_da_Arara_Christopher_Kastensmidt

Antes de começar essa narrativa, devo informar aos leitores que nas linhas que se seguirão teremos um encontro com um dos maiores nomes do RPG e Literatura Christopher_Kastensmidt_FOTO_divulgaçãoFantástica do mundo. Mas o que é RPG? Role-playing Game, também conhecido como "jogo narrativo", "jogo de interpretação de papéis" ou "jogo de representação", é um tipo de jogo em que os jogadores assumem papéis de personagens e criam narrativas colaborativamente, e o progresso de um jogo se dá de acordo com um sistema de regras predeterminado, dentro das quais os jogadores podem improvisar livremente. As escolhas dos jogadores determinam a direção que o jogo irá tomar. E o que é Literatura Fantástica? Literatura Fantástica é um gênero literário em que narrativas trazem elementos de magia, ficção científica e mundos desconhecidos.

No ano de 2018, Patrícia Maciel (minha digníssima esposa) e eu estávamos a caminho de mais uma edição do Anime Beach, o maior evento Geek/Nerd do litoral gaúcho, que ora se realiza em Tramandaí, ora em Imbé, e cujo realizador é o Alexandre Pauli, anfitrião que sempre se esforça para trazer o melhor tanto para com público como para os artistas convidados. Naquele ano, o nosso velho Pálio cor chumbo 1998 já começava a nos deixar na mão, e como o Anime Beach fornecia transporte gratuito para os artistas da grande Porto Alegre, Patrícia e eu decidimos ir e vir com a galera. Ao embarcarmos no micro-ônibus, figuras conhecidas já davam seu alô, como Fabiomesmo e Daniel Suárez, hoje, membros do ColetiveArts (grupo artístico sediado no Rio Grande do Sul) e outros, que fomos conhecendo na hora. Ao ver um rapaz por demais simpático e gentil, que se sentou atrás de nós, fomos nos apresentar. Após revelar seu nome, pelo sotaque notamos que não era daqui do sul. Ao perguntar de onde ele vinha, nos revelou: Texas, EUA. O rapaz se chama Christopher Kastensmidt, e é um dos maiores nomes do RPG no mundo.

Muitas perguntas surgiram: Ele comia hambúrguer? Ele tinha ido à Área 51? Os EUA escondem ETs? Ele gostava do Trump? Era gremista aqui no Brasil? O que ele achava do desenho da Caverna do Dragão? Na época, ele respondeu que comia hambúrguer, que acreditava que não existia nada na área 51, que não gostava de Trump, que não gostava de futebol e achava Caverna do Dragão (Dungeons & Dragons no original) a pior animação já feita e a pior adaptação de um jogo de RPG.

Christopher_Kastensmidt_Recebendo_o_Troféu_Destaque_GEEK NERD_2019_Gravataí_RSChristopher tornou-se um grande amigo, e passamos a acompanhar o seu trabalho com todo entusiasmo. Em 2019, na Feira do Livro de Gravataí/RS, recebeu do ColetiveArts o Troféu Destaque GEEK/NERD - 2019 (foto), no evento chamado Coletive na Feira, o qual tenho o prazer de organizar junto com a Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer, de Gravataí.

Mas quem é esse americano que surgiu por aqui arrebatando todos nós? Christopher nasceu em Houston, Texas, no ano de 1972. Sempre foi um notório criador de histórias, mas primeiro trabalhou prestando assessoria a empresas de desenvolvimento digital, como a LucasArts. Em 1996, veio desenvolver jogos digitais em Porto Alegre/RS, e acabou estabelecendo residência na cidade em 2001. Como autor, publicou pela primeira vez na revista de fantasia Deep Magic o conto: “Daddy's Little Boy”, e em 2010 publicou a história “O encontro Fortuito de Gerard Van Oost e Oludara”, na “Realms of Fantasy”, uma das maiores revistas de literatura fantástica do mundo. Sua obra mais conhecida, no entanto, é o mundo ficcional de “A Bandeira do Elefante e da Arara” (Devir Livraria), que abrange contos, novelas, HQs, RPG e games, todos relacionados com a mitologia e o folclore brasileiro e que valeu para o Brasil, no ano de 2019, o ENNIE, o maior prêmio de RPG de mesa do mundo na categoria “Destaque dos Juízes”. A obra concorreu com mais de 400 projetos do mundo todo, e foi a primeira vez que uma produção nacional foi agraciada com este que é o Oscar do RPG de mesa.

