Erasure no Brasil - A Boa Nostalgia dos Bailes da Adolescente em SP e no RJ!

O duo inglês Erasure esteve no Brasil no ultimo final de semana com a World Be Gone Tour, turnê em comemoraçãoErasure no Vivo Rio 12 5 2018 FOTO Larissa Zanchetta aos seus 30 anos e que vem percorrendo o mundo desde o ano passado. Os shows aconteceram em Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro e foram muito bem vem recebidos. Rock Press esteve nas apresentações do Rio e de São Paulo e confirmou a energia contagiante do Erasure.

ERASURE In Brasil! - TEXTOS: Silvia Cassivi (SP) e Alexandre Beckão (RJ) - FOTOS: Larissa Zanchetta

“World We´re Back – Erasure A Boa Nostalgia Adolescente” 
Espaço das Américas 11 de Maio – SP/SP

Erasure no Vivo Rio 12 5 2018 FOTO Larissa ZanchettaA casa com fumaça por todos os lados e um palco minimalista deixa muito para a imaginação quando, exatamente às 22h30min, o duo londrino formado em 1985 pelo cantor e compositor Andy Bell e pelo tecladista e também compositor Vince Clarke, acompanhados por duas banking vocais, entraram no palco iluminado de azul e arrepiaram de cara com a balada "Oh l´amour", terceiro single do álbum de 1986, "Wonderland" que, embora não tenha emplacado nas paradas de sucesso com bons números continua a ser uma das favoritas do público e aqui em São Paulo não foi diferente com a plateia cantando em coro. Andy já chega "montado", com meia calça, casaco, maquiagem e colar de pérolas, enquanto Vince se veste sobriamente com um terno apenas. A interação de Andy é constante, seja agradecendo, fazendo piadas ou dançando, fato que se repetiu por toda a noite.

Logo após a primeira música, Andy agradece em português e se desculpa por não saber dizer muito mais que isso, mas claro, é o suficiente para todos gritarem e se agitarem de emoção. O público é composto predominantemente por pessoas na faixa dos 40 e poucos anos de idade, quem obviamente foram (ao menos) adolescentes quando Erasure teve seu auge no Brasil, vale destacar aos que ficaram off nos últimos 30 anos e/ou apenas aos que não acompanham o trabalho deles de perto, lembramos que não de trata de uma volta, afinal o duo nunca parou de produzir e realizar shows pelo mundo ao longo dos anos. 

Com um palco simples a presença de Andy Bell se destaca e pouco antes da terceira música ("Breath", do álbum "Nightbird") ele tira o casaco, mostrando uma camiseta deErasure no Vivo Rio 12 5 2018 FOTO Larissa Zanchetta paetês preta com a palavra “Trashed”. Mesmo montado ele comenta com os fotógrafos que se sente um pouco cansado, mas que no palco isso passar na frente de todos e estava se sentindo fantástico! Mais uma vez ele agradece e vem a música "Just a little Love". Andy tira a camiseta de paetês e brinca dizendo que ela não é lavada desde maio de 2017 quando a turnê começou e que a camisa cheira a curry... E o que veste por baixo? A meia calça colorida e uma camisa de nylon justíssima com desenhos lembrando tatuagens; agora o colar de pérolas fica mais visível, assim como o corpo que não é aquele malhado de outrora, mas a voz e o carisma continuam os mesmos.

Interagindo com o público Andy pergunta de quando é a música "Sacred" (de 2014): "cinco anos atrás? 1954! Não sei em dizer em português" e mistura espanhol com italiano, arrancando risos gerais. Brinca com a bebida dizendo que está bebendo whisky com Coca Cola para dar um up porque geralmente é apenas whisky. Novos risos, Andy agradece, com um "Obrigado" em tom de voz sexy. Ele rebola, não anda! Vai de um lado pro outro do palco e introduz a primeira música que ele e Vince cantaram juntos, "Who Needs Love (like that)". Em praticamente todo a apresentação ele dá um show de dança, mostrando que aos 54 anos ainda tem muito fôlego. Muito pouca coisa mudou na voz e ele demonstra estar mesmo curtindo a noite como todos nós na plateia. Apresenta suas backing vocals: Valerie e Emily, logo após apresenta Vincent e o público delira para continuar o delírio com a famosíssima "Blue Savannah".

