SUPERGRASS BRASIL 2025!

Os ingleses Supergrass, retornam ao Brasil para a turnê de trinta anos de “I Should Coco”, seu álbum de estreia. A apresentação será única no Terra SP (31/08). Os ingressos estão a venda e a iniciativa é Balaclava Records. Saiba mais na matéria que segue.

TEXTO: Paulo Schwinn
FOTOS: Divulgação

Sensação do rock alternativo nos anos 1990, a banda Supergrass faz show único no Brasil, em São Paulo. O motivo da volta ao país é a turnê comemorativa do álbum ‘I Should Coco’, lançado em 1995, que completa 30 anos em 2025. Na apresentação, o primeiro disco do grupo inglês será tocado na íntegra, além da expectativa de hits como “Pumping on Stereo”, “Moving” e “Grace”.

Formado em Oxford, Inglaterra, em 1993, atualmente sua formação conta com Gaz Coombes (voz e guitarra), Mick Quinn (baixo e vocais), Danny Goffey (bateria e vocais) e Rob Coombes (teclados), irmão de Gaz, na banda desde em 2002. Supergrass gravou seu primeiro álbum entre fevereiro e agosto de 1994, porém, só foi lançado em 15 de maio de 1995, pela Parlophone. I Should Coco chegou rapidamente ao primeiro lugar nas paradas inglesas, na esteira do estouro do movimento britpop. Ao lado de Blur, Oasis, Pulp, Suede, Radiohead, entre outros, o Supergrass foi um dos destaques desse rico período do rock inglês que teve início no fim da década de 1980 e seguiu pelos anos 1990.

SUPERGRASS – ‘I SHOULD COCO’

I Should Coco traz muito da urgência adolescente. Acelerado, gritado, dinâmico, esporrento. Ao contrário de outras bandas contemporâneas, como as citadas acima, pelo menos nesse primeiro álbum o Supergrass bebeu na fonte do punk, do mod, do hard rock e até um pouco do metal. Canções rápidas e cantadas quase gritadas, com fúria, como “Lenny”, “Strange Ones”, “Caught by the Fuzz” e outras são a tônica do disco.

“I’d Like To Kno” já começa dando o recado: vamos cantar a plenos pulmões  canções cheias de rebeldia pós-adolescente (os integrantes da banda tinham cerca de 20 anos na época do lançamento do álbum), aceleradas e barulhentas, no bom sentido da coisa. “Caught By The Fuzz” segue no mesmo clima, bem punk, com letra que conta a história de um adolescente de 15 anos, pego com drogas pela polícia. “Mansize Rooster” vai mantendo o fluxo rebelde e acelerado, com um tecladinho para variar.

O grande sucesso do disco, é “Alright”, que dá uma ideia um pouco diferente do som da banda, mais puxado para o pop, o que, pelo menos no início, não correspondia totalmente à realidade: o Supergrass não fazia um som pop clássico até então. “Don’t Lose It”, já traz a variação ‘mod’ no som dos caras, em outro excelente momento do álbum. “Lenny” tem uma pegada quase hard rock, mas também acelerada desde o início. “Strange Ones” abre com o som de um teclado futurista, mantendo a energia punk no início, vira um blues em seguida, e volta ao punk, mostrando que Gaz, Mick e Danny eram bons músicos também. “Sitting Up Straight” engana o ouvinte com um piano bem lento no começo,  acelerando logo em seguida, com uma letra que relata o tédio adolescente condensado na viagem no último banco de um ônibus londrino num final de noite. “She’s so Loose” é quase acústica, com os violões à frente, em vez das guitarras, dando uma vibe menos esporrenta a canção. “We’re not supposed to” foi gravada com as vozes mais aceleradas, como numa rotação em 45 rpm, o que deixa a canção até engraçada. “Time” tem uma levada mais bluesy, variando o clima perto do fim do álbum.

A grata surpresa do álbum é “Sofá (Of My Letargy)”. Uma baladinha de 6 minutos, com guitarras bem suaves e uma letra quase romântica. “Time To Go” é a canção que fecha o disco, uma boa despedida para essa fase inicial da banda, que partiu para outras sonoridades, sem abandonar totalmente o rock, a partir do segundo disco, In It For The Money, (1997).

No ano de 2015, foi lançada uma versão de 20 anos de ‘I Should Coco’, contendo três 3 CDs, que inclui o álbum remasterizado, B-sides poderosos como ‘Just Dropped In (To See What My Condition Was In), uma versão para “Stone Free”, de Jimi Hendrix, gravações demos e ainda dois shows do começo da carreira do Supergrass: um no extinto Bath Moles Club de Londres (gravado em 1994) e outro no Festival La Route Du Rock, na França, em 1996. Vale muito à pena ouvir todo esse material na íntegra e conferir a potência dessa grande banda desde os seus primórdios.

Recomendamos…

Lembramos que a apresentação do Supergrass no Terra SP será única e os ingressos estão à venda e a produção é da Balaclava Records (veja todo o serviço abaixo). #Recomendamos. – Paulo Schwinn.

SUPERGRASS NO BRASIL

SERVIÇO:

DATA: 31 de Agosto de 2025 – Portas 18h – Show 20h
LOCAL: TERRA SP – Av. Salim Antônio Curiati, 160 – Campo Grande – SP/SP.
CLASSIFICAÇÃO: 16+. Menores de 16 anos acompanhados dos pais ou responsável legal
INGRESSOS: Antecipados no site Ingresse (AQUI) e no ponto de venda físico (sem taxa de conveniência: Takkø Café: R. Maj. Sertório, 553 – Vila Buarque – SP/SP, às Terça à Sexta, das 8h às 17h / Sáb, dom e feriados, das 9h às 18h  

Paulo SchwinnNatural de Santos/SP, cantor, compositor, vocalista e guitarrista da banda de rock alternativo Sujeitos Compostos, do RJ, agora em carreira solo. Produtor e apresentador do programa Desvio à Esquerda no ar pelas web rádios Rota 220 (ouça), e Rock and Roll Old School, além de apreciador do bom e velho (novo também) Rock and Roll.

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