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Entrevistas: Karne Krua
Sábado, 31 de Outubro de 2009 (0:44:48)




Pense numa banda com mais de 20 anos e fazendo sua história em Sergipe, o menor estado do Brasil! Pensou na Karne Krua? Acertou! Na ativa desde meados dos anos 80 e paralela ao florescer do movimento punk no Brasil, a Karne “Ainda é Krua” e lança seu novo álbum, Inanição.













+ entrevista

KARNE KRUA

O Vinho da História* dos Subversores da Ordem*


Por Michael Meneses
Fotos – Alex Spirro e arquivo pessoal de Adelvan Kenobi e Michael Meneses
Depoimentos reunidos por Deise Santos e Michael Meneses



Ainda hoje imagens de punks ainda chocam, às vezes com o mesmo impacto das primeiras aparições em São Paulo e no Rio de Janeiro. Porém, a cena punk não era exclusiva do eixo Rio-São Paulo e assustava com vigor longe das metrópoles. A cena se estruturava seguindo sua máxima, o “faça você mesmo”, e foi se solidificando em todo Brasil.


Bandas surgiram e fizeram história, algumas sugiram e fazem história, e não apenas uma história regional, mas nacional e isso não foi diferente na capital sergipana [na década de 80 (e até hoje) ficou conhecida por “Buracaju”, em referência ao zine editado por Sylvio Campos, vocal da banda mais importante do rock na cidade, a Karne Krua].


A Karne Krua tem mais de 20 anos de garra fazendo parte da construção da cena rock (e não apenas punk) sergipana e não é fácil erguer-se na história num estado que muitos só conhecem por sons e rebolados do Pré-Caju e Calcinha Preta.


Morei em Aracaju nos anos 80, conheci a banda em 1987, quando ela já conquistava respeito na cena nacional, eventualmente vou a Sergipe e numa dessas idas, realizei a entrevista que segue com Sylvio Campos.



Como era a cena sergipana quando a banda começou?


Não existia cena, ao menos quando a Karne Krua começou. Existiam pessoas que curtiam rock and roll, blues e tal... Músicos que tocavam em bailes dos anos 70 com um repertório recheado de rock. No começo dos anos 80 pretendíamos fazer alguma coisa, escutando e lendo biografias de bandas. Mas queríamos participar, sentir como eram as histórias dos grupos que éramos fãs, sentir aquela emoção mais forte. Resolvemos montar uma banda, ver como isso funciona. Só escutar já não era suficiente. Juntei-me com o Vicente [Vicente Coda primeiro guitarrista da Karne Krua e hoje um conceituado artista plástico sergipano] e com o primeiro baterista da Karne Krua e que fundou a banda comigo. Escutávamos de tudo e idealizamos criar uma banda que não terminasse na garagem e tivesse uma história de vida. Fundamos a Karne Krua que foi basicamente nascer mesmo em 1985, mas em 84 tínhamos uns projetos sementes e que gerou o nome Karne Krua. Era uma banda rock and roll chamada “Sem Freio na Língua”, e que foi à semente para nascer a Karne Krua, uma coisa mais politizada, anárquica, já baseada nos alicerces do hard-core e punk-rock. Ninguém sabia tocar, ninguém era músico, fomos aprender executando músicas que até hoje são do repertório da banda, e nossa primeira apresentação só foi acontecer no começo de 1986.


Por que o nome Karne Krua?

Karne Krua foi a escolha em uns cinqüenta nomes. Criou-se um argumento sobre o porquê Karne Krua que foi: “Porra, nós somos o alimento do sistema, nós somos a carne crua que alimenta o canibal que é o sistema”. Tudo isso ta inserido na repressão policial que você sente na pele, o racismo que você sente na pele, tudo você sente na carne e na pele. O nuclear! Onde se sente? Os desastres nucleares que já vimos acontecer você sente na carne. Todo mundo no popular diz: “Porra, sentir na carne!” Foi um argumento perfeito para o nome da banda. Há mitos que dizem que nos primeiros shows da Karne teríamos jogado pedaços de carne na platéia, e que isso gerou o nome da banda, mas desconheço que carne tenha sido tão barato para jogar ao público.


