ENTREVISTÃO com Pedrão - Som Nosso de Cada Dia

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Inaugurando a sessão uma entrevista com Pedro Baldanza, o Pedrão da banda Som Nosso de Cada Dia, banda veterana do Rock Progressivo Brasileiro, ou “Musica Progressiva Brasileira”, como Pedrão prefere defini o estilo da banda. Antes da entrevista um pouco da história do Som Nosso de Cada Dia.

“O Som Nosso de Cada Dia” - A História

Por Michael Meneses

Na primeira metade dos nos anos 1970 surgiu em São Paulo uma das mais importantes bandas de sua geração, o Som Nosso de Cada Dia, formada pelo multi-instrumentista Manito que assumiu o saxofone, flauta e teclados e vinha dos Incríveis e teve uma rapidíssima passagem pelos Mutantes e que futuramente viria a tocar com Patrulha do Espaço, Rita Lee, Camisa de Vênus, Ultraje a Rigor, Zé Ramalho, Nasi, Roberto Carlos, entre outros nomes, Pedrinho Batera que trabalhou com Belchior, Luiz Melodia e vários nomes do Jazz e Pedro Baldanza ou simplesmente Pedrão que vinha dos Novos Baianos, Perfume Azul do Sol e que em sua história tocou com nomes como Walter Franco, Ney Matogrosso, Elis Regina, Gal Costa e Sá & Guarabira e Cassiano.

Juntos em 1973 Manito, Pedro Batera e Pedro Baldanza gravaram e mixaram em apenas 7 dias, isso com todas as dificuldades de equipamentos de estúdio o mítico o álbum “Snegs”, o disco foi lançado no ano seguinte, com destaques absolutos para sons “Bicho do Mato”, “Sinal da Paranóia”, “Massavilha” e “Dirección de Aquarius”.
Ainda no ano de 1974 a banda fez os shows de abertura da lendária passagem do Alice Cooper pelo Brasil, até hoje um dos maiores mega-shows no país, com datas chegando a um publico superior 130 Mil pessoas.

“Vida de Artista”
Novo Disco com Novas Influencias

Em 1977 em meio a “Era-Disco” a banda lança o álbum “Som Nosso”, também conhecido por alguns fãs como “Sábado/Domingo”, o nome ou apelido dado ao disco em referencia a pegada que o disco recebeu sobre influencia da “Black/Disco-Music” setentista e marketing que foi trabalhado as inclusões das novas influencias da banda, mas não pensem que o disco foi de uma profunda transformação em seu a essência so Som Nosso de Cada Dia se fez presente e a mesma sobre equilibrar a parada. Com isso o “Lado 1” do vinilzão recebeu o nome de “Sábado”, já o “Lado 2” de “Domingo”. Logo o lado “Sábado” teve uma sonoridade Funk-Setentista e o lado “Domingo” manteve as características do prog da banda, ideal para a tranquilidade do “Domingão”. O álbum ainda inspirou o nome de umas bandas mais importantes bandas de soul music instrumental do Brasil, a Banda Black Rio.

Com o tempo a formação da banda foi mudando e ainda nos anos 1970 lançaram mais um EP até se separarem em 1978. Durante a década de 1980 seu músicos tocaram ao lado de diversos nomes da música e “Snegs” ganhou relançamento pela Baratos Afins na série “Rock Brasil Anos 70”.
No ano de 1993 a formação original retornou aos estúdios para gravar “O Guarani”, um bônus para a versão em CD do “Snegs” e em 1994 retornam aos palcos, o que rendeu o disco “Live 94”, ambos editados pela Progressive Rock Worldwide. Porem infelizmente o Pedrinho Batera veio a falecer e a banda deu uma nova parada.