Quando soubemos que o Christopher Kastensmidt estaria presente nessa edição do CCXP, chamei o editor Michael Meneses pelo whats e falei da oportunidade que seria uma entrevista com Christopher. Michael, que é carioca, torcedor do Flamengo e apaixonado pelo Brasil de Pelotas/RS (o segundo maior rubro negro do Brasil), e que já anda falando com sotaque gaúcho, sentenciou: “Vai lá, bicho!”, e então, fomos conversar com Christopher Kastensmidt na coluna 1, 2, 3, 4... da Rock Press!
 
1 - Rock Press/Jorginho: Como começou o seu envolvimento com o RPG? Quais seus jogos favoritos? Quais as suas influências ao criar um jogo?
Christopher Kastensmidt: 
Meu envolvimento começou quando eu era bemChristopher_Kastensmidt_FOTO_e_seu_gato jovem, tinha uns nove anos e comprei uma caixinha de Dungeons & Dragons na época, em 1980/81. Comprei a caixa e fiquei fascinado, logo, comecei a "mestrar" para os meus amigos, mesmo eu estando na 5° série. Os meus jogos favoritos, deixa tentar dar uma explicação mais ampla aqui, eu adoro RPG em geral. Quando era menor, gostava mais de MERP (Middle-Earth Role Playing é um jogo de RPG lançado em 1984, ambientado na Terra-Média, um universo de fantasia medieval criado por J.R.R.Tolkien. No Brasil, foi lançado em 1995 pela Ediouro com o nome de Senhor dos Anéis - Jogos de Aventura). Esse foi o jogo que mais jogava na minha adolescência, uma grande influência para mim, com certeza. Hoje em dia, o RPG que mais jogo além da “Bandeira da Arara e do Elefante”, é “Numenera”. Eu gosto bastante, aqui no Brasil é publicado pela New Order. Acho sensacional o cenário e tudo. Se quisermos falar sobre jogos fora do RPG de mesa, eu jogo muita coisa eletrônica, até porque trabalho com jogos digitais. O que mais gostei nos últimos anos foi o Kentucky Route Zero (jogo de aventura publicado pela Annapurna Interactive), que é uma obra de arte para mim, acho fantástico. Também jogo muitos jogos de tabuleiro, acho que Dixit (jogo de tabuleiro francês, que tem a premissa de usar a imaginação para jogar) é o meu jogo preferido de tabuleiro, adoro jogar com meus amigos. Tenho um pouco de tudo nas minhas influências, consumo muita mídia porque trabalho com quadrinhos. Já publiquei quadrinhos, desenho animado, RPG de mesa, livro, game, já trabalhei com todas essas mídias, acho que game mais do que qualquer coisa. Inclusive, um longa-metragem era para ser filmado esse ano. Eu já trabalhei com praticamente tudo, assisto muita série, jogo muito game, tento viajar, experimentar coisas, e tudo isso é uma construção do que se tem na cabeça, então, tudo é uma influência na hora de sentar e criar algo.

