Ozzy Osbourne - No More tours? Em apresentação no Rio, Ozzy prova que tem energia para continuar!

Em noite inspirada Ozzy Osbourne joga contra sua própria aposentadoria, ao fazer um show empolgante,Ozzy Ingresso Rio de Janeiro 2018 divertindo geral agita o público em show curto e objetivo, fazendo um apanhado de clássicos da sua carreira solo e do Black Sabbath, destaque também para sua banda, sobretudo o guitarrista Zakk Wyde.

Ozzy Osbourne - No More tours? Em apresentação no Rio, Ozzy prova que ainda tem energia para continuar!
20 de maio de 2018 – Jeunesse Arena – Barra da Tijuca/RJ
TEXTO: Matheus Aguiar

O engarrafamento na Av. Embaixador Abelardo Bueno anunciava o que já esperávamos para aquela noite. Nem o incomum frio da noite de domingo carioca espantou as cercas de 10 mil fãs que estavam ali para assistir ao que pode ser o show de despedida da Cidade Maravilhosa. Bem ali onde há 33 anos fez sua estreia no primeiro Rock In Rio.
Como já é tradição, as imagens no telão são um show a parte, exibindo fotos de momentos históricos e introduzindo ao show. O público não esconde a ansiedade cantando: “Olê! Olê! Olê! Olê! Ozzy! Ozzy!”. O Madman sobe ao palco, ao som de “O Fortuna”, da ópera “Carmina Burana”, do compositor alemão Carl Orff, já mostrando sua habitual interação com o publico: “Let’s GO fucking crazy!” e o riff inicial de “Bark At The Moon” era o que faltava para fazer velhos e novos fãs chorarem ou sorriem não necessariamente nessa ordem. Começava ali também um show particular: o show de Zakk Wylde. Já na segunda música, é a vez de Adam Wakeman mostrar o que apenas “Os Wakeman” sabem fazer com um sintetizador, ao introduzir “Mr. Crowley” e geral cantando de forma uníssona com Ozzy. Zakk Wylde reafirma que não haveria substituto melhor para Randy Rhoads, assim como em “I Don’t Know”. A divertida “Fairies Wear Boots” é a primeira música do Black Sabbath a ser executada, concidentemente é possível vivenciar o cheiro “daquela” fumaça, logo suspeitasse que alguns ali também iriam ver fadas usando botas naquela noite. Ozzy mostra que ainda tem muita energia pra queimar brincando e entretendo o público, que segue respondendo ao seu carisma.

A cada música, Zakk Wylde mostrava suas incomparáveis habilidades na guitarra, de sua própria marca a Wylde Audio. Modelos diferentes, e cada uma mais linda e sedutora do que a outra. A polêmica “Suicide Solution”, uma homenagem de Ozzy e Rhoads ao falecimento do cantor Bon Scott, do AC/DC, e “No More Tears”, já da parceria do Madman com o monstruoso viking da guitarra, deram os fãs o que eles vieram buscar naquela noite. Muitos ao meu lado já estavam emocionados. “Road To Nowhere” foi a balada escolhida para acalmar o público e dar o clima perfeito para o ponto alto daquele show. Ao final da música, a cruz que leva o destaque central no cenário do palco toma um tom rubro, luzes vermelhas se acendem e os sons das sirenes anunciam que, “War Pigs” estava começando. A afinação mais baixa dos instrumentos, para facilitar o nosso “setentão” vocalista a alcançar as notas mais agudas, deu mais ainda um tom sombrio e grave à música. O público cantarola a introdução e bate palmas no ritmo ditado por Thommy Clufetos no chimbal de sua bateria. Todos cantam com Ozzy e gritam “Oh, Lord, Yeah!”, mas o que Zakk Wylde faz naquele solo deixou todos loucos. Celulares se levantaram para registrar aquele momento em que o guitarrista, íntimo da guitarra e do público, correu pra junto da galera e impressionou a todos com os agudos e harmônicos que tirava daquele pedaço de madeira com cordas de aço. Como se a euforia do público já não bastasse, o líder do Black Label Society levantou sua guitarra para trás da cabeça e manteve-se solando, como se isso também não bastasse, ele levou as cordas da guitarra a sua boca e continuou aquele momento inesquecível.

Com o público gritando o nome de Zakk, Ozzy se retira do palco para seu saudável descanso e deixa o espetáculo por conta de sua banda, que não deixa a adrenalina do show baixar tocando um medley de sucessos como “Miracle Man”, “Crazy Babies”, “Desire” e “Perry Mason”, hit do álbum “Ozzmosis” que provavelmente não foi cantada devida as altas notas que seriam um desafio para a atual voz de Ozzy, assim como na turnê de despedida do Sabbath, Tony Iommi executou o riff de “Sabbath Bloody Sabbath”. Ainda nesse bloco do show, Thommy Clufetos faz um solo de bateria excepcional, de orgulhar a escola de baterista dos anos 1960/70 como John Bonham, Keith Moon e principalmente Bill Ward. Nem mesmo o momento em que uma das baquetas se perdeu de sua mão atrapalhou a perfeita execução.

Após 20 minutos, Ozzy retornou ao palco interagindo com os fãs, daquela forma que sabemos que só o mestre Ozzy faz, e cantando “Shot In The Dark”, seguido de “I Don’t Want To Change The World”, fazendo o público novamente cantar com o seu ídolo. O riff inicial de “Crazy Train”, seguido daquela maravilhosa virada de bateria fizeram os fãs pularem e se agitarem do início ao fim da música, também um dos momentos mais esperados do show e executado com maestria, ovacionada por todos.

Ozzy provocava todos a gritarem “One More Song”, indicando que o fim do curto espetáculo se aproximava. O pedido foi atendido com Zakk executando em seu violão o timbre agudo e seco da linda canção “Mama, I’m Coming Home”, parceria do príncipe das trevas com o nosso saudoso Lemmy Kilmister. Os fãs continuaram a gritar por mais uma música e “Paranoid” veio para dar o encerramento que todos esperavam, matando a saudade que ficou após o fim do Black Sabbath.

O público recebeu o que esperava, despediram-se de seu ídolo sentindo que o mesmo ainda tem lenha pra queimar e que talvez a despedida se um “até logo”. Saí da Jeunesse Arena feliz e torcendo que essa não tenha sido a sua última turnê. Porra, Ozzy, você vai ter que voltar e cantar “Good Bye To Romance”, cara! Assim como torço para que não tenha me despedido do Sabbath no ano passado e torço para que o Black Label Society cresça, pois a futura geração de heavy´s merece ver Zakk Wylde tocando com a mesma idade que vi Ozzy, Tony e Geezer e guardando esse momento inesquecível no coração, assim como fiz com o show de ontem. – Matheus Aguiar!

Postado por Michael Meneses quarta-feira, 23 de maio de 2018 17:23:00 Categories: AC/DC Arena Jeunesse Black Label Society Black Sabbath Carmina Burana Hard Rock Heavy Metal Lemmy Kilmister Metal Ozzy Osbourne Rock in Rio Zakk Wylde
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