BIQUÍNI CAVADÃO: Celebra 40 Anos com Show Sold Out no Circo Voador

Com ingressos esgotados, o Circo Voador viveu uma noite épica em comemoração aos 40 anos do Biquíni Cavadão. A banda carioca, agora conhecida simplesmente por Biquíni, reuniu um público fervoroso, que presenciou um repertório que atravessou gerações. A turnê “A Vida Começa Aos 40” celebrou a trajetória da banda, que teve seu início exatamente ali, no mesmo palco, há quatro décadas. DJ Edinho discotecou.

Biquini Cavadão + DJ Edinho

Circo Voador – Lapa – Rio de Janeiro/RJ
Sábado – 15 de Março de 2025

TEXTO: Jonathan Assis
FOTOS: Nem Queiroz

A celebração começou com o DJ Edinho, que preparou o público, criando a atmosfera perfeita para os fãs que aguardavam ansiosos pela banda. Faixas na cabeça, camisetas personalizadas de fã-clubes e caravanas de várias as partes do país mostravam a importância do Biquíni. Quando as luzes se apagaram e as primeiras imagens históricas da banda começaram a ser projetadas no palco, a plateia já estava em êxtase. Foi nesse clima de tensão positiva que Bruno Gouveia (vocalista), Carlos Coelho (guitarrista), Álvaro Birita (baterista), Miguel Flores da Cunha (tecladista), Walmer Carvalho (saxofonista e vocal de apoio) e Marcelo Magal (baixista) subiram ao palco, com um figurino impecável que estava à altura da noite histórica.

A noite que transcendeu gerações

A primeira música, “Zé Ninguém”, trouxe uma explosão de energia que varreu o Circo Voador. O público cantou o refrão a plenos pulmões, e Bruno Gouveia, com seu megafone, convocou todos para cantar juntos. A união entre a banda e os fãs parecia ser uma celebração de um momento único. A música, que fala sobre a resistência do povo, foi cantada com fervor por uma plateia emocionada, que ecoou o refrão “Eu sou do povo, eu sou um Zé Ninguém, aqui embaixo as leis são diferentes!”

A sequência de músicas que seguiu manteve o clima. “Chove, Chuva”, de Jorge Ben Jor, mostrou a versatilidade da banda ao mergulhar na alegria e no ritmo brasileiro, enquanto “Uma Viagem”, com sua melodia introspectiva, e “Janaína”, uma homenagem à força feminina, tocaram profundamente o coração dos fãs.

Entre o Romance e a Saudade

O show seguiu com uma trilogia romântica, começando com o hit “Dani”, uma canção de amor e saudade, recebida com entusiasmo pela plateia, que cantou: “Só penso nela, quem é ela, o nome dela? É Daniela!” A energia continuou a crescer na sequência com “Em Algum Lugar No Tempo”, uma reflexão sobre o que não se viveu, mas que permanece no carinho eterno da memória, ao cantarem “Em algum lugar no tempo, nós ainda estamos juntos”. Por fim, “Vou Te Levar Comigo” encerrou o momento, trazendo um toque de esperança do que ainda pode ser vivido.

Outro belo momento foi “Arcos”, música que simboliza a construção de pontes e conexões, onde Bruno Gouveia (foto) fez um discurso emocionado sobre os 40 anos de estrada, afirmando que estar ali no palco era sempre um exercício de gratidão. A novidade da noite, “A Vida Começa Agora”, o novo single trouxe um sopro de renovação e mostrou que, apesar dos 40 anos de carreira, a banda não vive apenas de eternos hits, novos seguem surgindo. Bruno se emocionou ao dizer que chegaram aos 40 anos de história porque batalharam todos os dias por esse sonho, assim como o público, que também luta todos os dias pelo que acredita.

Clássicos e Homenagens

O show seguiu com “Múmias”, o clássico de 1986 em parceria com Renato Russo, e “Roda-Gigante”, que fez a plateia recordar da infância com seu clima leve e alegre. Um momento emocionante foi quando uma fã mirim, no ombro do pai, cantou “Roda-Gigante” junto à banda, simbolizando a continuidade dos novos fãs do Biquíni. Já no meio de “Impossível”, um hit de 1986, houve uma surpresa: a banda improvisou a famosa “Gostava Tanto de Você”, de Tim Maia.

A Força do Público e a Interatividade

Quando “Meu Reino” foi tocada, a plateia respondeu com um gesto simbólico, jogando bandeiras personalizadas de seus estados no palco. A música, que fala sobre liberdade e identidade, foi uma verdadeira celebração da união entre a banda e seus fãs. Já “Quanto Tempo Demora Um Mês” trouxe um momento de reflexão, antes de seguir para o auge da noite com “Vento Ventania”. O público pulava, se divertia com bolas de ar gigantes que surgiram na pista e ainda participaram de uma divertida “competição sadia” de quem cantava mais alto no final da música, com a banda provocando os torcedores do Flamengo e Fluminense presentes, já que seus times iriam disputar o título de campeonato carioca no mesmo fim de semana.

Em um dos momentos mais especiais da noite, a banda chamou uma fã para dividir o palco com eles e cantar “No Mundo da Lua”, um dos maiores sucessos do Biquíni. A fã estava visivelmente emocionada, interpretando a canção com a banda, enquanto o público acompanhava o refrão com intensidade. Esse gesto de proximidade e interação com os fãs reforçou o vínculo único entre a banda e seu público, criando uma memória inesquecível para todos que estavam presentes.

Biquíni e sua Importância ao Pop Rock Nacional

O show também teve homenagens a outras bandas, com versões de “Carta aos Missionários”, do Uns e Outros, e “Camila, Camila”, do Nenhum de Nós. Porém, quando o sino bateu meia-noite, o público cantou um uníssono parabéns para a banda, celebrando quatro décadas de história e amor incondicional à música. A banda agradeceu com um discurso emocionado do vocalista.

Em um momento surpresa, Bruno se ausentou do palco e Carlos Coelho assumiu o vocal, trazendo um verdadeiro momento “Guitar Hero”, tocando clássicos como “Highway to Hell” (AC/DC), (I Can’t Get No) Satisfaction (Rolling Stones), “Smoke On The Water” (Deep Purple) e “Seven Nation Army” (The White Stripes), com letra adaptada para “Eu não vou embora! Eu não vou embora!”.

A Noite Termina, Mas é Apenas o Início!

Quando Bruno Gouveia retornou ao palco, com sinalizadores de avião em mãos e encerrou a noite com a icônica “Tédio”, um hino, que fechou com chave de ouro a celebração no Circo Voador. A plateia, visivelmente extasiada, arremessou presentes no palco, um gesto de carinho e gratidão à banda.

A festa seguiu com clássicos dos anos 80, desta vez, sobre o comendo de DJ Edinho (foto ao lado), enquanto alguns fãs dançavam e outros formavam uma fila quilométrica em busca de um autografo ou foto com a banda, que celebrou seus 40 anos em grande estilo. O Biquini, deixou claro que a vida (realmente) começa agora, com muita energia para os próximos anos de estrada que virão. Jonathan Assis.

Jonathan Assis é carioca, comunicólogo, publicitário, músico, ator, fotógrafo, movido a descobertas sonoras e sua banda é a Benkens!

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