2 - Rock Press: Já são muitos anos no Brasil. O que te fez fincar raízes por aqui? Como vê o cenário do RPG? Poderia falar sobre o jogo “A Bandeira do Elefante e da Arara”, e sobre o que levou você a escolher um tema ligado às lendas e ao folclore brasileiro?
Christopher Kastensmidt:
 Nos anos 1990, eu era consultor para a Intel, estava trabalhando mais com uma empresa de games mesmo. Trabalhei nos EUA na LucasArts A_bandeira_do_Elefante_e_da_Arara_Christopher_Kastensmidtpara megas empresas de games, e eles me mandaram para o Brasil para desenvolver um território, trabalhar com as empresas locais. Conheci um monte de empresas naquela época, acho que trabalhei com mais de vinte empresas brasileiras, em várias cidades. Comecei visitando São Paulo, Rio, Curitiba, Brasília e Porto Alegre. E em Porto Alegre eu estava trabalhando com uma empresa que era a  Southlogic Studios, gostei muito do trabalho deles. Trabalhamos tão bem juntos que eu acabei virando sócio em 1999, e em 2001, vim morar no Brasil. O cenário de RPG está ótimo, eu jogo desde os anos 1980 e nunca vi tanta gente jogando, e tem muitos eventos. Claro que esse ano deu uma baixa nisso, mas tem muitos eventos que promovem o RPG, e eu participei de eventos em Vitória (ES), Fortaleza (CE), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), e vários outros lugares do país. Eles fazem eventos mensais e vão agregando jogadores. Hoje em dia, esses eventos atraem centenas de pessoas, não só presencialmente, mas também online. Tem muita gente jogando virtualmente, e vejo uma comunidade muito grande hoje em dia. No Brasil, tem milhares de pessoas jogando "A bandeira do Elefante e da Arara”(foto), por exemplo, uma comunidade considerável, nós temos um grupo no Facebook que é só de mediadores, que tem quase duas mil pessoas, e cada mediador é um multiplicador de conteúdo, porque vai mestrando para seus grupos. Eu escolhi um tema ligado ao folclore brasileiro porque estava trabalhando na minha antiga empresa de games, e tínhamos um projeto que era para acontecer na floresta amazônica. Nas nossas pesquisas, pensávamos em usar o folclore como elemento fantástico. Tudo aquilo ficou na cabeça, sempre o que colocamos na cabeça é o que vai sair depois, então quanto mais coisas variadas, mais projetos diferentes vão sair. As ideias ficaram na minha cabeça, mas acabamos não usando no jogo. Lá por 2006, criei uma série de fantasia que virou “A bandeira do Elefante e da Arara”. Queria fazer alguma coisa com o folclore brasileiro, porque ninguém estava fazendo, e eu sempre o achei interessante. Após a pesquisa, misturei com a parte histórica do Brasil que se passa no século XVI, porque gosto de História, e é um período muito interessante, uma convergência de povos no litoral brasileiro.
 
3 - Rock Press: E sobre Literatura Fantástica, fale sobre os seus livros já publicados. Quais seus autores e títulos favoritos? Como você enxerga a literatura fantástica no Brasil e no mundo?
Christopher_Kastensmidt_FOTO_palestandoChristopher Kastensmidt: 
No gênero de Literatura Fantástica, eu escrevi mais contos. Publiquei muitos contos ao redor do mundo, tenho publicações em quinze idiomas, não contando games. Estes eu tenho em todo o mundo. Publiquei umas coisas menores, mas com distribuição limitada. Mas o livro principal é “A bandeira do Elefante e da Arara”, que gerou o RPG de mesa, gerou quadrinhos, e que gerou todo o resto, se tornando um grande sucesso. Foi traduzido para várias línguas e concorreu a muitos prêmios em diversos países. Os meus autores e títulos favoritos no Brasil são o “João Beraldo” (JM Beraldo), ele tem uma série "O Império de diamante" (Editora Draco) que acho sensacional e que mistura elementos das culturas africanas; e da Marie Brennan, autora americana que tem uma série de contos chamado “Driftwood” (inéditos no Brasil), uma série de livros sobre uma mulher que pesquisa dragões numa época vitoriana, bem legal. Eu dei uma resposta otimista quanto ao cenário do RPG. A de Literatura Fantástica já é bastante pessimista. O cenário está complicado, o auge foi entre 2005-2010. Haviam muitas editoras abrindo, e muitos títulos sendo lançados. A meu ver, 2010 foi o ano do auge de títulos lançados no Brasil. Percebi uma queda violenta nos últimos dez anos, não vejo muita renovação. Vou muito às escolas conversar com os jovens, vejo o que eles estão fazendo e pergunto sobre mídias para ver o que estão consumindo. Vejo mais consumo de games, youtubers, RPG, mas literatura vai ter, por exemplo, dois leitores numa turma de quarenta alunos. Não sei qual é a saída, é claro que precisamos ficar incentivando sempre a Literatura, mas estou há vinte anos nessa atividade, e antes haviam dez mil exemplares na impressão de um livro novo, depois caiu para cinco, depois caiu para dois, depois oitocentos. Hoje as tiragens são de quinhentos livros. Caiu de uma forma tão radical, que não sei o que vai acontecer. As pessoas não estão comprando muitos livros, e acho que talvez uma saída seja o livro digital: criarem o hábito de abrir um livro no lugar de abrir um game, ou assistir um youtuber. Acho que a gente precisa realmente pensar muito nisso, a comunidade de autores, às vezes, descarta o livro digital, não gosta do formato, mas acho que é o formato certo, pois a pessoa não está indo na livraria, porém, está sempre no celular.