Existem outras lendas envolvendo a banda?

Fazíamos um som agressivo, e na “Homenagem Viva ao Karne Krua” (CD Tributo) tem um texto que fala sobre isso, que é “Um Monstro Chamado Karne Krua”. Tudo aquilo que presenciamos nos shows e como os transeuntes nas ruas via os integrantes da banda. Teve momentos de estar com minha esposa em shows e pessoas leigas disseram: “Pô, essa mulher com esse cara, ele parece um monstro, deve espancá-la!” Rolava que éramos violentos, que destruíamos equipamentos... Em nosso primeiro show tivemos a experiência de tocar com o som que hoje é a maior sonorização de Sergipe e um dos maiores do Nordeste, o Ricardo Sá. Tocamos com ele quando ele estava começando, e nesse show a cabeça do microfone soltou e se criou o mito que a Karne destruía equipamentos no palco, e tínhamos que esconder das pessoas que éramos a Karne Krua, achavam que quebrávamos equipamentos. Em uma apresentação tive que mudar o nome da banda para Silvio & Sua Banda Suburbana, era o som de Ricardo Sá e se soubessem que era a Karne Krua não aceitariam. Depois isso foi mudando.


Quais foram os altos e baixos da banda nesses anos todos?

Se a banda está viva até hoje é porque ela teve mais altos que baixos. As experiências que tivemos para solidificar a história da banda, seu próprio trabalho e ter o orgulho de chegar a shows com Cólera, Ratos de Porão, The Mist... E termos a capacidade, personalidade e a galera aceitar e canta a nossa música. O grande lance da banda sempre foi colocar sua retórica, sua história, suas letras de uma forma bastante forte no que diz respeito à personalidade.




Primeira formação do Karne Krua


Fale sobre suas outras bandas...

Quem não me conhece ou a história da banda até estranha, quando escuta: “Vai tocar uma banda ali que o Sylvio da Karne Krua toca, é uma banda de blues!”. Mas quem sabe da minha história de vida com a música sabe que sempre tive envolvimento com blues! A própria Karne Krua tem uma música chamada “Violência” que é um blues! Um blues muito troncho, mas é um blues, o tempo é um tempo de blues! Essa música foi de um show pequeno, na época ouvíamos muito Joplin, Hendrix, Muddy Waters... Estou citando isso porque há uma admiração nas pessoas por eu tocar na Máquina Blues! Já tinha uma história com o blues, mas a banda de blues que formei que se destacou. Outras bandas foram a Logorreia que ta voltando e faz um Grind-Core sem compromisso com perfeccionismo e tem gravações novas. Tem a World Guerrilha que ta meio parada por conta da formação, mas ta com todo um trabalho concebido para futuras gravações. Tem a Tempest que faz um trabalho voltado ao metal, cantando em português e a própria Karne Krua que está com disco pronto.


E as bandas que não estão em atividade, como a ETC...

O ETC ficou uma banda meio cult, o Adelvam é que não quer voltar, a galera pede para voltarmos, e de 10 em 10 anos voltamos!


E aquele seu projeto com o DJ Dolores?

Foi só ensaio! Era o THE MERDAS, uma sigla confusa: “THE MERDAS – Movimento de Emancipação dos Roqueiros de Aracaju”. Rock, na linguagem da época, não tínhamos tribos, éramos todos Rocks e isso foi entre 1979 e 80.


Você ainda teve zines, tem a loja... Como é viver o rock sergipano?

Praticamente vivo isso, não dar para ir a todos os shows, mas quem me conhece sabe, se pudesse estaria em todos. Gosto de fazer críticas, escutar bandas de qualquer estilo, ter minha posição, fiz matérias sobre várias bandas locais. Gostaria de estar mais entrelaçado, há quem diga que estou muito infincado nisso. Acho que poderia estar mais envolvido, mas tenho família, outras atividades, trabalho com outras coisas e tenho a loja. O que faço é exatamente a minha vida, e quero mais é que dê certo!