“Dirección de Aquarius”
Um novo milênio e o retorno do Som Nosso do Nosso de Cada Dia

Com o advento das redes de compartilhamentos na internet apareceu na primeira metade dos anos 2000 um “Bootleg” com uma apresentação da banda no Teatro Aquarius em setembro de 1976 que a recolocou na mídia e reforçou ainda mais o respeito dos saudosos fãs. Logo um outro disco ao vivo chega ao mercado, o CD duplo cujo os sons foram selecionados cuidadosamente pelos músicos da banda “A Procura da Essência - (Ao Vivo 1975-1976)”, lançado pela gravadora carioca Editio Princeps e que mostra a melhor fase do Som Nosso de Cada Dia, outro destaque do disco é a lendária “Amazônia”, gravada em 1975, porem até então inédita em sua versão integral.


A banda é contemplada com um novo momento e logo estavam tocando em festivais como a Virada Cultural de São Paulo onde tocaram no Teatro Municipal de SP para um publico de 1500 e apresentaram o “Snegs” na íntegra. Outras apresentações se tornaram importantes como no Psicodália, novo show no Virada Cultural de SP em 2009, dessa vez na Praça a República para uma plateia estimada em de 35 Mil Pessoas. Mas como nem tudo é uma maravilha em 2011 o veterano Manito veio a falecer. Contudo a banda se mantem na ativa liderada pelo Pedrão e com agenda shows, reeditando seus discos. Recentemente tocaram no SESC da Vila Mariana/SP, Festival Camping Rock Itabirito/SP, Festival Totem/SP e no próximo dia 19 de Agosto a banda faz show no SESC Campinas/SP.

ENTREVISTA COM PEDRO BALDANZA "PEDRÃO

1 - Como foram seus primeiros passos com a música, como foi sua formação cultural/musical...
Pedro Baldanza:
Comecei a tocar muito cedo! Gostava de ouvir de tudo ao que tinha acesso, desde samba canção, música nativista, boleros e rock que eu ouvia na radio, tipo Renato e seus Blue Caps e a turma da Jovem-Guarda.

2 - Ao longo dos anos o Som Nosso de Cada Dia manteve o respeito dos antigos fãs e ao mesmo tempo foi sendo descoberta por novos admiradores, especialmente com internet, gente que nem era nascida quando Snegs saiu. O que essa recepção representa?
Pedro Baldanza:
Acredito que a verdade do que foi criado, foi mais forte do que o desgaste do tempo, isso somado a internet que permitiu aos jovens pesquisar sobre os músicos e a música que se fez nos anos setenta. Fazendo com que os sons verdadeiros e com conteúdo voltassem a ser reconhecidos e em alguns casos até mais do na sua própria época!

3 – Conheci o Som Nosso de Cada Dia ao ler o livro “Diário do Rock” uma publicação da Editora Três nos anos 1980. O livro data 29 de Julho de 1974 como data oficial do Lançamento do álbum Snegs, curiosamente a dia do meu nascimento. Na época isso despertou minha curiosidade em conhecer a banda e o disco que “Chegou ao mundo” no dia que nasci. Porem, li que a data oficial não é essa. Existe algum registro oficial desse lançamento?
Pedro Baldanza: O disco estava pronto e isso foi questão de gravadora que nem lembro. Não tem esse papo de data oficial, eu nem sei dessas datas, 29 de julho e tal. Gravamos tudo no final de 1973 e o disco saiu em 1974 em função dos shows com o Alice Copper e a Gravadora Continental colocou o disco na rua, mas eles não acreditavam em nada no disco, tanto é que as vendas eles nem se preocuparam muito com isso e nunca nos deram força nenhuma.
 