4 - Rock Press: E este cenário surreal de pandemia, não daria um bom livro de fantasia, ou é assustador e real demais? Ainda, sobre a pandemia, você acredita que a cena se reinventou com esses eventos online, ou que voltaremos com força total nos eventos presenciais?
Christopher Kastensmidt: Quando a gente trabalha com ficção científica e fantasia, pensamos dez, vinte, cem mil anos no futuro, então, esse ano não daria um livro bom. Christopher_Kastensmidt_vencedor_do_Prêmio ENNIEMas temos que repensar o futuro e criar livros diferentes, fantasia e ficção científica funcionam assim, ou então, já era. Inclusive, algumas pessoas já escreveram livros pensando num futuro desses. Vamos imaginar qual seria o próximo passo, por que se tivermos outra pandemia em 2021, vai ter vacina?  O que vai acontecer? O pessoal vai enlouquecer, então teremos realmente que pensar no futuro, e espero que as pessoas aprendam alguma coisa, aprendam alguma lição dessa vez, que saúde é importante, que o Sistema de Saúde (SUS) é importante, vacina é importante, as pessoas ignoraram o que estava acontecendo, começaram a pagar para ver. Sobre os eventos online, tenho pensamentos mistos, mas acho muito legal que estejam acontecendo. Eu consegui participar no ano passado do GEN CON (é um dos maiores eventos de jogos do mundo realizado anualmente, nos EUA), ganhei um prêmio que foi o ENNIE (foto), que é o maior prêmio de RPG do mundo, sabia que ia ganhar porque é um dos prêmios dos juízes e que é anunciado com antecedência. Não pude ir por causa do preço, estava muito caro e não tinha dinheiro naquele momento, mas este ano o evento ocorreu de forma online e consegui participar. Participei há pouco do World Fantasy (convenção sobre Literatura Fantástica e ficção científica. Foto abaixo), fazia dez anos que eu não ia a essa convenção, fui palestrante duas vezes e participei de vários outros painéis como ouvinte. Estou adorando, acho muito bom, mas no evento presencial, a dinâmica é completamente diferente. Eventos virtuais têm palestras pontuais, você acessa uma sala virtual, não vê quem está junto na sala porque é feito em modo apresentação, não é a mesma coisa que ir a um evento e conversar com os amigos. Se eu fosse nesses eventos presenciais, teria mais de cem pessoas para encontrar e conversar. Temos que ter os eventos presenciais novamente para poder ver as pessoas, e acho que temos que adaptar o virtual, como por exemplo, permitindo encontrar essas pessoas em “corredores virtuais” do evento, para conversas diversas, acho que seria um passo para frente, mas o que temos já é um bom começo.

Palestra de Christopher no World fantasy

5 - Rock Press: Quais seus planos para 2021, o que seus seguidores podem esperar? E deixe uma mensagem final para o leitor da Rock Press e para o público que vai prestigiar a CCXP.
Flagellum_Amazonas_Christopher_KastensmidtChristopher Kastensmidt: 
Em 2021 haverá mais lançamentos do que 2020. Este ano eu só tive uma publicação, que foi “Flagelo no Amazonas”(foto), primeira parte de uma aventura épica na selva amazônica. Eu tinha um evento de lançamento desta publicação em março, bem na semana em que a pandemia de Covid-19 chegou a Porto Alegre. O evento teve que ser desmarcado. Ano que vem devo ter duas ou três aventuras a serem lançadas, da “Bandeira do Elefante e da Arara”. Vai ser um ótimo ano para a Bandeira, jogadores de RPG vão ter muito conteúdo para aproveitar. Já temos duas dessas aventuras e posso dizer que são duas das maiores que já produzimos até hoje. Sobre a CCXP, peço para os leitores do Portal Rock Press e quem for prestigiar o evento que passem na minha mesa, vou estar lá virtualmente, vou ter brindes na mesa, falem comigo. Vou fazer lives nos três dias do evento, e espero ver muita gente. Então vamos aproveitar, vai ser um megaevento.
 