Ponto engraçado: do nada um grupo na plateia brinca com balões azuis e Andy pergunta como esconderam o show todo, se foi no estilo Kim Kardashiam (e aponta para o traseiro), Aliás, a iluminação do show é predominantemente azul, o que sugere ter mesmo alguma referência à "Blue Savannah". Perto do final do show, "Sometimes" bota mais uma vez a galera pra cantar e dançar. O Erasure sai do palco, mas o show ainda não chegou ao fim, exatamente 1 minuto depois, voltam ao bis e cantam outro hit, "A Little Respect" e encerram apresentação deixando todos com saudades dos bailinhos da adolescência. – Silvia Cassivi

“A Little Respect – Uma Noite de Erasure in Rio!” 
Vivo Rio – 12 de Maio – RJ/RJ
TEXTO: Alexandre Beckão FOTOS: Larissa Zanchetta. 

Erasure no Vivo Rio 12 5 2018 FOTO Larissa ZanchettaÉ sábado à noite no Rio de Janeiro, e a previsão do tempo pra hoje é de chuva. Quem é do Rio sabe muito bem, o que isso significa!!! Mas pra gente isso não importa, porque a nossa missão de hoje mais que compensa, aliás, é um privilégio poder ver e ouvir (Ao Vivo!) um grupo com mais de 30 anos de produção ininterrupta, e criador de Hits como o Erasure, em plena atividade.

O palco escolhido para a apresentação da World Be Gone Tour foi o Vivo Rio. Para aqueles que nunca tiveram o prazer de visitar o lugar, que fica localizado no MAM Rio – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o show sempre começa antes de entrar na casa. Já que é impossível ficar indiferente a beleza da obra-prima arquitetônica do arquiteto carioca Affonso Eduardo Reidy. Ainda mais, e na minha humilde opinião, com a iluminação noturna.

Depois de passarem por Curitiba e São Paulo o duo inglês trouxe ao Rio de Janeiro o show que vem apresentando com sucesso desde 2017 em comemoração aos seus 30 anos de carreira, e que vem sendo muito bem recebido. Sem banda de abertura, o aquecimento ficou aos encargos do veterano DJ Dom LV (criador da Festa Ploc) que atacou com muito Synthpop, Euro Disco e Dance Music da década de 1980. Com essa poderosa combinação a plateia já estava no clima certo, quando as luzes se apagaram e o show começou.

Com um design de palco e iluminação simples, porém elegante, formado de molduras e degraus em neon (bem ao estilo dos anos 1980!) e uma alta plataforma, que deixou Clarke e seus brinquedos quase que fora de vista até o final. O sempre elétrico Andy Bell e as ótimas Backing Vocals Emma Whittle e Valerie Chambers fizeram a casa vir abaixo com uma apresentação de uma hora e meia. Todos os Hits foram cantados com a colaboração do público, o que deu a apresentação um clima muito especial. Fosse você, fã ou não do Erasure...

Antes de falar do show em si, gostaria que ficasse bem claro a todos. A iluminação e o som estavam muito bem sincronizados e equalizados, e foi SIM UM SHOW AO VIVO! Digo isso, por conta de sempre ler comentários maldosos, acusando atrações de Dance Music de fazerem o uso indevido de playbacks. Dito isso, vamos ao show...

Com uma breve Intro executada sob o nome de “Song Played From Tape - Tales Of The Unexpected (Ron Grainer Song)” o palco se iluminou e transcorreu uma breve coreografia de Bell e as backing vocals. A primeira música foi a já clássica “Oh L'Amour” single do álbum Wonderland (1986). Logo de saída Bell, Emma e Valerie já mostraram ao que vieram. E com a plateia cantando junto. Na sequência, outro sucesso “Ship Of Fools” do álbum The Innocents (1988), novamente com oErasure no Vivo Rio 12 5 2018 FOTO Larissa Zanchetta acompanhamento da plateia.