4 – O Som Nosso de Cada Dia foi uma das primeiras bandas nacionais a abri um show internacional no Brasil, Alice Cooper em 1973, alias o primeiro mega show no país. Tendo em vista, que até hoje músicos lamentam o descaso quando tocam com artistas internacionais e/ou festivais. O que você lembra desses shows e como foi o processo de atenção com a banda por parte da produção do evento naquela época?
Pedro Baldanza:
O Show com Alice Cooper foi muito interessante, nos deu uma abertura grande no meio, as pessoas nunca tinha tido a chance de assistir a shows grandes e tal. Na época que abrimos o show do Alice Cooper tudo era novidade e não foi diferente com a gente! Tocamos praticamente de graça, apenas pela alimentação, transporte e hotel, mas foi muito bom pois conseguimos uma mídia na época que marcou nossa história e a gente se deu bem, fizemos um puta show, com aquele som e equipamento todo, foi muito legal. Nos demos bem, as pessoas gostaram muito, teve show no Rio de Janeiro em que na metade do show do Alice Cooper as pessoas começaram a gritar o nosso nome, chamar o Som Nosso por palco. Foi super legal, tivemos uma bela de uma receptividade, pena que a Continental, não prestou atenção nisso, não dando força nenhuma e ficamos completamente sozinhos, sem mídia, sem nenhum tipo de apoio. 
 
5 – Fale dos shows do Som Nosso de Cada Dia nos anos 70 e como você ver os shows nos dias atuais?
Pedro Baldanza:
Naquela época era muito difícil, tínhamos uma série de problemas, além da dificuldade financeira em fazer os shows, pagar toda a produção e tudo, tínhamos ainda um problema absurdo que era a cada 4 ou 5 shows marcados, nos impedia de fazer 2 ou 3, a gente tinha muita reserva de shows que eram cancelados e tínhamos que devolver dinheiro, então era muito difícil. Tanto é que a banda não conseguiu se manter na época, era muito complicado. Todos os shows que conseguimos fazer foram tirados a fórceps! Hoje em dia em vejo grandes dificuldades para fazer shows, mas ao mesmo tempo existem espaços, o SESC por exemplo, é um espaço maravilhoso, democrático que abre as portas para vários tipos de música, também vejo a rapaziada toda das tribos e tal, quando se reúnem fazem coisas interessantes. Tudo é uma questão de focar, focar e conseguir os patrocínios.

6 - Li uma vez que você não curte que rotular o Som Nosso de Cada dia seja como Rock Progressivo. Como você mesmo definiria o som da banda?
Pedro Baldanza:
Nunca gostei muito de rotular o Som Nosso de Cada Dia de Rock Progressivo porque acho que diminui muito o espectro do que é alcançado com o tipo de musica que fazemos e que sempre quis fazer. Eu sempre chamei de “Musica Progressiva Brasileira” porque ela vai buscar todos os elementos de progressão em todos os ritmos brasileiros, mesmo de fora do rock inclusive. O que a torna mais abrangente, por isso sempre defendi que ela fosse “Musica Progressiva Brasileira”, não só a música do Som Nosso como até mesmo de varias outras bandas. Sendo assim eu defino o som da banda, do Som Nosso de Cada Dia como “Musica Progressiva Brasileira”.
 
7 – Em um período dos anos 1970/80 você saiu de São Paulo para residir no Rio de Janeiro. Como foi sua vivencia na cidade?
Pedro Baldanza:
Por volta de 1978/79 eu estava achando que não sabia mais tocar, só sabia tocar apenas as coisas do Som Nosso. Então naquela época fui embora para o Rio de Janeiro tentar a vida como músico e graças a Deus as coisas aconteceram. Toquei e gravei com muita gente entre aqueles anos e de 1979 à 2000 fiz minha vida muito bem lá no Rio e só depois retornei para São Paulo.
 
8 – Como músico você tocou em diversos trabalhos e estilos diferentes ao longo dos anos. Quais outros estilos musicais vocês curte, mas que nunca trabalhou?
Pedro Baldanza:
Sou uma pessoa que gosta de todo tipo de música e que já trabalhou ao longo dos anos com muitos estilos musicais, mas uma coisa que nunca trabalhei por exemplo foi Jazz. Eu curto, gosto e tal, mas nunca me atrevi, não é a minha praia, nunca tive a técnica dos jazzistas, não tenho uma técnica de escola, o que aprendi, aprendi sozinho, eu inventei o meu jeito de tocar e que não se bate muito bem com o que se exige de um baixista em Jazz, é o tipo de coisa que não me atrevo, eu tenho o meu jazz só! 

