SUPERCOMBO, CIRCUS ROCK E ROTERDAN AGITAM O TEATRO ODISSEIA/RJ

Sexta-feira (24/6/) foi dia de rock’n roll no Teatro Odisseia com os shows das bandas Circus Rock, Roterdan e Supercombo. O eventoSupercombo_FOTO_Larissa_Zanchetta foi Produzido pela Bross e Toma Rock Produções e teve os ingressos esgotados.

SUPERCOMBO, CIRCUS ROCK E ROTERDAN AGITAM O TEATRO ODISSEIA/RJ – 22/6/2018
TEXTO: Aline Morais - FOTOS: Larissa Zanchetta

 

Circus Rock foi a primeira banda a subir ao palco do Teatro e, além da oportunidade de tocar ao lado de duas outras bandas revelações do rock Circus_Rock_FOTO_Larissa_Zanchettanacional, a noite foi um momento marcante em sua trajetória: o primeiro show com a nova formação, agora integrada por Bernardo Tavares, no vocal, Felipe Aquino, no baixo, Henrique Barreto, na bateria, e Alex Heink e Gabriel Feijão, na guitarra. A Circus Rock nasceu em 2014, na Zona Norte do Rio, e atuou como cover até 2015, quando lançou o single e clip “Respeito e Liberdade”, assumindo de vez a evolução da banda para o som autoral.

Misturando referências do Hardcore, Punk e Rap como The Offspring, Rage Against The Machine e Rise Against, a Circus_Rock_FOTO_Larissa_ZanchettaCircus Rock traz letras que estimulam o pensar de quem as ouve, com mensagens de respeito, perseverança e liberdade. Canções como “Sangue nos Olhos”, “Respeito e Liberdade”, “Invencíveis Jovens” e “Ao Teu Lado”, que compõe o álbum “Em Meio â Destruição” lançado em julho de 2017, fizeram parte da setlist e embalaram o público que chegava no Teatro. 

O momento emocionante da noite foi a participação especial do vocalista da Triunfe, Gabriel Santos, cantando a música “Se Levante e Lute”, em homenagem ao seu colega de banda, o baixista Vinicius Farlane, que faleceu na semana anterior ao show. A canção escolhida para esse momento, escrita pelo vocalista da Circus Rock quando tinha apenas 15 anos, fala sobre a importância de crer nos sonhos e lutar todos os dias por eles, mesmo com os momentos baixos da vida; são neles que se encontra a força para continuar. O show foi encerrado com “Tempestade”, atual música de trabalho da banda.Roterdan + Gabriel Santos_(Triunfe)_Larissa_Zanchetta

EmBanda_Roterdan_FOTO_Larissa_Zanchetta seguida, foi a vez da Roterdan agitar o público, que nesse momento lotava a pista e o segundo andar do Teatro Odisseia. Composta por Rafael Espindola, no vocal, Emanuel Losz, no baixo, Matheuz Nunes e Charles Barreto na guitarra e contou com Matth Feitoza da banda carioca The Ocean Revives na bateria. A banda fez o dever de casa e não deixou a plateia nenhum momento parada. O público cantou junto músicas do álbum “Entre o Acaso e o Destino”, de 2017.  Canções como “O Outro Lado da Verdade”, “A Última Cartada” “Navegantes” fizeram parte da setlist. Mais uma vez, o vocalista da banda Triunfe subiu no palco para homenagear o amigo.

O momento tão aguardado pelo público, chegou com muita euforia, e antes mesmo dos integrantes da Supercombo subirem no palco, a plateia cantava em uníssono as Supercombo_FOTO_Larissa_Zanchettacanções da banda. Formada por Léo Ramos, voz e guitarra, Carol Navarro, baixo e voz, Pedro Ramos, guitarra e voz, e Paulo Vaz, teclado e efeitos, a banda capixaba que surgiu em 2007, ganhou projeção nacional após participar do programa transmitido pela Rede Globo, Super Star, em 2015.

O set contou com hits da banda, como “Piloto Automático”, “Amianto”, “Grão de Areia”  e “Bonsais”. Embalados pela animação da plateia, os integrantes da banda agradeceram a presença de todos por diversas vezes, como forma de retribuir todo o Supercombo_FOTO_Larissa_Zanchettacarinho dos corações cariocas. “Gente, São Paulo tá um frio, e aqui esse calor! Isso vem tudo do amor de vocês”, brincou Carol já no final do show, além de soltar um “Respeita as minas” durante a apresentação. 

Segundo o produtor da Toma Rock, Luciano Paz, veterano na produção de eventos no Rio e Baixada Fluminense, algumas pessoas se espantaram com essa produção, já que seus eventos sempre foram voltados para o cenário mais “underground” do rock nacional, como shows de Hardcore, Metalcore, Thrash e Death Metal. “Estamos nadando em outros mares, em outras vertentes do rock e isso causou o estranhamento de algumas pessoas. O Toma Rock sempre teve o compromisso com o rock. Já fizemos outros shows anteriores de bandas como Fresno, Forfun, Pitty, Strike, entre outras. Não deveria haver esse tipo de surpresa. A organização e profissionalismo continuam os mesmos”, afirmou Luciano Paz. - Aline Morais.

Portal Rock Press