STAN LEE - O Cara

Foi com pesar que, no dia 12 de novembro de 2018, o mundo recebeu a triste notícia de que um dos grandes Stan_Lee_Arte_Christian_Pierini _RJ_Brasilmestres da Era de Ouro dos quadrinhos, Stan Lee, partiu para outra dimensão do universo, assim como fizeram Capitão Marvel e Adam Warlock, para criar e fazer parte de novas aventuras. Rock e Artes Sequenciais sempre andaram lado a lado, e a Rock Press resolveu fazer uma homenagem a este homem que revolucionou o modo de lermos gibis e provou que levar entretenimento às pessoas pode ser tão espetacular e importante quanto ser um médico, professor, engenheiro ou cientista espacial. Excelsior!!!!

“STAN LEE - O Cara!”
TEXTO: Rick Olivieri
ARTES: Christian Pierini + Adilson Lima + Renato Lima
DEPOIMENTOS:
Renato Lima + Thina Curtis + Gutemberg F. Loki “Tubarão” + Adilson Lima + André Aragão + Michael Meneses!

Aquele nova-iorquino filho de judeus, nascido Stanley Martin Lieber (em 28 de dezembro de 1922), mudou seu nome para Stan Lee para guardar o nome verdadeiro para obras literárias de "maior relevância", nunca poderia imaginar  que os super-heróis que ajudaria a criar fossem se tornar tão populares ao longo dos anos. Tendo iniciado sua carreira, em 1939, como assistente na editora Timely Comics, que com o tempo viria a se tornar a grande e famosa Marvel, Lee teve sua primeira histórias publicada em 1941, na revista Capitão América n°3, ao lado de outra lenda dos quadrinhos: Jack Kirby.

Seu primeiro super-herói - dentre os vários criados em parceira - foi o Destroyer, também em 1941, para a Mystic. Antes mesmo de completar 19 anos já havia sido elevado ao posto de editor interino. E seguiu escrevendo histórias de diversos gêneros: faroeste, ficção científica, terror, suspense, aventura etc. Quando, em meados da década de 1950, a empresa passou a se chamar Atlas Comics, Lee já tinha uma prolífica trajetória. No final dos anos 50, a DC Comics começou a fazer um grande sucesso com as aventuras da Liga da Justiça. Aproveitando o gancho, o editor-chefe da Atlas chamou Lee para tentar criar um grupo de heróis que pudesse ir na esteira da concorrência.

Alguém com Poderes Realmente Especiais e Uma Grande Responsabilidade

Foi então que, em 1961, surgiu o Quarteto Fantástico, heróis criados em conjunto com Jack Kirby. Dotados de superpoderes adquiridos num acidente espacial, eles trouxeram um diferencial em relação a tudo o que já havia sido feito antes, uma característica que iria marcar praticamente tudo o que seria feito depois dentro dos quadrinhos: o lado humano dos super-heróis. Reed Richards e sua esposa, Sue, o irmão dela, Johnny Storm e Ben Grimm eram uma família que vivia se desentendendo e ao mesmo tempo enfrentando monstros e seres espaciais como Galactus e os Skrulls, mostravam ser gente que também passava por problemas normais como o ego advindo da popularidade, a rejeição pela aparência etc.

O sucesso surpreendente alcançado levou a que fossem encomendados novos personagens. Juntamente com Kirby, Lee trouxe à luz ao Thor (inspirado nos deuses da mitologia nórdica, mas dividindo espaço com o seu lado fraco, o mortal Donald Blake, que usa uma bengala no lugar do martelo Mjolnir). O Incrível Hulk, uma espécie de misto entre Frankestein, Doutor Jekyll e Mr Hyde, o Homem de Ferro, que tinha problemas com o alcoolismo e os X-Men, mutantes tidos como aberrações pela humanidade que eles juraram proteger.