Ao voltar a morar no Rio confirmei a estima pela banda, hoje é só esbarrar com alguém das antigas e ouvir: “Poxa, você morou em Aracaju, conhece o Sylvio e a Karne Krua?” Como a banda é vista Brasil afora?

Um fato engraçado lá de fora e que vi numa revista, foi uma matéria com o MDC. O jornalista perguntou ao MDC se eles conheciam algo da música pesada brasileira e ficou admirado ao ouvir do MDC que eles conheciam a Karne Krua e Discarga Violenta, e até citou na matéria que o MDC mencionou bandas que ele nunca tinha ouvido falar! Só que o cara por não ter conhecimento do underground brasileiro não sabia que já naquela época tanto a Descarga Violenta como a Karne Krua eram muito conhecidas a nível de Brasil, e a banda (MDC) não citou bandas como Ratos de Porão e Cólera, o que causou estranheza a ele. Tive contatos na Filipinas, Japão... Só que isso começou a ficar muito dispendioso para mim, o gasto era grande para mandar cartas ao exterior, teve gente do Japão pedindo para mandar 10 VHS, convites para shows fora do país, para irmos assim colocando a mochila nas costas... Nunca tive essa loucura de sair assim sem um alicerce, sair na doideira. Eu vou, toco e talvez não acrescente nada na história da banda em shows muitos indies. Em São Paulo fui chamado dezenas de vezes: “Vocês colocam as passagens, se virem ai e lhe damos uma ajuda aqui...” Mais não vou sair assim nunca daqui, se me der condição eu vou, se não der... Não vou fazer o que não tenho condição! Queremos tocar em vários lugares do país, sabemos que temos capacidade de chegar e fazer shows legais, mas tem que ter estrutura. Onde mais vendemos LP’s foi em São Paulo, um lugar onde nunca tocamos. Vendemos 1200 vinis, acho que 700 só em São Paulo e creio que o Cd “Em Carne Viva” foi muito vendido por lá, mas já foi muito vendido aqui pelo nordeste, pois a banda já tinha um nome, hoje não tenho o cd e em São Paulo tem. Preciso pegá-los, pois temos um público muito legal nos shows da Karne Krua, pela história da banda, pelo o que ela mostra e as pessoas vêm nos show: Uma banda incansável e com muita garra no palco!


A velha guarda do punk tem amplo respeito por vocês. Como a cena atual ver a banda, muitos nem eram nascidos quando vocês começaram?

Interessante ver shows da Karne Krua com jovens que nem eram nascidos quando já tocávamos e hoje gostam da banda. Acho que temos a característica de atrair tanto pessoas da velha guarda como garotões que conheceram o som há pouco tempo. Sabemos que existe uma cena com bandas e estilos novos e que são tachados de Hard-Core, mas que não tem nada a ver com Hard-Core. Quem tem seu espaço sempre vai ter e não vai perder para o modismo. Boas bandas e não estou puxando apenas para o lado da Karne Krua, as bandas que fazem trabalhos consistentes sempre vão ter respaldo e público para apoiar. Nos shows encontramos gente de todas as idades, acho isso bacana.


O CD Em Carne Viva saiu via Lei Municipal de Incentivo a Cultura. Como o público reagiu a essa parceria e Como surgiu essa parceria?