WarnerMedia confirmada na CCXP...
Christopher Kastensmidt, o americano que apoia a vitória de Biden, e que hoje é tão gaúcho quanto texano, estará presente na Artist Valley da CCXP Worlds, o maior evento GEEK do mundo. A CCXP vai ser virtual este ano (dias 4, 5 e 6 de dezembro), e contará com muitas atrações, entre elas, Bill Sienkwickz, Neil Gaiman, Margaux Motin, Kevin Eastman, Trina Robbins, Denilson Reis e muito mais. A mais recente novidade do evento é a confirmação da WarnerMedia, que participa pela primeira vez, apresentando um vasto conteúdo de jogos, séries, filmes, dos canais Warner Bros. Pictures, Warner Bros. Home Entertainment, Warner Bros. Television, Warner Bros. Consumer Products, Warner Channel, Warner Bros. Games, DC, Cartoon Network, Adult Swim, Particular Crowd e HBO. Também haverá uma loja online com venda de produtos oficiais do Harry Potter e DC. Fiquem atentos à programação, a Rock Press segue na cobertura do evento (LEIA AQUI) trazendo muitas Informações para vocês. – Jorginho.

Contatos Christopher Kastensmidt:
SITE:
 https://www.eamb.org/brasil/writing-type/rpg/
FACEBOOK: https://www.facebook.com/Chris.Kastensmidt
 
JORGINHO escreveu esse texto /entrevista ao som do álbum Nevermind The Bollocks Here’s The Sex Pistols/1977. O mesmo é filósofo, educador social, agitador cultural, administrador do ColetiveArts (grupo de artistas e escritores de Porto Alegre/RS), acadêmico de pedagogia, torcedor do Grêmio, mas não gosta de futebol, gosta é do Grêmio. Trabalha como ilustrador, criador de conteúdo e tudo que seja relacionado ao desenho, incluindo participações em exposições nacionais e internacionais na área de cartuns, quadrinhos, charges e desenho em geral. Já ilustrou inúmeros livros infantis, também foi autor pela plataforma Elefante Letrado. Trabalha com oficinas de desenho, ilustrações e fanzines. Também é produtor e apresentador do Programa Psycho Killer na Rádio Rota 220 (OUÇA AQUI).
REDES SOCIAIS JORGINHO:
INSTAGRAM:
 https://www.instagram.com/jorge.l.pereira2/
FACEBOOK 1: https://www.facebook.com/JorgeLuisCardosoPereira/
FACEBOOK 2: https://www.facebook.com/Jorginholcp
E-MAIL: jorginhoilustrador@gmail.com
COLETIVEARTS
BLOG:
 https://coletivearts.blogspot.com/
FACEBOOK: https://www.facebook.com/coletivearts
INSTAGRAM: https://www.instagram.com/coletivemovimento/

 

CONTATO ROCK PRESS: 

Envie news e sugestões de pautas da sua banda, selo, fanzine, HQ, gravadora, editora, livro, distro, arte, produtora de show e evento, cinema, cultura alternativa e Underground em geral. A/C: MICHAEL MENESES - michaelmeneses@portalrockpress.com.br 
 

Envio material físico das suas bandas, zine, livro, filme e demais produções para:

PORTAL ROCK PRESS:
CAIXA POSTAL: 30443
Rio de Janeiro/RJ - Brasil
CEP: 21351 - 970

TWITTER:
 https://twitter.com/portalrockpress
FACEBOOK: https://www.facebook.com/portalrockpress
INSTAGRAM: https://www.instagram.com/portalrockpress/
YOUTUBE: https://www.youtube.com/channel/UCy_FOYj2Zxh7beQacpLhPnA

Portal Rock Press