PITTY - Turnê Matriz chega ao Rio de Janeiro em show lotado, cheio de Amor e Rock! - Fundição Progresso/RJ – 20/10/18

Com uma apresentação repleta de hits e sons inéditos que levaram o público ao delírio e as PITTY_na_Fundição_Progresso_20_10_2018_FOTO_Larissa_Zanchetta_CREDITO_OBRIGATÓRIOlágrimas. Pitty faz show emocionante, que contou com participações especiais de Tassia Reis e Emmily Barreto, da banda Far From Alaska, (que fez um showzão de abertura). A apresentação contou com canções acústicas e o tradicional coro animado dos fãs que lotaram a Fundição Progresso em Noite de liberdade, posicionamento político e vocais femininos capazes de fazer a Lapa tremer.

PITTY - Turnê Matriz chega ao Rio em show lotado, cheio de Amor e Rock!
Fundição Progresso – Rio de Janeiro – 20/10/2018
TEXTO: Cadu Oliveira - FOTOS: Larissa Zanchetta

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O clássico PITTY_na_Fundição_Progresso_20_10_2018_FOTO_Larissa_Zanchetta_CREDITO_OBRIGATÓRIOeterniza o ídolo enquanto a saudade move a multidão. Na noite do dia 20/10/18, após mais de um ano longe dos palcos cariocas, Pitty esgotou os ingressos da Fundição Progresso levando cinco mil pessoas a cantar e rememorar. “Ela me criou, porque eu escuto as músicas dela desde criança”, disse Juliana, responsável pelo Fã Clube Pitty Juiz de Fora, Far_From_Alaska_na_Fundição_Progresso_20_10_2018_FOTO_Larissa_Zanchetta_CREDITO_OBRIGATÓRIOrepresentado com bandeira lá no andar de cima da casa.

Era 11h30min quando o Far From Alaska subiu ao palco. Apresentando seu rock refinado e atacando com bateria de Lauro Kirsch, baixo com Edu Figueira, guitarra na mão do Rafael Brasil, Emmily Barreto no frontline e Cris Botarelli vocal e sintetizador. No telão, lindas artes do segundo, e atual, álbum da banda, o ‘Unlikely’, gravado nos EUA e lançado com direito a documentário no Youtube.

Tocaram quatorze sons, entoadas com doses escandalosas de um vocal feroz e afinado. OFar_From_Alaska_na_Fundição_Progresso_20_10_2018_FOTO_Larissa_Zanchetta_CREDITO_OBRIGATÓRIO instrumental com pitadas de metal, hardcore, soul... Far_From_Alaska_na_Fundição_Progresso_20_10_2018_FOTO_Larissa_Zanchetta_CREDITO_OBRIGATÓRIOEntre as autorais rolou um cover do rei do Reggae, com uma versão pancada de “Iron Lion Zion”. Emmily aproveitou o coro do antifascismo que ecoava na plateia para dizer: “Eu ouvi ‘Ele não’? Então vamos tocar Bob Marley, pra enfrentar toda essa situação, que tá foda”.

Destaques para “Bear”, “Pig”, a romântica “Elephant” e “Monkey” e sons do Unlikely. O show da banda potiguar que já se lançou ao mundo terminou com “Slug”, arrancando aplausos do público por diversas vezes na noite. Um desses certeiros shows de abertura, aprovadíssimo. 

 

Pitty – A Realização Acústica, O Posicionamento político e as lágrimas de emoção!

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PITTY_na_Fundição_Progresso_20_10_2018_FOTO_Larissa_Zanchetta_CREDITO_OBRIGATÓRIOCom a Fundição Progresso repleta de fãs de idades variadas, perguntei para um dos fãsPITTY_na_Fundição_Progresso_20_10_2018_FOTO_Larissa_Zanchetta_CREDITO_OBRIGATÓRIO da grade qual era o seu som favorito. “Comum de Dois, mas sei que ela não vai tocar hoje...”, previu Cristian Nascimento, de 24 anos, fã da Pitty desde 2007. Se pudesse mandar um recado para a cantora, segundo ele, diria simplesmente: “Ela é foda”, sucinto.

Quando o relógio bateu 01h11min, a diva do rock soteropolitano entrou no palco. A primeira pedrada? “Admirável Chip Novo” e o publico Fundição Progresso foi ao chão. Segundo som, “Anacrônico”, com aquele refrão que faz a galera cair na real que o show já está pegando fogo. Aclamadíssima abertura, público em coro gritou o nome da artista.

“Setevidas” foi o terceiro som. Depois dessa, Pitty abre a comunicação com a plateia dizendo “Salve, eu não via a hora de chegar aqui com esse show”, e seguiu lembrando que “Quanto tempo não tocamos essa música, acho que só na primeira turnê”, antes de atacar com a clássica “I Wanna Be”, não executada nos palcos desde 2009, mas entoada pelos fãs de boa memória. O telão ganhou PITTY_na_Fundição_Progresso_20_10_2018_FOTO_Larissa_Zanchetta_CREDITO_OBRIGATÓRIOmontagem megapsicodélica durante quase toda a apresentação.

