Lona Rock Sunday: Botando Bangu Pra Ferver!!!

Um domingo bem mais quente do que o normal em Bangu/RJ, assim foi a tarde de 20 de janeiro na Arena DJANGOS_LonaRockSunday_20119_FOTO_Michael_Meneses_Rock_PressCarioca Hermeto Pascoal palco da 5ª edição do Lona Rock Sunday. O evento que como sempre, levou muitas atrações, gastronomia e muita música ao subúrbio carioca. No palco as bandas Folks e Djangos e por toda a Lona se espalhava a alegria e as boas vibrações aos que se fez presente no calor de Bangu!!!

5º Lona Rock Sunday: Botando Bangu Pra Ferver!!!
TEXTO: Alexandre Beckão – FOTOS: Michael Meneses!

Salve São Sebastião do Rio de Janeiro!!! Salve Oxóssi, Okê Arô!!! Salve o mês de Janeiro, que o maçarico está ligado. Domingo (20/01), teve um daqueles presentes que a gente não espera. Sendo realizado pela primeira vez na Arena Carioca Hermeto Pascoal em Bangu (A eterna Lona Cultural Hermeto Pascoal), a 5ª edição do Lona Rock Sunday foi um sopro de ar fresco nesse enlouquecedor verão do Rio 40º.

O evento que nasceu, em setembro de 2017, na Lona Cultural Terra em Guadalupe/RJ, (LEIA AQUI: https://bit.ly/2V6cKpB) e traz sempre um variado leque de opções que agregam a arte, empreendedorismo e com a mente voltada na propagação cultural! Além da música a organização acertou em cheio ao misturar moda, cinema, artesanato, gastronomia e cerveja artesanais, paisagismo, gravuras e estampas produzidas pela Zurra de Flávio Flock e Vital Cavalcante, tatuagem com Nane Medusa Tattoo e um Live Painting do artista plástico Cazé. Os stands que se espalhavam pela Lona, formavam uma feira harmônica e dava vida ao clima bacana de um final de tarde regado de amigos. Ressaltamos que esses produtos são iniciativas de empreendedores locais, e com isso o Lona Rock Sunday acabar interligando produtor com público e assim cumprindo um papel social no desenvolvimento econômico da região.

Outro destaque foi o lançamento, que ali teve sua 1ª exibição do documentário Tributo Ao Inédito.doc (2019), filme dirigido por Vitor Rocha, e produzido por Marcelo Predra, Vitor Rocha e Renato Cantharino. O doc conta de forma bem descontraída e dinâmica, na voz de seus próprios personagens, todos os caminhos, agruras, desafios e vitórias, que integraram a famosa serie de discos Tributo Ao Inédito, que sacudiu no início dos anos 2000 a cena carioca, e que além dos discos, rendeu shows memoráveis no inicio desse nosso milênio. Feito a partir de depoimentos dos membros das diversas bandas, imagens de shows, e pessoas que frequentaram e/ou participaram daquele momento. É uma viagem na memória, de um tempo que as redes sociais engatilhavam, e tudo tinha de ser feito no braço, e que o significado do “Faça Você Mesmo” era muito maior do que compartilhar um post. Não perca a chance de assistir, e prestigiar esse documentário, ele conta um pouco de uma história que pertence a todos nós. O filme vem sendo exibido em festivias e eventos alternativos pelo Brasil, e tem sua próxima exibição no Rio de Janeiro no dia 15 de Fevereiro, na Smoke Lounge. Parabéns, Marcelo Predra, Vitor Rocha e Renato Cantharino. Salve, Tributo Ao Inédito!!!

Como não podia deixar de ser, tudo foi embalado por muita música. Desde a abertura dos portões, quem chegava já batia de frente com muito som e tudo muito bem controlado pelo veterano DJ André Cult da Radio Cult FM. Com aquela calma de quem sabe o que está fazendo, ele disparou Hits de todas asFOLKS_Lona_Rock_Sunday_20_1_19_FOTO_Michael_Meneses_Rock_Press épocas. Passeando pelo Rock, Punk, Post-Punk, Hard Rock, Indie, Clássicos, e fez o clima ficar sempre lá em cima. Valeu, DJ! Parabéns a Júnior Abreu e a todos da produção pelo belo trabalho feito. Vamos aos shows…

