RUMBORA – Positivo, Operante e de Volta!

Após um hiato de alguns anos, o Rumbora está de volta. O retorno aconteceu em abril, com vigorososRumbora_Foto_DIVULGAÇÃO shows em São Paulo. Agora, a banda brasiliense faz nova apresentação na capital paulista, neste sábado (11/5), no palco da The House (onde antes funcionava o lendário Hangar 110). No repertório, hits das décadas 1990 e 2000. O retorno às atividades, também é uma comemoração pelos 20 anos do álbum de estreia, “71”. A banda é uma das atrações do Festival Porão do Rock que acontece em agosto em Brasília. Alexandre Beckão conversou com o Alf, (vocal e guitarra do Rumbora) nessa entrevista na coluna 1, 2 3, 4...
 

RUMBORA – Positivo, Operante e de Volta!
1, 2, 3, 4... Com Alf do Rumbora
ENTREVISTA: Alexandre Beckão - FOTOS: Luciana Tolentino.


Liderada Rumbora_Tour_20_Anospor Alf (vocal e guitarra) e por Beto (vocal e baixo), o Rumbora foi umas das revelações do rock Made in Brasília, na década de 1990. Seu rock alternativo mesclava com ska, hardcore, hip-hop com ritmos brasileiros. A banda lançou os discos “71” (1999), “Exército Positivo Operante” (2000)“Trio Elétrico” (2003), este último com produção independente.

Depois de uma pausa em meados dos anos 2000, a banda retorna com novo fôlego, aproveitando o momento de celebração pelos 20 anos do lançamento do disco “71”. A volta aos palcos ocorreu em abril, com duas apresentações no SESC da Rua 24 de Maio em São Paulo. Em nota, Alf comentou o show da volta: “Foi incrível. Em vários momentos, simplesmente deixei de cantar para dar voz ao público que cantava todas as músicas. Era alto e emocionante. Naquela hora, o Rumbora RUMBORA_ÁLBUM_71virou todo mundo que estava ali”.

A próxima parada, acontece na The House, também em SP, neste sábado (11/5). Na ocasião, a banda recebe convidados ilustres como: Deb and the Mentals e The Mönic. O show ainda terá a participação de Leandro Barbosa, baterista do terceiro trabalho do Rumbora, o álbum "Trio Elétrico".

A banda também é uma das atrações do Festival Porão do Rock que acontece nos dias 16 e 17 de agosto em Brasília e além do Rumbora tem confirmado até o momento as bandas Canto Cego, Supercombo, Edu Falaschi, Nervosa, Rincon Sapiência, Machete Bomb, Academia da Berlinda, Surf Sessions, os ingleses do Demob Happy, entre outros nomes. Abaixo, segue o serviço para o show da Rumbora na The House, antes segue a entrevista na Coluna 1, 2, 3, 4... com o Alf, onde ele explica melhor a retomada da banda!


1 – Rock Press / Alexandre Beckão - Passados 20 anos do lançamento do álbum 71, e o Rumbora tá Rumbora_Tour_20_Anosna área de novo, como se deu essa volta? Onde o Rumbora se encaixa na cena do Rock Nacional de hoje?
Alf - Era uma vontade antiga que entre encontros e desencontros finalmente conseguiu se concretizar justamente em uma data de celebração. Foi um feliz acaso e ao mesmo tempo mais um motivo pra tornar a existência da banda de novo uma realidade, O Rumbora é uma banda que não se impõe limitações nem fronteira estéticas. Encaixamos com artistas que não tem medo de ousar, misturar sons e trazer novas ideias. Bandas e artistas como Baiana System, Nação Zumbi, Rincon Sapiência, Autoramas... Não paramos quietos.

2 – Rock Press / Alexandre Beckão - Alf e Beto estão juntos desde o início, já Marcelo e Iuri trabalharam com Alf em outros projetos, como é a química com esses "novos" integrantes?
Alf - Flui fácil. Toco com o Iuri desde 2013 e já existe uma intimidade musical que é essencial pras coisas acontecerem. É um cara que tem o melhor dos mundos. Pegada e groove. O Marcelo é um grande parceiro também. Participou do segundo álbum do Rumbora e tocamos juntos no Supergalo. Mas, infelizmente, não vai poder seguir com a trupe. 

3 – Rock Press / Alexandre Beckão -  Depois de três álbuns gravados, e que sempre foram acompanhados de boas críticas, por que pararam?
Alf - Chegou um momento que pareceu ser a melhor opção. Seguir novos ares, novos projetos. Dar uma arejada nas ideias foi importante.

4 – Rock Press / Alexandre Beckão -  O Rumbora sempre teve um discurso muito alegre e descompromissado, isso permanece ou mudaram as inspirações? Reggae, Punk Rock, Ska, e Rapcore continuam sendo a bases do som da banda ou tem mais misturas no caldeirão?
Alf - Na verdade, esse era apenas um lado do Rumbora. Essa impressão pode ter ficado mais por causa do primeiro álbum. Mesmo assim, músicas aparentemente descompromissadas como “Chapírous” tem uma mensagem embutida. Com o andar da carruagem, o buraco foi ficando mais embaixo. Já no segundo álbum canções como “Mal do Mundo” e “Tá com Medo?" (uma parceria com Arnaldo Antunes sobre violência urbana) escancararam esse lado da banda e no terceiro, canções como “Fora do ar”, “Sete Palmos”, “Mó valor” deram um tom ainda mais denso e conectado com o que se passa no mundo. São músicas que o fã que seguiu de perto e mergulhou nos álbuns sacou desde o início. O Rumbora sempre trabalhou com várias nuances tanto sonoras quanto de texto e o caminho é o de se aprofundar cada vez mais. Sempre há muito que explorar e agregar e isso faz parte da identidade da banda.

5 –Rock Press / Alexandre Beckão -  O que seus fãs, de ontem e de hoje, podem esperar do Rumbora? Deixe sua mensagem final aos leitores da Rock Press...
Alf -
Que a espera não foi à toa. Só fazemos algo quando realmente acreditamos e faremos jus à espera. Agradecemos muito às pessoas que durante esse tempo todo demonstraram seu carinho pela nossa história e esperamos todas nessa celebração. - Alexandre Beckão.

Rumbora_Tour_20_Show_na_The_House_SPSERVIÇO - Rumbora no The House (ex-Hangar 110) em São Paulo
DATA:
11 de maio (sábado), às 19hs
LOCAL: The House - Rua Rodolfo Miranda, 110 - São Paulo/SP
INGRESSOS:
Antecipados:
 Locomotiva Discos: R. Barão de Itapetininga, 37 – Centro/SP
No local: The House - Rua Rodolfo Miranda, 110 - SP/SP
Online: https://bit.ly/2Vdry5P
EVENTO: https://www.facebook.com/events/396011554574239/

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