Antes do quinto som, novamente a plateia puxou o grito de resistência “#EleNão”. Pitty aproveita o gancho pra lembrar que a empatia “Te conecta”, e introduz a track nova PITTY_na_Fundição_Progresso_20_10_2018_FOTO_Larissa_Zanchetta_CREDITO_OBRIGATÓRIOde pegada ragga e com direito a reverência à Jah. E quando o instrumental de “Na Sua Estante” começou a soar, a galera cantou junto, com as luzes acessas, provando que estava todo mundo ali, o tempo todo, e só não viu quem estava filmando do celular.

A sétima música foi “Um Leão”, mais uma do álbum Setevidas, executada com instrumental pesado e luzes piscantes. Essa marca o fim da primeira parte do show e abre-alas para uma experiência no tempo em que Pitty convida a plateia a um metro quadrado abençoado de sua cidade natal. “Bem-vindo ao meu quartinho em Salvador”, disse ela, explicando que “Teto de Vidro" tá um tom abaixo por causa do violão de nylon, meio desafinado”, usado na época.

Pitty ressaltou que foram dias de porta fechada presa no quarto e brincou dizendo que “além do cheiro de incenso, ele sabia que tinha algo ali”, afirmou se referindo ao irmão. NessaPITTY_na_Fundição_Progresso_20_10_2018_FOTO_Larissa_Zanchetta_CREDITO_OBRIGATÓRIO hora Pitty como uma roda de violão e voz, tocou em sequência a aclamada “Teto de Vidro”, “Temporal”, “Na Pele”, parceria com Elza Soares (primeira vez ao vivo) e “Dançando”, do projeto Agridoce.

Enquanto proclama o fim do mundo e profetiza que estará dançando, Pitty levanta para dar fim à parte acústica do show. Na sequência, “Semana que Vem” bota o público lá em cima de volta. Pra não dizer que deixou o álbum “Chiaroscuro” de lado, a música treze foi o “Desconstruindo Amélia”, com batera na marcação precisa.

Provando que o momento é de transpiração ideológica, a plateia mais uma vez puxa coro de “#EleNão”. Do palco, ela responde: “Falando em revolução... vocês querem ouvir uma inédita, absolutamente inédita?”, antes de apresentar “Noite Inteira”, música nova muito bem aceita entre os presentes.

A próxima foi uma canção arrasadora. “Tenho uma das antigas aqui”, avisou antes de puxar “Me Adora”, um hino de amor e boas lembranças. Foi possível ver fãs chorando. Era mesmo muita emoção. Pitty interagiu a vontade no palco: “Hoje eu quero tudo. Quero palminha, quero a porra toda”, disse, animando a galera. Dado momento a banda para de tocar para a massa cantar o refrão sozinha. Nessa hora a cantora se abaixa para reverenciar o público e se emociona com a casa lotada, PITTY_na_Fundição_Progresso_20_10_2018_FOTO_Larissa_Zanchetta_CREDITO_OBRIGATÓRIOgritando seu hit, feito um sonho. Fica abaixada no meio do palco por alguns longos segundos de emoção e disse: “Eu que tenho sempre o que dizer... vocês me deixaram sem palavras”, falou agradecida.

Depois foi hora de acelerar pesadamente na “Contramão”, pois Emmily Barreto voltou ao palco trazendo a cantora e rapper Tássia Reis. Irado ver que Pitty também resolveu desbravar essa vertente que mistura rap com rock. Aproveitando a presença da dupla de vocal endiabrado, Pitty puxou uma nobre e emocionante versão para “Feeling Good”, eternizado na voz de Nina Simone.

Fingindo dar tchau, Pitty apresentou o time: Martim Mendonça na guitarra, Paulo Kishimoto no teclado. Se confundindo entre direita e esquerda no palco, Pitty brinca: “Meu lado é sempre esquerda”, e segue: Gui Almeida no baixo e bateria pilotada por Daniel Weksler. Quase por fim, o palco é invadido pelos integrantes da bandaPITTY_na_Fundição_Progresso_20_10_2018_FOTO_Larissa_Zanchetta_CREDITO_OBRIGATÓRIO Far From Alaska para execução triunfal de mais um clássico, “Máscara”, com direito a parte rap. 

Aquela pausa antes do bis foi rápida e na volta a banda destilou, para delírio geral, “Equalize”, “Pulsos” e “Serpente”, canção cheia de axé, finaliza o show com a Pitty na percussão e atirando ao povo uma maré de boa energia.

No fim, perto ao backstage, alguns fãs faziam fila para tentar uma foto. “Achei o show mais pesado, eles mais entregues. E tava muito cheio, nunca tinha visto assim”, disse Mariana Nonato, de 34 anos, organizadora do Fã Clube Roxa FC. A lição que fica é de que as vozes femininas do Nordeste estão dando aula no quesito rock´n´roll. Madalena, filha da Pitty, vai ter muito do que se orgulhar da mãe. Inteligente, forte, talentosa e musa da música nacional, estreando e estrelando mais uma turnê de sucesso. – Cadu Oliveira.

Postado por Michael Meneses terça-feira, 23 de outubro de 2018 15:01:00 Categories: Arte Bandas Nacionais Bob Marley Fã Clube Roxa FC Far From Alaska Fundição Progresso Lapa/RJ Nina Simone Pitty RAP Rock Rock Brasil Tássia Reis
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