A bela “Breathe” do álbum Nightbird (2005) veio para acalmar um pouco, e mostrar que as baladas românticas também tem seu espaço em um show de Dance Hits. “Just A Little Love” foi a primeira do recente World Be Gone (2017), e mostrou como eles continuam atualizados no mundo da Dance Music. Outra balada, dessa vez é “In My Arms” do álbum Cowboy (1997), mais uma vez podemos apreciar a boa sincronia das vozes com os teclados de Vince Clarke. “Chains Of Love” entra na sequência e nos leva direto aos anos oitenta. E como todo grande sucesso é acompanhado em coro pelo público. “Sacred” é a primeira do álbum The Violet Flame (2014). É Dance Music de forma pura e simples, e é executada com perfeição. “Sweet Summer Loving” é mais uma de World Be Gone, mas dessa vez uma balada com belas harmonias de voz. Andy é um excelente frontman, e se diverte oferecendo a plateia um pouco de whisky com coca, pra logo depois atacar com outro grande clássico “Victim Of Love” do disco The Circus (1987). Dessa vez ele garante os aplausos do público cantando e dançando uma alegre coreografia.

Dando continuidade entra “Phantom Bride” mais uma do The Innocents, que conta com o coro do público e o acompanhamento de Clarke no violão. Mais uma do “World Be Gone” vem pra dar aquela acalmada, afinal ainda estamos na metade do show. “Who Needs Love Like That” foi o primeiro single que o Erasure lançou 1985, na época não obteve sucesso comercial, mas anos depois atingiu o status de clássica, e assim sendo foi cantada em coro pela plateia. Com o público nas mãos a essa altura, Andy se divertia a cada intervalo interagindo com todos. Então o chão tremeu com as primeiras batidas de “Love To Hate You” do álbum Chorus (1990), e a casa veio abaixo. Um lindo exemplo de uma música que é adorada pelos fãs. Na sequência mais uma balada do “Take Me Out Of Myself” foi bem recebida pelos casais e apaixonados presentes. Na apresentação da banda, muita descontração e carinho da parte de Bell com as magnificas Emma Whittle e Valerie Chambers. Em tom de brincadeira, Andy apresentou Clarke apenas como The Boss, o que arrancou risos e calorosos aplausos da plateia. “Blue Savannah” do álbum Wild! (1989) é de longe um dos maiores sucessos da banda e com certeza é a mais conhecida por aqui e foi cantada em uníssono do inicio ao fim, e arrepiou. Arrepiou tanto, que no final arrancou algumas lágrimas de Andy, que a cantou visivelmente emocionado. 

“Drama!” também do Wild!, veio na sequência e manteve o clima. “Stop!” do Ep - Crackers International (1988) é mais um dos Erasure no Vivo Rio 12 5 2018 FOTO Larissa Zanchettagrandes sucessos, e foi acompanhada do início ao fim por todo o público. Depois mais uma do álbum Worl Be Gone, “Love You To The Sky” só fez manter o clima lá no alto. Após um breve momento de descontração com os fãs foi a vez de “Always” do álbum I Say I Say I Say (1994), ser cantada em coro com a plateia.

A essa altura do show, era visível o cansaço e a satisfação de Andy, que em momento algum deixou a bola cair. Outro clássico, “Sometimes” do álbum The Circus foi cantada novamente em parceria da plateia. Após um curto intervalo,Erasure no Vivo Rio 12 5 2018 FOTO Larissa Zanchetta retornaram para o Bis com o hino “Little Respect” do álbum The Innocents foi a catarse final da noite, mais dessa vez contou com a presença de Vince Clarke ao violão, mais Emma e Valerie junto a Andy na beira do palco e com a casa vindo abaixo em coro aos seus pés. Um final digno de artistas que tem o peso da história que eles têm. Parabéns ao Erasure por um belo show, e parabéns ao público que compareceu por uma noite tão alegre e calorosa. Após o show, rolou uma after-party a cargo da DJ Bruna Strait (Festa Treta/Festa Me So Hørny/Candybox). Ahhh, quase esqueci, não choveu! – Alexandre Beckão.

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