Cara, 99,9% agiu positivamente, só uma coisa insignificante foi contra e pode-se justificar como ignorância mesmo. Veio uma crítica de um fanzine de Itabaiana (cidade do agreste sergipano), uma coisa totalmente idiota e que virou crítica pessoal contra mim. No zine o tempo todo houve uma critica do álbum sem citar letras, sem citar nada, apenas dizendo que éramos anacrônicos, acredito que ele nem teve o cuidado de escutar o disco. Foi insignificante no contexto geral das críticas em zines, revistas e todo tipo de publicação. A idéia que tivemos foi de uma coisa muito positiva, o LP já tinha aberto o respeito, os carros cheios de dinheiro nunca chegaram à porta da gente, mas o cd fez mostrar a capacidade incansável que a banda tem. Sobre a parceria com a Lei, basicamente o antigo vocalista (teve uma fase que a banda teve dois vocalistas) e o guitarrista Wendey que correram atrás, eu fico mais dentro da banda e tal. Eles correram muito, foi um trabalho cansativo, até porque essa lei estava desgastada na época aqui, teve gente que usou a lei para comprar carro, fazer casa... Fizemos cultura mesmo, fizemos um puta show, com artistas plásticos e grupos teatrais no palco, um clip, e o disco. Tudo isso com verba defasada, pois o projeto foi aprovado e só depois de dois anos a grana saiu, os estúdios não pararam de aumentar e tivemos que fazer das tripas coração, produzindo o disco e clip com pouco dinheiro. Gostaríamos de estamos inseridos num novo projeto, não temos grana para finalizar o novo cd e se tivéssemos a chance de estar num novo projeto cultural faria tudo de novo.


Como será o novo CD da Karne?

Considero um dos melhores trabalhos da Karne, se não o melhor. Pela experiência, pelo trabalho em si e de como foi concebido. Ele traz todos os momentos da Karne Krua de forma bruta. É rápido, é nordestino e universal ao mesmo tempo. Têm todas as influências da banda e do regionalismo sem oportunismos. Vai ser um grande álbum, não vejo à hora de lançar.


Como foi idealizado o disco Homenagem Viva Ao Karne Krua?

Dei uns toques ao Luiz Umberto [Zineiro da cidade sergipana de Poço Redondo] que foi quem idealizou, citando algumas bandas que já tocavam Karne Krua e o Luiz fez uns contatos conseguindo encontrar um monte de bandas que tocam Karne Krua. Teve muita banda pelo Brasil afora que ficou de fora, por não estarem com as gravações prontas no momento. A princípio seria “Tributo”, mas não concordei, achei que “Homenagem” ficaria algo mais real, de vida, de estar vivo! Tributo soa como se a banda estivesse morta.


Você explora pouco a internet, o que acha da rede para divulgação?

Nada contra! Vivo fora, mas acho um bom meio de divulgação. Não tenho acesso, nem computador, mas no dia que puder estarei lá.


O que você acha da cultura em Sergipe de uma forma geral?

Aracaju e Sergipe são lugares riquíssimos, basta ta aqui para ver quanta coisa existe. Bandas de variados estilos, sejam mais pop´s ou mais pesadas, grupos teatrais maravilhosos que ralam há vários anos como o Grupo Teatral IMBOÁ. Deveria haver um fundo e pessoas interessadas em financiar, como sempre existiu na Bahia. Os empresários devem acreditar que isso é positivo para a cidade, apoiando uma banda que precisa fazer show ou a um grupo de teatro que precisa viajar... É difícil falar nisso, mas se você achar que nada pode melhorar. Você fica estagnado e meio morto! Tem que ter esperança, acreditar, ter persistência no que você faz seja música, teatro, artes plásticas... Tudo o que estiver inserido em cultura tem que fazer com prazer, pois se hoje acabar que você esteja satisfeito com o que fez e não ficar frustrado e em depressão, porque não adquiriu sucesso como já aconteceu aqui, gente dizendo: “Porra, aqui é difícil...” Se fosse fácil talvez não fosse tão bom, os que conseguiram isso de forma fácil não foram longe. No final de tudo se você tiver orgulho do que você fez seja como músico, ator, cineasta... É muito mais importante.


O que falta para a banda (e/ou rock sergipano) ter maior visibilidade?

