Revolución Tour Rio de Janeiro! - BUSH + STONE TEMPLE PILOTS + REPUBLICA!

Numa sexta-feira que em alguns momentos soou como um revival dos anos 1990, os americanos do Stone TempleStone_Temple_Pilots_Destaque_FOTO_Nem_Queiroz Pilots (Foto) e os ingleses do Bush desfilaram hits na passagem da Revolución Tour 2019 no Rio de Janeiro. A noite ainda contou com show de abertura da banda brasileira Republica.

Revolución Tour Rio de Janeiro!
BUSH + STONE TEMPLE PILOTS + REPUBLICA
Km de Vantagens RJ – 13 de Fevereiro 2019
TEXTO: MICHAEL MENESES – FOTOS: Nem Queiroz

As bandas haviam se apresentado com a Revolución Tour 2019 na noite anterior em São Paulo e chegava a vez do Rio de Janeiro. Pelo visual da plateia, o público era um misto de geração pré e pós-popularização da internet. Além do público carioca, também era possível encontrar gente de outras cidades e estados como Brasília, e até uma pequena, porém animada caravana pernambucana.

REPUBLICARepublica_FOTO_Nem_Queiroz - Com a casa ainda com pouco público, às 20h15 a banda subiu ao palco, contudo os que estavam presentes já eram familiarizados com a banda. Republica carrega em sua bagagem a experiência de quem já rodou o mundo com seu hard & heavy, dividindo palcos ao lado de bandas como Aceppt, Alice Cooper, The Killers, Franz Ferdinand, Scorpions e outros. Os pontos altos do show foram às homenagens aos atletas do Flamengo, Ricardo Boechat e a Bibi Ferreira ao tocarem “Tears Will Shine”, música composta em homenagem a David Bowie. A banda ainda fez uma versão para “Head Like Hole” do Nine Ninch Nails e seu vocalista Leo Belling aproveitou para anunciar que, coincidentemente, naquele dia era lançado o DVD “Brutal & Beautiful live at Rock in Rio”. ASSISTA: https://spoti.fi/2NnXbqE 

STONE TEMPLE PILOTS – Conversando com alguns amigos nos dias que antecederam o show era discutida a ausência do vocalista Scott Weiland (falecido em 2015) na Stone_Temple_Pilots_FOTO_Nem_Queirozbanda, muitos se questionavam: “Será que o novo, Jeff Gutt, consegue substituir o posto?!”. Agora posso responder: “Jeff Gutt incorporou” e em alguns momentos soando até mais Scott Weiland que o próprio Scott, mas não necessariamente melhor que o Scott. Por outro lado, somado o fato de Jeff Gutt ter chamado a responsabilidade para si ao talento dos outros músicos, o Stone Temple Pilots segue firme!

A banda deu as caras às 21h24 com “Wicked Garden” e seguiram a fase inicial do show com “Crackerman” e “Vasoline”. Logo ficou claro que com a banda afinada, em especialmente com os manos Dean Stone_Temple_Pilots_FOTO_Nem_QueirozDeLeo (guitarra) e Robert DeLeo (baixo) e com Jeff Gutt mostrando ao que veio, a boa resposta do público estava garantida.

Em meio a clássicos como “Big Bang Baby”, “Creep”, “Plush” e outros, a banda também reservou espaço para sons do novo álbum (cuja capa, que traz um desenho de borboleta, era o pano de fundo do palco), “Meadow” e “Roll Me Under”. Nesta última, Jeff Gutt desceu e cantou boa parte da música em meio ao povão.

Finalizaram o set com “Dead & Bloated”, “Trippin’ on a Hole in a Paper Heart” e “Sex Type Thing”, deixando aquela sensação de que o dever foi comprido pela banda e que valeu a pena para quem os assistiu!

BUSH – Na paz e sem correria, os ingleses do Bush foram entrando no palco,  o último e sorrateiro foi o vocalista e guitarrista Gavin Rossdale, e começaram a desfilar Bush_FOTO_Nem_Queirozquase três décadas de hits. Logo de cara, “Machine Head”, “The Chemicals Between Us” e “The Sound of Winter”, em seguida, Gavin Rossdade, dispensa a guitarra e segue apenas com o gogó, repetindo o ato em vários momentos da noite, mas que ganhou status de zoeira com Rossdale repetindo o feito de Jeff Gutt e seguindo a máxima que “Todo artista tem de ir aonde o povo está”, se jogou no público circulando entre a galera da pista premium e da pista comum e interagindo sempre que possível com quem estava maisBush_FOTO_Nem_Queiroz antenado com a situação por um bom tempo!

Outro destaque da apresentação do Bush foi a versão para sempre bem-vinda de “Come Together” dos Beatles. Logo em seguida, em “Glycerine”, Gavin Rossdale pediu aos presentes que iluminassem o local com seus celulares, ficou bonito, mas a espontaneidades dos isqueirinhos de outrora era menos mecânica. O Bush fechou a noite com “Comedown” e nos instantes finais, Gavin Rossadale arremessando com vontade sua guitarra em direção ao fundo do palco.

No domingo (17/2), foi a vez de Belo Horizonte/MG assistir a Revolución Tour. Seja com o STP ou com o Bush, foi uma noite de hits de uma geração que cresceu escutando essas bandas nas rádios Rock dos anos 1990, assistindo seus videoclipes na MTV, e mais recentemente via internet e redes-sociais. Seja como for o caso, agradou a todos! – Michael Meneses!

Portal Rock Press