FOLKS: O quinteto formado por: Kauan Calazans (Voz), Sérgio Sessim (Guitarra), Paulinho FOLKS_Lona_Rock_Sunday_20_1_19_FOTO_Michael_Meneses_Rock_PressBarros (Guitarra/Voz), Guilherme Figa (Baixo) e PV (Bateria) segue a trilha do Rock’n’Roll clássico. Pegada forte de baixo e bateria com as guitarras e voz rasgando forte por cima. Sem deixar dúvidas quanto a sua competência, atacaram com um repertório quase todo autoral, e que começou com “Sempre Há Tempo Pra Mudar”; Na sequência, foi a vez de “Paralelas Imperfeitas/Whole Lotta Love” (Led Zeppelin); “Carol”, já bem conhecida do público; Depois vieram “O Trago”; “Maquiagem”; “Para Um Grande Amor” e “A Casa dos Lugares”, que já fazem parte do repertório fixo dos caras e tiveram um bom retorno com a plateia; a bacana “Sobre Viver”, que tem um videoclipe bem legal; E seguiram com “Sei” e “Delírio”; Pra fechar, mandaram: “Muito Som”, mas uma bem conhecida do seu repertório. No saldo geral, uma banda muito bem entrosada, com ótimas qualidades técnicas e que empolga de verdade. Muito bom trabalho, Folks!!!

DJANGOS: Dizer que eles são veteranos, é resumir demais o legado de Marco Homobono (Guitarra/Voz), Lyle Alexandre (Baixo/Voz) e Jj Aquino (Bateria). Desde seu retorno aos palcos no ano passado na Áudio Rebel/RJ, (LEIA entrevista sobre a volta: https://bit.ly/2MhqniO)  que estava muito ansioso para revê-los em ação. E pra nossa DJANGOS_LonaRockSunday_20119_FOTO_Michael_Meneses_Rock_Pressfelicidade, eles nunca decepcionam. Não vou gastar tempo, falando de quando ainda eram o Corações & Mentes, e muito menos da honra de abrir pra eles no antigo Lava Jato de Bangu, ainda nos anos 90 e estava a frente da banda BlackSoul. Esse retorno, veio pra celebrar os 20 anos de lançamento de seu 1º álbum Raiva Contra Oba Oba (1998), que foi produzido por João Barone (Paralamas do Sucesso) e o saudoso Tom Capone. Nesse show a mistura de Ska-Ragga-Punk-Rock ganha o acompanhamento e peso dos metais de Salles Casagrande (Trombone) e Gilson Santos (Trompete), mantendo assim a vibe das gravações originais.

Começaram atacando com a veloz e animada “Comando Ska” e sem dar pausa soltaram “Rela Bucho Rasta Pé” fazendo a plateia disparar na pista; Na sequência, teve a clássica “Roto Rooter” e a galera subiu cantando junto; outro hino; “O Futebol (El Perebento)” mantém o clima de festa. Superanimados desde o inicio, Marco e Lyle agitam com o público a todo o momento, e atacam com “Último Ônibus da Madrugada” cantada por todos. Após algumas palavras, “Raiva Contra Oba Oba” é disparada e rola até Stage Diving.

Pra dar uma acalmada, como se isso fosse possível, mandam “Necessidade” e os metais brilham forte; Na sequência, veio “Omi Makaku” e “Eu Não Sei Pogar”, que fazem a pressão subir novamente; Com o clima de festa já definitivamente instalado, várias crianças sobem ao palco pra dançar ao som da clássica “Sopa de Jornal” catarse da banda e público; Depois veio outra clássica, “I'm Gonna Babi”, que só fez manter o clima no alto; “O Baile (Popular de Música Jamaicana)” fez a galera cantar junto e alto; Aceleraram de novo com “Djanga Revolution”; e botaram mais lenha na fogueira com “Kamundjangos”, que ao final se tornou uma grande Jam de canções do Rappa para homenagear o agora saudoso Marcelo Yuka, e que contou com a presença ilustre de Jomar Schrank (amigo e parceiro de Yuka).

E nesse clima feliz de celebração a vida, terminou a 5ª edição do Lona Rock Sunday, que mais uma vez cumpriu com excelência a sua missão de levar Arte e Cidadania aos subúrbios do nosso Rio de Janeiro. Obrigado, Lona Rock Sunday, já esperamos a 6ª edição… Valeu e Parabéns!!! - Alexandre Beckão.

 

Alexandre Beckão é: Carioca, Aquariano, Rock Sunday Brother, e devotado de forma irreversível à Música. Paz & Música!!! Namastê!!!

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