A questão de mercado é muito complicada, pois não estamos em vitrines. Sei que bandas como a Karne Krua, Plástico Lunar e outras daqui, independente de estilo se estivessem em São Paulo, Minas... Talvez tivesse um reconhecimento maior, porque é o foco, onde estão as gravadoras... Uma vez perdemos uma oportunidade, a Epitafh entrou em contato querendo ver um show da gente, para uma subdivisão o Grita! Os produtores iriam passar por Rio e São Paulo querendo ver bandas que cantassem em sua própria língua e a Karne Krua foram por eles escolhidas por cantar em português e já ter uma história. Mas não tínhamos como produzir um show no Rio ou São Paulo e eles contrataram bandas que cantavam em português. Por outro lado conseguimos lançar as coisas aqui pelo nordeste, não tenho nenhum problema de bairrismo, o que não podemos é ficar parados, estagnados, achando que não se consegue as coisas. Temos que fazer história da forma que ela vem até você. Não vou esperar sucesso, ascensão, estourar... Nunca toquei esperando isso, sempre toquei pelo ego de me satisfazer fazendo música, arte... Tantos estouraram e se acabaram, pois a consistência não existiu.




Augusto Cesar no lançamento do cd Em Carne Viva




Nos anos 80/90 você participou do Granna (Grupo Anarquista de Aracaju), fale desse grupo.

Era característica minha e das pessoas da época, fazer grupos, panfletos ideológicos. O grupo era formado por pessoas com informação. Biólogos, estudantes, e até políticos partidários do PT, PV... Abríamos discussões sobre temas como a Reforma Agrária... Essas discussões geravam panfletos bem pensados e rasteiros para não ser chato para a galera. Uma atitude anárquica para passar mensagem. Uma experiência bacana e tenho saudade, não conseguimos manter o grupo pelos distanciamentos das pessoas.


Espaço aberto para as mensagens finais:

Não acreditaria que estaria depois de tantos anos falando sobre essas questões... (risos)


(Risos) Meio que resgatei algumas coisas...

É bacana resgatar, pois fica histórico e as idéias e o que você fez em uma época, não foi em vão. Acho que todos esses anos, com as amizades, tocar em bandas só me fez crescer como pessoa, aprendi muito com o movimento punk, com a música pesada, heavy, trash metal... Tudo para mim foi fonte de aprendizado e enriquecimento para o meu caratê! O rock para mim foi e continua sendo uma escola! E só tenho a agradecer ao espaço!




+ Depoimentos da cena rock brasileira sobre a Karne Krua


“Nos idos de 97/98 me envolvi realmente com punk/hardcore, comecei a fazer um zine chamado TRIBAL SCREAMS. Karne Krua foi uma das bandas no norte/nordeste que lembro serem mais ativas. Tinha uma infinidade de materiais e gravações assim como vasta história de shows e formações. Isso foi há dez anos, o que hoje soma muito a essa história que já era grande. Por esses e outros motivos na época me interessei em entrevistá-los. É uma pena, mas o fator geográfico aqui no Brasil, ou seja, a distância do eixo RIO-SP realmente prejudica o reconhecimento de "patrimônios" da cena punk do norte/nordeste como a Karne e o Discarga Violenta, pois eles têm estrada e competência para serem comparados com Ação Direta e Ratos de Porão.  É uma grande honra, estar me expressando por uma banda tão importante na cena punk/HC nacional e que depois de todo esse tempo continua na ativa”
Crisplatterhead – Bandanos - (SP)


“Karne Krua foi, talvez, a primeira banda punk/hardcore do nordeste que ouvi nos anos 80 através de uma demo-tape com uma porrada de músicas que mostrava toda a fúria da época. Anos depois tive o prazer de conhecer o vocalista Sylvio pessoalmente e vê-los ao vivo em Aracaju, num show onde o DxFxCx infelizmente não tocou devido a uma visita da PM local que achou por bem acabar com o evento antes da hora. Para homenageá-los gravamos posteriormente o cover da música "PMs Espancadores" para um CD Tributo ao Karne Krua. É certamente uma banda crucial na história do underground brasileiro e fico feliz em saber que a Karne ainda é Krua.”
Túlio – DFC


