Jogando com a Torcida e Jogo Ganho - Foo Fighters + QOTSA + Ego Kill Talent - Maracanã/RJ

Teve início no Rio de Janeiro (Domingo, 25 de Fevereiro), e tendo o Estádio do Maracanã como palco,  a turnê conjunta do Foo Fighters e Queens Of The Stone Age pelo Brasil. Ambas, mostraram os seus potenciais como bandas de arenas (Sobretudo o Foo Fighters). Destaque também a banda Brasileira Ego Kill Talent, que faz os shows de abertura em toda a tour pelo Brasil.


"Jogando com a Torcida e com Jogo Ganho"
Foo Fighters + Queens Of The Stone Age + Ego Kill Talent 
Maracanã/RJ – 25/2/2018
TEXTO: Paula Puga e Michael Meneses – FOTOS: Michael Meneses


Beach Combers FOTO MICHAEL MENESES Maracanã 25 2 2018Desde bem cedo, antes mesmo da abertura dos portões do estádio, o power trio carioca Beach Combers realizou um “Beach Attack” na entrada do Maracanã. Começando assim, o aquecimento da noite memorável. Sempre que ocorrem shows de grande porte na cidade, o trio faz apresentações próximo ao local, dessas de “Arrasar Quarteirões”. Nessa ocasião, o som dos caras estava tão alto que era possível ouvir já ao sair estações de Metrô e/ou do Trem e outros pontos das intermediações do Maracanã. Enfim, um pré-show delicioso.

Ego Kill Talent chegou com pressão, entusiasmo e mostrando que está representando muito bem o Novo Rock Brasileiro.EGO KILL TALENT Foto Michael Meneses CRÉDITO OBRIGATÓRIO Inicialmente o público se manteve um pouco apático, mas já na segunda música, intitulada “Sublimated”, interagiu. A banda deu o seu melhor e mesmo com alguns problemas técnicos iniciais, fez bonito e declarou o quanto estavam felizes de estar no palco abrindo para o Queens Of The Stone Age e Foo Fighters. Por conta de um show curto, o setlist priorizou os sons mais conhecidos como as faixas, “Still Here” e “Last Ride”, ambas com vídeoclipes lançados.
 

Queens Of The Stone Age FOTO MICHAEL MENESES Crédito Obrigatório

Queens Of The Stone Age FOTO MICHAEL MENESES Crédito ObrigatórioQueens Of The Stone Age teve um setlist recheado de clássicos, algumas músicas do aclamado disco “...Like Clockwork” e misturado com o recente álbum, o “Villains”. O show iniciou com os hits “If I Had A Tail”, “Smooth Sailing”, “My God is The Sun”, deixando o público empolgado.  “I Think I Ain’t Worth A Dollar”, “But I Feel Like a Millionaire” foi a sexta faixa e começou a surgir rodas e emendou no hit clássico “No One Knows”, que propagou um grande coro cantando o riff e um estado de catarse coletivo com o solo monstruoso do baterista Jon Theodore. Mesmo em “Make Wit Chu”, que possui uma pegada mais suave e romântica, também fez a plateia cantar e agitar.  Rolou também as antigas “The Lost Art Of To Keeping a Secret” e “Little Sister”. Em alguns momentos a pegada hipnótica do som da banda, até mesmo por conta das suas raízes te coloca em uma viagem ao meio de um deserto, mesmo que você nunca tenha ido a um deserto e o mas perto de um deserto que você já esteve foi em cidades como Porto da Folha no semiárido (sertão) sergipano ou “Piranhas” em Alagoas, ambas as margens do Rio São Francisco.
O frontman, Josh Homme arriscou um “Obrigado” e fez um breve discurso sobre curtir a vida e emendou em “Go With The Flow” e encerrou com a pancada “Song For The Dead”. Um prato cheio aos fãs antigos do QOTSA e uma porrada para aquecer para o show de Dave Grohl e Cia. 

