L7 - Uma Aula de Energia e Rock and Roll no Circo Voador/RJ!

Janeiro de 1993 – Dividindo o palco do Hollywood Rock com Nirvana, Dr.L7_Circo_Voador_1_12_2018_FOTO_Michael_Meneses_CRÉDITO_OBRIGÁTORIO Sin e Engenheiros do Hawaii, as meninas do L7 fazem show sensação e são vistas como melhor apresentação do Festival.
1 de Dezembro de 2018 – 25 anos depois o L7 repete a dose no Circo Voador/RJ, esbanjando elementos básicos do Rock and Roll como energia e diversão e mostrando que não perderam o vigor com o passar dos anos! A tour pelo Brasil continua HOJE (2/12) em SP, ao lado dos contemporâneos do Soul Asylum, e segue para Porto Alegre/RS (4/12), Curitiba (5/12) e encerrando a etapa brasileira, Belo Horizonte no dia 6/12. Os ingressos estão à venda para todos os shows!

L7 - Uma Aula de Energia e Rock and Roll no Circo Voador/RJ!
Lâmmia + Indiscipline + L7- Lapa/RJ – 1/12/2018
TEXTO e FOTOS: Michael Meneses!

L7_Circo_Voador_1_12_2018_FOTO_Michael_Meneses_CRÉDITO_OBRIGÁTORIONa década de 1990 as meninas do L7 foram apresentadas ao Brasil como o maior representante feminino da Cena Grunge e/ou como uma espécie de Ramones de Saia. Graças a rádios como a Fluminense FM (eu conheci a banda lá, via Programa Hell Rádio) e aos programas de clipes da MTV (sim, a MTV já fez jus ao nome de “Music Television”) a banda se popularizou por aqui. 

Os anos passaram, e para muitos o Grunge se tornou só uma fase de adolescente influenciado por cultura americana, para outros mais um famigerado rótulo. Contudo, justiça seja feita, aquele segmento musical foi um dos últimos estilos musicais genuínos dentro do Rock. Existia algo que na época nem todos tinham maturidade para reconhecer. Mas, o fato é vivíamos algo revolucionário, a exemplo das outras cenas musicais de décadas anteriores, inclusive éramos radicais em classificar o estilo como uma moda momentânea, porém, modas surgem e desaparecem, o que fica de bom é a história e essa é a melhor parte! Prova disso foi a apresentação do L7 no palco do Circo Voador na noite de 1 de Dezembro de 2018. O mesmo palco por onde já passaram lendas da MPB, do Soul, do Samba, aonde as artes visuais ganham vida e especialmente por ser um dos templos sagrados do Rock Brasil por quase 40 anos, foi novamente o cenário de um show que ficará na memória de muitos, assim como foi aquele Hollywood Rock no verão de 1993. Falando em eternidades, vamos aos shows...

LÂMMIA – Formada por Carmen Cunha no vocal, Luiz Gustavo no baixo, e pelos ex-Matanza Dony Escobar na guitarra e Jonas CaffaroLâmmia_Circo_Voador_1_12_2018_FOTO_Michael_Meneses_CRÉDITO_OBRIGÁTORIO Lâmmia_Circo_Voador_1_12_2018_FOTO_Michael_Meneses_CRÉDITO_OBRIGÁTORIOna bateria, o Lâmmia abriu a noite para um público ainda tímido, mas que logo foi conquistado graças a um som carregado de riffs com a melhor das influências sabbaticas. O Stoner-Metal apresentado pela banda caiu muito bem ao evento e azar daqueles que deram preferência a ficar bebendo cerveja e vinho barato do lado de fora. Acreditem foi um PUTA SHOW! O set foi curto (cerca de 30 minutos), logo quase não sobrou tempo para conversas com o público que aos poucos ocupava o recinto e sendo conquistado pela energia da banda, especialmente pelo Dony Escobar que agitava o tempo todo! Os músicos do Lâmmia estão em atividade na cena carioca há anos, porém a banda é nova, por isso assumo: em minhas listas de Melhores do Ano, o Lâmmia fatura no quesito Revelação de 2018! Conheça: https://bit.ly/2UcwlFl 

INDISCIPLINE - Power-Trios sempre foram uma “Parada Dura” no melhor dos sentidos. Metáforas à parte, bandas Indiscipline_Circo_Voador_1_12_2018_FOTO_Michael_Meneses_CRÉDITO_OBRIGÁTORIOIndiscipline_Circo_Voador_1_12_2018_FOTO_Michael_Meneses_CRÉDITO_OBRIGÁTORIOcom essas formações são excelentes por natureza, o que digam: Cream, Rush, Nirvana, Police, ZZ Top, Primus, Emerson, Lake & Palmer, Motörhead, Dorsal Atlântica, Paralamas do Sucesso... citando só algumas. Essa energia não é diferente com as meninas do Indiscipline, que desde 2012 vêm escrevendo um capítulo muito bonito no cenário Heavy-Rock carioca e em escala nacional sendo apontadas com louvor entre a nova safra de bandas. Tal competência certamente deixou Maria Fernanda Cals (guitarra e vocal), Alice (baixo e vocal) e Ale De La Vega (bateria e vocal) bem à vontade na estreia da banda no Circo Voador, o que lhe asseguravam o público nas mãos, provando que a inclusão da Indiscipline na noite foi sem dúvidas outro belo acerto da produção. O show foi focado no álbum “Sanguínea”, mas sobrou espaço para uma versão de “Ave Lucifer” dos Mutantes, sendo anunciada pela baixista como uma música que fala de liberdade e reforçada pelo desejo de: “Sejamos Todos Livres”. Falando em ser livre, pelo o que o Indiscipline apresentou, 2019 promete! Que elas voem e à vocês leitores, a Dica: https://bit.ly/2AMgGDo

L7 – Adolescentes zoeiras, como em 1993, assim elas foram entrando no palco após uma introdução dançante, mas foi só se L7_Circo_Voador_1_12_2018_FOTO_Michael_Meneses_CRÉDITO_OBRIGÁTORIOacomodarem e pronto: Ligaram o foda-se e provaram por A + B como se faz um EXCELENTE SHOW DE ROCK! 