“Sem dúvidas, um dos nomes mais expressivos, fortes e respeitados da cena HARDCORE/PUNK do nordeste. Veteranos e ativistas, sempre batalhando forte pela cena, esses caras colocaram Sergipe no mapa do underground. Lembro-me que desde o início das atividades da AÇÃO DIRETA, aqui no ABC Paulista, tivemos contato com a obra do KARNE KRUA e tenho muito respeito pela banda e pelo seu maior representante, o Sylvio. Esperamos um dia poder dividir o palco com esta lendária e crucial banda, cheia de fúria e atitude!!!”
Gepeto - Ação Direta


“Eu só posso falar o melhor possível da KARNE KRUA e ainda mais particularmente do Silvio, este, um lutador que teve em seu trabalho à frente de sua banda um verdadeiro ideal de vida, fazendo com que a KARNE KRUA fosse uma legítima representante não apenas de um movimento em especial, mas, principalmente de uma causa...liberdade e justiça!”
LA Nino – Câmbio Negro (PE)


"Desde que a proliferação do punk rock começou a acontecer pelo Brasil, nos anos 80, que algumas bandas tiveram uma ação significante na cena nacional, entre elas a Karne Krua que tem registros de 20 anos atrás, como zines e músicas fortes. O Cólera teve o prazer de somar com eles, nos palcos de Aracaju, em 2006. Karne Krua, cada vez mais vivo!”
Redson – Cólera


“Não sei ao certo quando conheci a Karne Krua, acho que tem pelo menos 10 anos, quando fomos tocar em Sergipe pela primeira vez, talvez até antes disso. É sempre importante que uma banda dure tanto tempo, principalmente em uma região tão "inóspita" para o rock, como o nordeste. Esta situação até mudou nos últimos tempos, mas mesmo assim ainda não é tão fácil assim. Sei lá, vinte e tantos anos de punk rock, comemoremos.”
Leonardo Panço – Jason


“A primeira vez que ouvir a Karne Krua foi há uns 20 anos, no tempo do K7, Ouvia aquele punk-rock com rock and roll e falei para um amigo: pô, essa banda  de SP é boa mesmo em fazer punk, ne? E ele me disse não é de SP, é da terra do forro e da carne seca o nome deles é Karne Krua! RsRsRs...”
Billy - Regime Obrigatório (RJ)


“Karne Krua é o clássico do underground sergipano. Resiste heroicamente no cenário morto de Sergipe Del Rey (nome do estado no Brasil colônia). Letras concisas, poesia, política, regionalismo e performance arrebatadora de Sylvio.”
Fúria – Poeta, louco, zineiro, músico, artista plástico e figura carimbada do rock e da cultura sergipana.


“...trabalhadores entregues à sorte, presos nas garras do cruel patrão, sindicatos pelegos não!!!” Quem já ouviu essa frase vai lembrar com certeza da demo tape “LABOR OPERÁRIO”. A versão ao vivo tocou tantas vezes no toca fitas do carro do meu pai que eu tinha duas cópias da fita. Aliás, naqueeeeeles tempos quando não ainda havia pirataria nem CD, era um sufoco uma banda independente gravar um disco (de vinil), era bacana fazer cópias e passar p/ os amigos p/ divulgar a banda. Eu mesmo fiz várias cópias dessa demo, tirava xérox das capinhas e recortava pra dobrar e colocar no estojo. Uma vez há 10.000 anos atrás, em Recife, tive o prazer de conhecer pessoalmente um grande amigo, Adelvan Barbosa de Aracajú, que me apresentou o baixista Marlio. Em 2005, fiquei hospedado na casa do Adelvan em Aracajú, tive o prazer de conhecer uma parte da cidade na companhia dele e do vocalista Sylvio. Só lamento nunca ter visto KARNE KRUA ao vivo (sou um fã muito “fuleira” mesmo, né não?), e de não ter mais minha demo. Mas aí fica o pedido, quem tiver passado pra CD, por favor, me mande uma cópia que eu mando uma fita virgem (ops!), uma mídia virgem de CD pelo correio e “dois selos” de volta! Abração p/ Sylvio e Marlio, um abraço e um cheiro pro Adelvan Barbosa!”
Ronaldo Chorão3 – Gangrena Gasosa