9 – Sua vida como músico não se limita ao trabalho com o Som Nosso, você já tocou em outras bandas e músicos, além de ter outras atividades na área musical. Fale desses outros trabalhos e como foi tocar com toda essa gente?
Pedro Baldanza:
Tocar com outras pessoas, sempre foi uma grande experiência, uma coisa muito gostosa, porque você se exige, você se disciplina é uma coisa maravilhosa e por todas essas bandas por onde passei e com todas as coisas que fiz sempre foi muito legal trabalhar. Nesses 40/50 anos de música, foram muitas e muitas bandas e músicos, se for começar a falar aqui irei acabar esquecendo um bando de gente o que é muito chato, mas toque com muita gente, gravei mais de 1500 musicas e fiz muita coisa e me orgulho de tudo!

10 - Entre essas muitas bandas e músicos com quem você tocou, gostaria que falasse sobre sua experiência com os Novos Baianos que retonaram aos palcos e também com o Perfume Azul do Sol que teve vinil relançado...
Pedro Baldanza:
Tocar com os Novos Baianos foi muito gostoso, foi superinteressante, uma época muito gostosa, Eu, o Jear e o Odair vinhaamos com muita da experiência do baile, tocávamos todo tipo de rock e todo tipo de música em baile, então tocar com os Novos Baianos foi muito fácil, eles tinham aquelas paradinhas deles coladas o “Pen, Pan, Pen, Pan, Pan...” eles gostavam muito daquela coisa do Samba Baiano com o Rock and Roll e tal, pegamos a onda deles e ficamos tocando a onda dele. Eu só sair quando eles resolveram se  mudar para o Rio de Janeiro e morar no Sitio e tal eu sair fora, pois tinha as minhas responsabilidades em São Paulo, eu era o mais velho entre os meus irmãos e tinha minha mãe e tal, e para mim seria complicado sair de SP, então resolvi não seguir em frente. Logo em seguida pintou a história de fazer o Perfume Azul do Sol e que o Jean me levou para conhecer o pessoal e também o Agamenon que foi o quem fez a capa do Snegs, alias um grande atrista. Então o falecido Agamenon e o Jean me apresentou o pessoal e eu acabei fazendo os arranjos e brincando com o Perfume Azul do Sol e foi muito gostoso de fazer, porque também era uma onda que gostava e sempre curtir fazer os “Pen Pen, Pan Pen”, brinca fora do tempo e com os contratempos, já era uma característica da minha onda de músico, porque como não tinha escola de porra nenhuma de música eu estava inventando o que estava fazendo e isso me dava uma liberdade de colocar minhas coisas na música.
 
11 – Recentemente você trabalhou na produção do álbum “O Troco de Taiguara” do grupo curitibano Trio D Favetti, um disco tributo ao cantor e compositor Taiguara. Como foi trabalhar nesse projeto?
Pedro Baldanza:
Produzi esse tributo ao Taiguara com o Trio D Favetti para mim foi uma honra. Gosto muito de produzir e o trabalho deles é um trabalho suave, legal, acústico, foi muito gostoso fazer os arranjos, montar toda a história e fazer uma nova interpretação para essas canções do Taiguara que as considero uma pagina muito maravilhosa da nossa musica. Taiquara merece sempre ser bem lembrado e trabalhar nesse projeto foi maravilhoso, trabalhar com o pessoal de Curitiba foi um doce, o Trio D Favetti são pessoas incríveis, o povo de gravação do estúdio Gramophone foi um barato, uma equipe muito competente. 

12 – Comente a reedição do Snegs:
Pedro Baldanza:
Reedições do Som Nosso apenas essa nova do Snegs.  Os demais são as coisas antigas e algumas coisas de shows que o pessoal gravou e colocou em CDs e estão por ai. Quero fazer a reedição do “Live 94” que o Solano já fez e ficou muito bom, mas ainda me falta grana para fazer!