Com Bill Everett criou o Demolidor, herói cego que trabalhava como advogado em Hell's Kitchen, bairro barra pesada de Nova Iorque. Aliás, esse foi um elemento que ajudou a humanizar os heróis da Marvel. Eles não viviam em bairros e cidades fictícios como Gotham (Batman) ou Metrópolis (Super-Homem). Los Angeles, Manhattan, Bronx e outros lugares conhecidos compunham o cenário das aventuras, ajudando na identificação dos leitores. 

Ao lado de Steve Ditko, além do Doutor Estranho, senhor das artes místicas, Stan criou um dos maiores super-heróis de todos os tempos: o Homem-Aranha. Seu alter ego, Peter Parker, é um jovem nerd adicionado por ciências que vive fazendo bico como fotógrafo para poder ajudar sua tia May a pagar as contas e que, um belo dia, é picado por uma aranha contaminada por radioatividade. Ele está frequentemente envolto em problemas sentimentais com as garotas, já sofreu muito bullying na escola e em muitas lutas se viu acometido por enormes dores de cabeça. 

Através dele, Lee nos ensinou a todas as crianças e adolescentes que cresceram acompanhando os gibis, entre outras coisas, que com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. E através de vários outros personagens surgidos em todos esses anos, que se você é forte, não adianta ser arrogante, pois sempre poderá aparecer alguém mais forte ou inteligente. Enfim, coisas que contribuíram para moldar o caráter de inúmeros leitores ao longo de tantas décadas (incluindo o meu).

Frases...
"O fanatismo e o racismo estão entre os mais graves males sociais que assolam o mundo hoje. Mas, ao contrário de uma equipe de super-vilões fantasiados, eles não podem ser interrompidos com um soco no snoot, ou um zap de uma arma de raios. A única maneira de destruí-los é expô-los - revelá-los pelos males insidiosos que realmente são. O fanático é um odiador irracional - alguém que odeia cega, fanaticamente, indiscriminadamente. Se ele tem alguma questão com um negro, ele odeia TODOS os homens negros... Se algum estrangeiro o venceu para um emprego, ele está com TODOS os estrangeiros."

“É totalmente irracional, patentemente insano condenar toda uma raça - desprezar uma nação inteira - para difamar toda uma religião", escreveu Lee. "...Mais cedo ou mais tarde, devemos aprender a julgar uns aos outros por nossos próprios méritos...se o homem quiser ser digno de seu destino, devemos preencher os corações com tolerância".

Excelsior...
Apesar de polêmicas surgidas ao longo dos anos, como a questão dos créditos e brigas com alguns de seus parceiros de criação creio que o que fica de importante é o seu inegável legado. Além de, como roteirista e editor-chefe da Marvel e ator nas horas vagas, ter contribuído para que o universo dos super-seres servisse para o entretenimento saudável de gerações. Ele nos mostrou que podemos ser todos heróis de alguma forma (seja como professores, advogados, médicos, cientistas, escritores, desenhistas ou alguém pertencente a qualquer atividade que vá ajudar ao próximo da melhor forma possível).

Sua marca registrada tornou-se a palavra "Excelsior". Ele explicava que era uma palavra antiga que significa  para cima e para frente, para uma maior glória. "Está no selo do estado de Nova York. Siga em frente, e se for a hora de ir, é hora. Nada dura para sempre."

"Pax et Justitia", "Paz e Justiça" em latim, era outro dos bordões usados por ele nos quadrinhos, editoriais e seções de resposta ao leitor. 
Importante lembrar que ele e Kirby criaram o Pantera Negra em meados dos anos 60, primeiro super-herói de origem africana criado por uma grande editora. Curiosamente, seu nome é anterior em alguns meses ao surgimento do grupo ativista Pantera Negra, nos EUA.

Sobre os quadrinhos serem uma forma de fuga da realidade, Lee argumentava que tratar qualquer forma de arte como puro escapismo é impossível para qualquer pessoa que viva no mundo real e se preocupe com as pessoas ao seu redor. "Nenhum de nós vive em um vácuo - nenhum de nós é intocado pelos eventos cotidianos sobre nós - eventos que moldam nossas histórias da mesma maneira que moldam nossas vidas". Ele dizia que; "só porque algo é divertido não significa que precisamos desligar o cérebro enquanto lemos".