Foo Fighters FOTO Michael Meneses Portal Rock Press CRÉDITO OBRIGATÓRIOChegada à vez do Foo Fighters, a banda “chegou chegando”, sem firulas, introduções e efeitos visuais. Simplesmente chegou! O carismático Dave Grohl correndo pelo palco e abrindo com o single “Run”, logicamente levantando sem muito apelo o público.  Na sequência, tocaram, “All My Life”, “Learn To Fly” e “The Pretender”, onde Dave perguntou ao público se eles gostavam de rock e que estava claro que era um show de rock. Vale ressaltar a afirmação feita pelo zoeiro Dave Grohl, afirmando que aquele momento era o verdadeiro Rock in Rio. Vale lembrar que 27 anos antes, a segunda edição do Rock in Rio aconteceu ali mesmo no Maracanã e 10 anos depois o Foo Fighters tocava no Rock in Rio III em 2001 na Cidade do Rock.

O show seguiu com, “The Sky Is The Neighborhood”, “Rope” e no momento da canção “Sunday Rain”, cantadaFoo Fighters FOTO Michael Meneses Portal Rock Press CRÉDITO OBRIGATÓRIO por Taylor Hawkins, que teve sua bateria erguida. Na sequência, Dave cantou e tocou sozinho na primeira parte de “My Hero”. Outro destaque, as apresentação dos músicos da banda, o que deu direito a uma maior participações deles em rodízio de covers. Tudo começou com o riff de “Another One Bites The Dust” do Queen, seguiu para “Under My Wheels” do Alice Cooper com o Chris Shiflett no vocal, neste momento ficou claro o quanto a maioria das 30 Mil presentes no estádio desconhecem algumas referências da história do rock dado o silêncio que se formou no estádio, algo lamentável! Grohl deu continuidade apresentando o Pat Smear o “Rei do Punk-Rock” e mandaram uma versão monstro de “Blitzkrieg Bop” do Ramones, mas certamente o silêncio da plateia teria sido ainda maior, se tivessem levado algum som do The Germs (Ex-banda punk do Pat). Ao apresentar o simpático Taylor Hawkins, ele cantou a capela um trecho de “Love Of My Live” com direito a plateia cantando junto. Em “Under Pressure”, do Queen e David Bowie, Dave assumiu a bateria e Taylor assumiu os vocais. Para alguns esse formato de apresentação da banda, por mais bacana que seja, ficou muito longa e um pouco cansativa. 

Foo Fighters FOTO Michael Meneses Portal Rock Press CRÉDITO OBRIGATÓRIOSons como “Monkey Wrench”, “Times Like These” e “Best Of You” embalaram o que seria a ‘última’ parte do show. Após 5 minutos, aproximadamente, apareceu um vídeo no telão com Dave e Taylor interagindo com a plateia, para chegar a um consenso de quantos sons iriam tocar no bis. A banda voltou ao palco e tocou “This is a Call”, e fizeram uma linda homenagem ao Malcolm Young do AC/DC com o hino “Let Foo Fighters FOTO Michael Meneses Portal Rock Press CRÉDITO OBRIGATÓRIOThere Be Rock”, outro momento que aqueles fãs mais novos se sentem um tanto perdidos. Encerrando, em grande estilo, com o hit “Everlong”. Nenhuma música do álbum “Sonic Highways” foi tocada e “Arlandria” também ficou de fora. Mas isso acaba compensado pela energia e a interação do Dave com o público, o que torna os shows do Foo Fighters um espetáculo sempre memorável.

No Rio de Janeiro, o show foi contemplados por cerca de 30 Mil pessoas vindas de diversos estados além do RJ, tinha gente do Maranhão, Paraíba, Minas Gerais, Recife... E foi só o começo da tour pelo Brasil! Os próximos shows acontecerão em São Paulo (27-28/02 - Allianz Parque), Curitiba (02/03 - Pedreira Paulo Leminski) e Porto Alegre (04/03 - Estádio Beira-Rio). – Paula Puga e Michael Meneses!

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