"Falar do "Karne Krua" e falar da historia do punk/HC no Brasil. Eles foram uma das primeiras bandas punks do Nordeste Brasileiro e são a maior do gênero em Sergipe desde sempre. Eles estão para Sergipe como os "Inocentes" estão para São Paulo. Ao lado de outras bandas selvagens como o "Devotos" (ex-"do Odio"), de Pernambuco, e o saudoso "Ultima Marcha"(do Maranhão),entre outros, formaram uma espécie de Esquadrão Hardcore Nordestino, colocando a região definitivamente no mapa do punk-rock nacional. Sempre com um hardcore furioso e politizadissimo, e ao mesmo tempo, com um tempero tropical-apimentado que lhes rendeu um diferencial em relação as bandas de outras regiões. São 25 anos levando discursos lúcidos e inflamados para  a população, sobretudo a juventude, convocando as pessoas a raciocinarem e se rebelarem contra o comodismo e a burrice confortável. 25 anos mostrando as feridas em karne viva da Humanidade. Sucesso e longa vida ao Karne Krua!!!"
Marcio Baraldi (o cartunista rock'n'roll )




Revista Rock Press n.2, com Karne Krua


+ R.S.F. (Revolta Social Futura)*

- Demo Ensaio - Merdas do Sistema – 1987
- Demo - Karne Krua em Karne Viva - 1988
- Demo - Labor Operário – 1990
- Demo Coletânea – Gritos de Liberdade 30 sons HC-Thash da cena de Aracaju/SE Com: Deuteronômio, Karne Krua, Logorreia, Manikomio – 1990
- Demo - Suicídio – 1991
- LP – Karne Krua - Karne Krua (Lokaus Records)
- Demo - Karne Krua Ao Vivo – 1995
- Demo - Instantes Irreversíveis – 1997
- CD Coletânea Demo – A maquina não está morta/Atitude Vol 2 - 1998
- Coletânea - Farinha, HC e Rapadura – Com: Dead Nomads, Matando a Pau, AR-15, Estado Suicida, Word's Guerrilla, Comedores de Lixo, Karne Krua Rotten Flies) - 2000
- CD Demo - Máscara Para o Caos – 1999
- CD - Em Carne Viva – 2002
- Video – Show de lançamento do Cd Em Carne Viva – 2002
- CD – Cartão Postal - Antologia 1985-2006
- CD – Homenagem Viva ao Karne Krua - Com: DFC, Pró Álcool, Triste Fim de Rosilene, Monstromongue, Terror Revolucionário, A Casca Grossa, Toy Confusion, Garrafão de Pinga, S.A.M., Kaotic, Rebeldia,Degredados, Putrefação Humana, The End, Instantâneo Momento de Loucura, Vozes dú Alem - 2006
- CD Split - Karne Krua e Monstromorgue(AL) - 2008
- CD – Inanição – Previsto para esse ano.


+ Suburbanos*
 

- Formação atual: Sylvio Campus(vocal), Alexandre(guitarra), Ivo(baixo) e Adriano(bateria).
- Formação mais duradoura: Sylvio Campus(vocal), Marcelo Gaspar(guitarra), Marli(baixo), Almada(bateria).
- Primeira formação: Sylvio Suburbano Campos(vocal), Vicente Coda(guitarra), Marcelo "Inseto” Gaspar(baixo) e Tony Almada(bateria).


+ Cartão Postal*

Karne Krua – A/C: Sylvio Campos
Rua Santa Luzia, 151 – Centro - Aracaju/SE – Brasil - CEP: 49010-310
TEL: (79)9924-8973


+ Contatos:
Alexandre - alexandregandhi@hotmail.com
Ivo - areianosolhos@hotmail.com
Adriano - adriancardoso77@hotmail.com

MySpace: www.myspace.com/bandakarnekrua

Orkut 1: www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=765412
Orkut 2: www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=2146653


+ Punk Rock*, Hardcore, Hardcore* num Brasil Heróico*
Show: Brasília - Dia 31 de outubro




 
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