As circunstâncias de sua morte em 12 de novembro, até o fechamento desta matéria, permanecem desconhecidas. Mas uma coisa é mais do que certa: Definitivamente, Stan Lee foi e AINDA é "O Cara"!! Excelsior!!! - Rick Olivieri.

DEPOIMENTOS: 
Renato Lima - (Desenhista dos storyboards do programa Tá no Ar, autor do Pockets Comix e DJ da Festa College Rock Party) - RJ/RJ -
Cresci em Guadalupe (Zona Stan_Lee_Arte_Renato_Lima_RJ_Brasil_Rock_PressNorte Carioca) lendo os gibis da Marvel Comics, naqueles formatinhos com colorido limitadíssimo (da Bloch Editores, da RGE e da Abril). "Lendo" é uma força de expressão porque tinha uns 5/ 6 anos de idade e folheava as revistas do meu irmão mais velho. Não que não gostasse da DC, onde está a tríade icônica da Era de Ouro: Mulher Maravilha, Superman, Batman. E onde os gibis eram BEM melhores (editados pela EBAL). Mas além das roupas colantes e pessoas super poderosas, a Marvel tinha um algo a mais. Chamado STAN LEE. Não tenho como mensurar o IMPACTO que a nerdice do Peter Parker, o preconceito nos X-MEN, o idealismo do Surfista Prateado, a nobreza do Pantera Negra, a superação do Demolidor, a busca interior do Doutor Estranho e tantos outros personagens emblemáticos (Inumanos, Hulk, Falcão, Vingadores) tiveram na minha mente de moleque, como se fossem amigos próximos. Amigos que - às vezes mais distantes, às vezes mais próximos - vi crescer, vi mudar e vi morrer e acompanho até hoje, nas bancas. Foram 95 anos contando histórias e criando uma nova mitologia (em parceria com mestres como Jack Kirby, Steve Ditko, John Buscema, Gene Colan, John Romita Sr entre outros). Histórias que mudaram a cultura Pop mundial (Cinema, Games, TV) indo além da indústria de HQs. Isso não é para qualquer um. E HOJE os escritores mais novos tentam manter a lição maravilhosa do agora saudoso Stan Lee: Trazer conflitos humanos e ordinários à vida de pessoas extraordinárias. Se antes o Homem Aranha sofria para pagar o aluguel e o hospital para a Tia May, hoje o Falcão lida com o racismo e a intolerância de um país que não aceita um Capitão América negro. O tempo passa, os conflitos continuam. A obra permanece. Para sempre. Um SALVE para Stan Lee! Excelsior! - Renato Lima (Pockets Comix).

