Halloween do Matanza + Diabo Verde + DJ Renato Lima - Imperator/RJ - 28/10/2017

Eis que o palco do Imperator no Meier, na Zona Norte carioca recebe a terceira edição da já tradicional Festa de Halloween do Matanza Diabo Verde DJ Renato Lima 28 10 2017 Imperator/RJ FOTO Mauricio PorãoHalloween do Matanza. O espaço estava preparado para recepcionar o evento, onde além dos shows do Matanza e da Diabo Verde, o público pode desfrutar dos variados stands, desde sex shop a tatuagem, animando a noite DJ Renato Lima discotecando com estilo, a noite ainda marcou o lançamento do curta “Quando a Lua Cheia Sai” de Alex Medeiros!


 Halloween do Matanza – “Quando a Lua Cheia Sai”
Matanza + Diabo Verde + DJ Renato Lima – 28/10/2017 - Imperator/RJ
Texto: Edy Monteiro / Fotos: Mauricio Porão

 

Halloween do Matanza Diabo Verde DJ Renato Lima 28 10 2017 Imperator/RJ FOTO Mauricio PorãoA noite teve início com a pegada boa da banda Diabo Verde. Embora fazer o show de abertura às vezes pode ser uma situação inglória, o quarteto tirou de letra essa missão, tocando bem a vontade, como se estivessem curtindo em uma roda de amigos. Em uma versão "acariocada" do punk rock californiano, o grupo com boas canções como “Sincericídio” e “Senhor do Destino”, levantou a galera e animou uma grande roda. O comunicativo Paulinho Coruja se dividiu entre cantar e ser o mestre de cerimônias da noite, apresentando inclusive o concurso de fantasias. Outro destaque foi o DJ Renato Lima, que discotecou sequencias de sons matadores, daqueles Halloween do Matanza Diabo Verde DJ Renato Lima 28 10 2017 Imperator/RJ FOTO Mauricio Porãoque levantam até defuntos, afinal a noite era de Halloween!
 


“Quando a Lua Cheia Sai” – O CURTA!
O público foi brindado com a exibição do bom curta metragem em co-produção entre a banda e a Arame Farpado Produções, mostrando fôlego de sobra da banda para atuar em várias frentes. “Quando a Lua Cheia Sai”, filme com roteiro e direção de Alex Medeiros, uniu com habilidade duas canções do grupo – “Na Lama do Dia Seguinte e Santanico” - em uma única história, dando vida aos personagens que fazem parte do repertório do Matanza em um cenário completo com todos os porres, tiros e explosões.

Na primeira parte do filme a história é contada em flashback, o que nos permite vivenciar de forma mais orgânica os efeitos da bebedeira do personagem. A imagem de alguém vestido e calçado estatelado na cama é uma legenda universal de ressaca e as cenas em flash são a representação da memória atormentando o ressaqueado. A trilha Na Lama do Dia Seguinte é o prelúdio que direciona para a conclusão da história com o personagem caminhando para a sua "lama". O desfecho tem Santanico como trilha, onde o cenário apocalíptico não apenas leva ao fim do personagem, mas também funciona como um ponto comum para a apresentação das criações do Matanza.
 
Ressaca sem fim...
Assim se inicia mais um show do Matanza. Jimmy (vocais), Mauricio (guitarra), Jonas (bateria) e Halloween do Matanza Diabo Verde DJ Renato Lima 28 10 2017 Imperator/RJ FOTO Mauricio PorãoDony (baixo) abastecem a metralhadora e vão disparando as músicas uma após a outra, sem dar tempo para o público respirar. Pista cheia, som alto, e o posicionamento entre as melhores bandas do país, fato plenamente confirmado pela diversidade do público, seja idade ou gênero. É fácil encontrar três gerações distintas entre o publico presente, inclusive em família. Convivem o grisalho com jaqueta de motociclista ao garoto que faz selfie batendo cabeça na roda e todos sabem na ponta da língua todas as músicas disparadas contra eles. O Matanza terá por longo tempo um grande público cativo.
 
Geralmente é muito difícil alguém sair de algum show do Matanza sem ter ouvido aquela música, mas neste sábado foi um dos raros momentos em que tivemos um show mais curto (1:45h), com isso alguns sons ficaram de fora e foram lamentados pelo público como “Santa Madre Cassino”, “Interceptor V6”, “Country Core Funeral” e a trilogia do bebum com “Rio de Whisky”, “Quando Bebe Desse Jeito” e “Bebe Arrota e Peida”.
 
Independente do setlist, é sempre prazeroso ir ao show de uma banda que verdadeiramente se importa com o público. Faz parte do entretenimento integrar todos os músicos com os fãs. As conduções de Jimmy nos intervalos das músicas, antes com os trocadilhos sacanas, e hoje nos deboches com os demais integrantes, faz com que a grade que separa o palco da pista seja um detalhe, e se tenha a sensação de ver amigos cantando, dando sambadinhas e avacalhando o cenário. É salutar este momento do show. 
 
Há muito o Matanza se consolidou no cenário musical brasileiro.Pelo seu estilo agressivo e autentica liberdade no palco, assim como a sua fácil comunicação. As letras despojadas não necessariamente representam o dia a dia, mas tem atitudes que um dia você já parou e pensou 'caramba naquele dia tive vontade de fazer isso ai'. São identificações assim que fazem com que esperemos o próximo disco e o próximo show pra cantar junto. – Texto: Edy Monteiro

Postado por Michael Meneses terça-feira, 31 de outubro de 2017 15:26:00 Categories: Diabo Verde DJ Renato Lima Imperator Matanza Show
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