THE WHO – "Fucking, Fucking, Fucking, Fucking, Fucking, Fucking, Fucking Rock in Rio!"

Muitos disseram que o Rock in Rio 2017 estava fraco de atrações, que faltava Rock ao The Who Rock In Rio 2017 FOTO Pepe Decaro Ag Ver MAISFestival, que o Heavy Metal ficou de fora, que não tinha nomes inéditos... Contudo o The Who foi à resposta a esses questionamentos! Independente de estilos a banda fez DE LONGE o melhor show, foi uma das atrações inéditas e se o Festival deu pouca atenção ao Metal, o The Who mesmo que não seja uma banda de Heavy-Metal mostrou o quanto sua obra foi fundamental ao estilo!

 

"THE WHO – Fucking, Fucking, Fucking, Fucking, Fucking, Fucking, Fucking Rock in Rio!"
Texto por: Michael Meneses - Fotos: Pepe Decaro/Ver + Fotografias e Mauricio Porão/Estácio.

 

The Who Rock In Rio 2017 FOTO Pepe Decaro Ag Ver MAIS

No dia de abertura do Festival conversava com um amigo e quando ele me disse que não iria ao Rock in Rio; questionei: “Não vai nem assistir ao The Who!?” Com toda segurança do mundo ele respondeu: “Assistir o Who nos EUA mês passado, foi Foda!” Aquilo seria um “Pre-Dejá-Vu”, ou seja, o Show seria (e foi) MEMORAVEL!

The Who Rock In Rio 2017 FOTO Pepe Decaro Ag Ver MAISSeria piegas dizer; “Valeu a Pena Esperar”, sim, é verdade, dizer que valeu a pena esperar é uma expressão piegas, mas de fato valeu todas às cinco décadas de espera para o Brasil assistir um show The Who em solo sul-americano. Logico, que seria muito bom se as turnês anteriores ao longo da história do The Who tivessem o país na rota, mas o que a banda mostrou na noite de 23 de Setembro de 2017, durante o Rock in Rio foi algo simplesmente ATEMPORAL. Pete Townshend, Roger Daltrey e CIA deram uma aula de como se faz um show de rock, não importa qual seja o estilo musical, se tal estilo faz uso de guitarras fortes e um poderoso vocal a lição estava sendo dada naquela noite do final do inverno carioca. Cabe aos segmentos musicais, bandas e músicos ter aquela apresentação aprendizado e fazer direitinho o deve-de-casa, ou melhor, um ensinamento ETERNO!

Com o tempo de palco limitado, a banda procurou não ficar de lengalenga, nada de introduções longas, bastou um “Fucking, Fucking, Fucking, Fucking, Fucking, Fucking, Fucking, Rock In Rio!” esbanjado com empolgação por Pete Townshend, e depois foi basicamente só tocar, fazer música com a vontade daqueles que parecem que nunca ficam velhos e com a força dos anos de experiência, o que também vale como aprendizado para todas “Gerações”. Iniciaram com “I Can’t Explain”, seguido de “Substitute”, e “Who Are You”, momento em que aqueles que estavam incluindo o The Who em suas histórias associaram aquela música ao seriado “CSI” e com isso uma nova geração de fãs da banda nascia, e que esses entendam que para fazer Rock tem que ter o mínimo do que foi apresentado naquela noite EXPLENDIA!

The Who Rock In Rio 2017 FOTO Pepe Decaro Ag Ver MAIS“The Kids Are Alright” veio e mostrou que todos aqueles jovens estavam bem, (no palco e na plateia), alias muito bem! “I Can See for Miles” provou que estávamos diante de algo magnifico e que até então a maioria dos presentes só tinham uma vaga ideia. Agora toda aquela energia monstruosa nos palcos e que nos foi apresentada em vídeos e toda a sensibilidade que experimentávamos ao ouvir discos como “Tommy” ou ao ouvir os sons da banda no Rádio (Fluminense FM – A Maldita 94.9) estava ali, era um sonho, um real e emocionante SONHO!