13 – Quando a banda irar lançar material novo? Existe a possibilidade de algum dos álbuns sair em vinil? Ou mesmo o lançamento de um DVD, livro sobre a banda ou sua própria biografia?
Pedro Baldanza:
Já estou com todas as músicas novas prontas é o meu sonho fazer um novo disco do Som Nosso de Cada Dia com essa meninada nova que toca comigo hoje! Quero dar continuidade ao Som Nosso de Cada Dia, as músicas que já tenho, as coisas novas que estão na minha cabeça e que irei colocar logo-logo irei colocar em um CD novo e/ou LP se for possível e se Deus quiser e é isso que quero fazer agora!
 
14 – Quais bandas novas do cenário nacional você tem escutado?
Pedro Baldanza:
Quase não tenho escutado nada, mas tudo o que tenho escutado, eu tenho gostado. Gosto muito de conhecer coisas novas. Produzir uma banda de Brasília chamada Protofonia que é muito boa, Música Progressiva Brasileira da mais alta qualidade que vale a pena ser ouvida!

15 – Você veio de uma geração que vivenciou a Ditadura Militar, como você ver a situação politica atual?
Pedro Baldanza: A situação politica atual tá uma merda, a Ditadura Militar foi uma merda também, tudo é uma merda! Somos escravos, somos dominados por uma facção monstruosa e isso é um grande problema, é um problema seríssimo e enquanto nosso povo não tiver cultura, educação, aprender a votar e aprender a separa o joio do trigo isso vai ser bastante complicado. O melhor é cada um procurar dar um bom exemplo dentro da sua comunidade, do seu espaço, isso será a melhor coisa que a gente pode fazer, so com bons exemplos e que podemos transformar e  isso tem que vim de dentro pra fora!

16 – A banda fará um show gratuito no SESC-Campinas no próximo dia 19 de agosto.  Além da execução do Snegs na integra o que o publico pode aguardar?
Pedro Baldanza:
O show que iremos dazer em Campinas/SP o será o “Snegs - Ao Vivo”, a onda será essa, trabalhar o Snegs, de novidades será as bases, iremos curtir mais as músicas, com mais solos e tal, mesmo assim ainda será o Snegs. Depois desse show é que daremos inicio a um novo trabalho.

17 – Deixe uma mensagem final aos leitores do Portal Rock Press...
Pedro Baldanza:
Oba meu bom irmão, agradeço esse carinho e interesse pelas historias do velho aqui, muito obrigado, me sinto honrado de poder passar essas histórias e fico muito feliz de saber que algumas das coisas que vivi interessam a meninada, isso é muito bom, deixa a gente mais contente, tipo: “Fizemos a Coisa Certa”. Um grande abraço e acreditem sempre em um novo tempo, em um novo mundo, acreditem nas suas ideias, deem sempre bons exemplos ao redor de vocês, façam as coisas corretamente e ajam corretamente com as pessoas ao seu redor, pensem bem antes de fazer alguma maldade, pois se alguma maldade vocês fizerem, estará fazendo para vocês mesmos. Pensem assim que o mundo será bem diferente e será muito melhor. Um abraço progressivo para todos, vivam progressivamente as suas vida!   

 

Postado por Leandro Cavalheiro sábado, 12 de agosto de 2017 20:40:00 Categories: Novos Baianos Os Incríveis Perfume Azul do Sol PROG ROCK PROGRESSIVO Som Nosso de Cada Dia Taiguara

Comentários

quinta-feira, 17 de agosto de 2017 14:36:40
Vinicio Ricardo Meirinho
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re: Pedrão - Som Nosso de Cada Dia

Excelente e esclarecedora entrevista com Pedro Baldanza. Desejo sucesso a este novo projeto. Forte abraço a todos.
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