Foi uma aula, nem parece que já se passaram 25 anos desde que elas foram a sensação noL7_Circo_Voador_1_12_2018_FOTO_Michael_Meneses_CRÉDITO_OBRIGÁTORIO Hollywood Rock 1993, ano no qual muitos ali ainda eram bebês como bem lembrou a baixista Jennifer Finch em um dos muitos momentos de descontração com o público, sintonia total entre a banda e plateia que a essa altura lotava o Circo Voador. Vez por outra uma piada era recitada pela linha de frente da banda, em resposta, uma virada de bateria era emitida por Dee Plakas. A alegria reinava, com direito a Jennifer ser presenteada com uma bandeira personalizada do Brasil!

Iniciaram o set com “Deathwish” e ainda no bloco inicial foi a vez de “Everglade”, a partir dali não existia mais adultos ou idosos de cabelos L7_Circo_Voador_1_12_2018_FOTO_Michael_Meneses_CRÉDITO_OBRIGÁTORIOgrisalhos (haviam uns senhores em meio a garotada) todo mundo era eternamente jovem no Circo Voador. Quem as assistiu em 1993 voltou no tempo, quem não as assistiu lavou a alma! E que fique bem claro, o tempo entre ambos os acontecimentos, não lhe trouxeram rugas, mas sim, a pureza de um bom vinho e a magia que só o bom e eterno Rock and Roll pode proporcionar! Donita Sparks, Suzi Gardner e Jennifer Finch duelavam nas cordas e tome bater cabeça. 

Divertiam-se feito jovens e entre clássicos, como “Monster”, “Must Have More” e “Freak Magnet” espaço para apenas dois sons mais recentes, "I Came Back to Bitch" e "Dispatch From Mar-A-Lago" (dedicada ao Trump). Ambas provaram a força da internet, mas estavam no gosto do povo, já que essas músicas não estão em nenhum álbum, mas quem sabe, vão abrilhantar um futuro disco!

Ao L7_Circo_Voador_1_12_2018_FOTO_Michael_Meneses_CRÉDITO_OBRIGÁTORIOfinal de “Shitlist” elas saem do palco, mas sabemos que o bis estava garantido. Retornam com “American Society”, e a clássica “Pretend We’re Dead” de longe o maior hit da banda no Brasil e provavelmente no mundo, e para fechar com chave de ouro, o rockão “Fast and Frightening”.

O show teve 22 músicas, mas e aí, faltou algum som? Sim, “Wargarsm”, outro grande sucesso no Brasil da primeira metade dos anos 1990. Teve algo no Hollywood Rock que não teve no Circo Voador? Bom, dessa vez elas não tiraram a roupa ao final do show, mas que diferença isso faria? Muito melhor que L7_Circo_Voador_1_12_2018_FOTO_Michael_Meneses_CRÉDITO_OBRIGÁTORIOisso é a evolução que vivenciamos nesta noite se comparado a 1993 e que afinal nenhum marmanjo ficou gritando por “Gostosa”, e o respeito “As Minas” prevaleceu nos três shows! #Parabéns Hombres!

A banda segue em tour pelo Brasil (serviço abaixo) e o que ficou provado com o show do L7 no Rio de Janeiro é que elas são uma dessas bandas que funcionam tanto em espaços como o Circo Voador como em Mega-Shows como o Hollywood Rock. Logo, fica a dica ao Rock in Rio, seja no Palco Sunset ou no Palco Mundo a certeza é única: “Teremos um bom show” – Michael Meneses!

PS: Dias depois desse show a ROCK PRESS esteve presente no show de Belo Horizonte, saiba como foi em: https://bit.ly/2Bd7qbU

L7 - TOUR BRASIL 2018
SÃO PAULO - L7 e Soul Asylum 

DATA: 2 de dezembro de 2018 às 18 horas
LOCAL: Tropical Butantã – Av. Valdemar Ferreira, 93 – Butantã/SP. 
INGRESSOS: 
Bilheterias do Tropical Butantã
No Site:
https://bit.ly/2K7FxoN
EVENTO: https://bit.ly/2C2X1TJ
CENSURA: 16 anos.

PORTO ALEGRE - RS
DATA:
4 de dezembro de 2018 
SHOWS DE ABERTURA: Os Replicantes e Bloody Mary Una Chica Band
LOCAL: Bar Opinião – R. José do Patrocínio, 834 - Cidade Baixa – POA/RS
INGRESSOS: https://bit.ly/2QC1JOe
EVENTO: https://bit.ly/2SscXlW
CENSURA: 16 anos.
 
CURITIBA - PR
DATA:
5 de dezembro de 2018 
LOCAL: Hermes Bar - Rua Engenheiros Rebouças, 1645 - Rebouças, Curitiba/PR
INGRESSOS: https://bit.ly/2Qz0wY2
EVENTO: https://bit.ly/2U7OALX
CENSURA: 16 anos.

BELO HORIZONTE - MG 
DATA
: 6 de dezembro de 2018 às 20 horas 
LOCAL: Music Hall - Avenida do Contorno, 3239 - Santa Efigênia, BH/MG  
INGRESSOS:
Bilheterias do Music Hall

No Site: https://bit.ly/2NmZgqi
EVENTO: https://bit.ly/2AKiHjv
CENSURA: 16 anos.

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