O publico gritava a todo berro de Roger Daltrey e pirava a com aquelas lendárias giradas de braço na guitarra imortalizada por Pete Townshend em forma de “Moinho de Vento” (Windmill), e agora diante dos nossos olhos. Aquilo era muita energia, uma energia que o Rock dos dias de hoje precisa. A banda usou os seus tradicionais efeitos especiais e otimizou alguns recursos de palco do Guns and Roses, como o super-telão, o que engrandeceu o espetáculo visual, mas foi no tocando que o The Who mandou, acredito que se ocorresse uma pane e apenas o sistema de som funcionasse o show teria sido tão bom quanto foi. Os efeitos visuais foram lindos, mas foi à música que seduziu, foi aquele set-list maravilhoso que vez todo mundo sentir, visualizar e vivenciar UM VERDADEIRO SHOW DE ROCK! 

Falando em Set-List, apesar de maravilhoso, não deixando de fora hinos como; “My Generation”, “Bargain”, “Behind Blue Eyes”, “You Better You Bet”, “Amazing Journey”, “Pinball Wizard”, entre outras, infelizmente por conta do tempo de palco disponível para a banda, o set-list foi reduzido, mesmo que aquela noite do Rock in Rio tenha sido anunciada com dois headlines (Who e Guns), o show do The Who não foi completo em relação ao show apresentado em SP e outros da turnê. Uma pena, tendo em vista que o Guns And Roses sempre vem ao Brasil (Só no Rock in Rio foram 4 edições), diferente do The Who que estava em solo brasileiro pela primeira vez. Porem, esquecemos lamentações, o Who fez um excelente uso do seu tempo apresentando um show HISTÓRICO!

A contemplação sonora de bons sentimentos e aquela forte energia chegava ao fim com “See Me, Feel Me/Listening to You”, “Baba O’Riley” e “Won’t Get Fooled Again”. Chegavam ao fim na Cidade do Rock, mas que certamente aqueles acordes se tornaram eternos e certamente ainda ecoam na mente das muitas daqueles 100 mil presentes. Roger Daltrey com gentileza anunciou o Guns and Roses com sua (“Nova-Velha”) formação, mostrando que ali existem rivalidades, mas sim que profissionalismos, respeito deve andar juntos em prol da arte. Alias, quando se soma Profissionalismo, Respeito e Arte temos o que o The Who apresentou naquela noite, ou seja, algo grande como o INFINITO! Seja como for, sinceramente, deu pena saber que o Guns And Roses iria fechar aquela noite, pois por mais que o Axe, Slash e Duff estivessem com um mega show de mais de 3 horas nas mãos, o The Who já tinha matado a pau, nada que o Guns apresentasse iria superar o que The Who nos brindou, foi um show definitivamente DIVINO.

The Who Rock In Rio 2017 FOTO Pepe Decaro Ag Ver MAISFaltou algo?! Quando falamos de uma banda com o peso em todos os sentidos do The Who faltou sempre falta aquela ou outra música, e sim como existia aquela esperança que Pete Townshend destruísse sua guitarra, uma de suas eternas marcas na história do rock, não ocorreu, também nem foi preciso, pois aquela apresentação foi DESTRUIDORA por completo! Também não podemos deixar de mencionar os demais músicos da banda todos foram competentes e enriquecendo o espetáculo, destaque para o baterista Zak Starkey que não apenas é filho de Ringo Star, como tem a essência de Keith Moon, que alias é o seu padrinho, Zak ainda tocou no calçadão de Ipanema em uma jam com a banda carioca Beach Combers (Alias um bom nome para o Rock in Rio 2019), sujeito simples e de ATITUDE! 

Finalizando, se o Rock in Rio ganhou a fama de repetir atrações ao longo de suas edições, The Who Rock In Rio 2017 FOTO Mauricio Porão Estacioque tragam o The Who ao Rock in Rio 2019, dessa vez para o show principal, sabemos que será um ETERNO E GRANDIOSO ESPETACULO! – Michael Meneses – michaelmeneses@portalrockpress.com.br

Postado por Michael Meneses quinta-feira, 12 de outubro de 2017 14:43:00 Categories: Beach Combers Destaque Fluminense FM Guns And Roses Ringo Star Rock in Rio Rock in Rio 2017 The Who Zak Starkey
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