Thina Curtis – (Arte Educadora, Fanzineira, Poeta/ Quadrinista e Produtora Cultural) - Santo Andre/SP - Stan Lee deve ser lembrado como um marco na história da arte contemporânea mundial, com seus quadrinhos e personagens tão extraordinários. Meu primeiro contato com as HQs do mestre Stan Lee foi ainda muito pequena, meu pai tinha uma humilde banca de jornal aqui no ABC Paulista e eu o acompanhava diariamente ao trabalho e ali em minha mente abriu um portal entre duas dimensões, (vocês entenderam as referências rs). Meu pai era apaixonado por Thor (falava sobre os vikings, claro eu não entendia nada, mas a partir dali comecei a me encantar por mitologias), pelo Hulk, Capitão América, Doutor Estranho entre tantos outros. Na infância o desenho, as formas e cores me levaram à leitura, que surgiu como uma necessidade, uma vontade de materializar figuras que tinha em mente. Na adolescência foi em meio ao caos e livros que Stan Lee me trouxe refúgio e inspiração. Minha geração se formou em bibliotecas e nesses locais meus amigos eram incríveis! Li tantos quadrinhos e fiz tantos amigos por causa deles! A mochila viva cheia, para ler e trocar, foi uma fase e tanto. (Na verdade ainda é rs). Stan Lee influenciou de diversas maneiras não só quadrinistas, como leitores, educadores e artistas no geral. Queria mudar o mundo, fazer algo importante e assim o fez, tornou-se Quadrinista, estabelecendo assim, podemos dizer uma nova concepção nessa profissão e na Nona Arte. Ele tinha algo único, autêntico, identidade, paixão e motivação pelo que se faz. Seria Stan Lee um fanzineiro nato? A sua simplicidade e alegria nos contagiou Stan Lee é mais que um quadrinista é um ícone da cultura universal. Seus heróis trazem uma mensagem real. Stan Lee foi estava muito a frente do seu tempo. Discutia inclusão social, racismo e preconceitos na década de 1960 quando isso era tabu. Poderia ficar escrevendo por horas, a emoção esta a flor da pele, dói na alma. Stan é aquele cara que a gente ama simples assim, entre lágrimas aqui, lembranças de infância, adolescência e no tamanho da importância dele para mim no meu trabalho dedico esse singelo texto a você Stan Lee! Excelsior! É uma forma de retribuir ao quadrinista que encantou e eternizou sua arte e fez a minha infância e de várias gerações serem mais lúdicas e felizes. Obrigada pelo X-Men, Obrigada pela Jean Grey! Obrigada pelo Instituto Xavier! “Todos nós desejamos ter superpoderes. Todos desejamos que pudéssemos fazer mais do que podemos fazer” Stan Lee. - Thina Curtis.

Gutemberg F. Loki “Tubarão” – Duque de Caxias/RJ – Poeta, Ativista Cultural e Fanzineiro – Viemos ao mundo com um objetivo, uma missão. Algo que nos deixará realizados e que de uma forma ou de outra, irá mexer com as pessoas de forma positiva. Nem todos conseguem realizar esses objetivos, e isso pode acontecer, por descuido, armadilhas da vida, pelas nossas escolhas, ou ainda, por mera descrença em acreditar que podemos ser aquilo que desejamos ser. Mas há sempre quem consiga realizar o seu sonho. São inspiradoras aos demais. É o caso de Stan Lee, que fez a Marvel ser o que é no coração de tantos fãs, criador de importantes personagens, seja você um leitor de HQs ou não, com certeza já ouviu falar ou já vibrou com filmes como Quarteto-Fantástico, Hulk, X-Men, Vingadores e claro, Homem-Aranha, entre tantos outros! Eu, assim como muitos, não consigo imaginar como teria sido a minha vida, se através dos gibis da Marvel, não tivesse adquirido o gosto pela leitura. Foi numa época, entre os anos 1970 e 1980 principalmente, que tive contato com esses heróis através das velhas animações da década de 1960, também chamadas de “desanimações”, e exibidas no programa do Capitão Aza, na extinta TV Tupi e depois, ao aprender a ler, me interessei pelos gibis de Homem-Aranha, O Incrível Hulk, Os 4 Fantásticos (Quarteto Fantástico) e outros publicados pela Editora RGE, e, Capitão América e Heróis da TV, que foram as primeiras publicações da Marvel pela Editora Abril, que não tardou a adquirir os direitos exclusivos de publicação no Brasil e lançar outras revistas com um grande batalhão de personagens. Não fossem esses gibis, (que muitos menosprezavam, sem ao menos ler), que me estimularam o gosto pela leitura, provavelmente, hoje estaria bem distante da Poesia e dos sentimentos Humanistas que aprendi ao ler as histórias do Surfista Prateado, escritas pelo próprio Stan Lee, que sempre acreditou que as HQs poderiam ter algo além de mero entretenimento. E foi assim, que ele criou personagens tão diversos que tratavam de temas tão próximos de nós e nos fazia pensar e compreender o mundo com toda a sua diversidade e conflitos. Agradeço à Stan Lee por todos os bons momentos e pelos personagens maravilhosos que nos enriqueceram e inspiraram. Muito obrigado e que seu legado continue a inspirar as novas gerações sempre, sempre e sempre! - Gutemberg F. Loki “Tubarão”.

Stan_Lee_Por_Adilson_Lima_Itabaiana_Sergipe_BrasilAdilson Lima – Quadrinista (Itabaiana/SE) - Stan Lee deu vida a muitos personagens, tornando-os fabulosos e assim, mudando a vida de muitas pessoas, incluindo a minha. Como muitas crianças desmotivadas na sala de aula (por volta dos meus 12 anos) detestava ler livros didáticos. Foi aí que um colega me emprestou um gibi do Homem-Aranha (A Teia do Aranha). Foi meu primeiro contato com a obra de Stan Lee (para tristeza do meu bolso) com isso, veio o entusiasmo pela leitura, pelos desenhos e HQs. Mergulhado cada ver mais nesse universo, depois de um tempo (já adulto) veio a vontade de fazer quadrinhos e não parei mais. Obrigado por tudo Mr. Stan Lee! - Adilson Lima.

André Aragão – Diretor da Gonara Filmes - Aracaju/SE - Lembro dos meus primeiros contatos com quadrinhos, ainda na infância. Naquela época, mesmo sem saber quem era Stan Lee, o mundo e personagens que ele havia criado iam se tornando parte de quem sou hoje, até mesmo em minha vida profissional. Achava incrível o Demolidor, como o advogado cego Matthew Murdock lutava contra o crime, então estudei direito e me tornei advogado, mas minha paixão por criar histórias me levou ao cinema. É fácil identificar a influência dos quadrinhos em meus trabalhos, os enquadramentos, temáticas e conflitos são muito evidentes. Sem dúvida, o legado que Stan Lee deixa vai muito além dos seus personagens. – André Aragão.

Michael Meneses – Editor Rock Press e Selo Cultural Parayba Records – RJ/RJ - Quando criança sonhava ser um misto de Homem-Aranha daSuper_Homem_Vs_Homem_Aranha_Editora_Abril_1985 Marvel com Super-homem da DC. Logo se me tornei fotografo, parte dessa inspiração devo graças ao Peter Parker, méritos também ao fotografo Jimmy Olsen, também sou grato ao jornalista Clark Kent por me inspirar a segui na profissão, (Ambos da DC Comics). Inclusive, em 1986 estudei com o cineasta sergipano André Aragão, um amigo que fiz questão de convidar para participar desses depoimentos e que me apresentou a edição da Editora Abril do HQ “Super Homem X Homem Aranha”, posso garantir que é uma das melhores lembranças daquela época em que (tentei) estudar em colégio de Padre Michael_Homem_Aranha_Meneses_Clube_Florença_RJ_Carnaval_1980(Risos). Homem-Aranha sempre foi um dos heróis que mais tiveram a ver com a forma de observar o mundo! Gostava de tudo sobre o Aranha; as animações dos programas infantis, o seriado de TV da Sessão Aventura da TV Globo, aos 5 anos, lá pelo final dos anos 1970 e inicio dos anos 1980 foi do Homem Aranha o meu primeiro álbum de figurinha, (na verdade um pôster gigante em papel-jornal, não tenho mais esse álbum, nem a completei, mas acredito que hoje seja uma raridade), e até brinquei o carnaval de 1980 fantasiado de vestido de Homem Aranha (FOTO) na quadra do Clube do Florença em Vicente de Carvalho/RJ (25 anos depois o clube abrigava os shows do Florença Rock Clube). Finalizando, Mas claro, as HQs me levaram a importantes reflexões, questionamentos... Outros personagens da Marvel sempre vão ter o meu carinho, mas o Homem Aranha sempre será o meu Herói! MUITO OBRIGADO STAN LEE! – Michael “Parker” Meneses!

ARTE DA CAPA: É de autoria do músico e artista plástico carioca Christian Pierini. Criada em 2013, a arte é um Retrato 3D a partir de uma instalação artística anamórfica feita de HQs da Marvel e de Stan Lee. Christian é baterista das bandas Black Dog, FIC Trio e tocou guitarra e bateria em bandas como Blasted, Blockhead, Sex Noise, entre outras.


 

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