EDUARDO LIRA e sua Guitarra Promissora

Do Subúrbio Carioca para o Mundo!

Em 1, 2, 3, 4... entrevistamos de forma rápida como o Punk Rock dos Ramones e primorosa como o Progressivo do Yes! São sempre cinco perguntas para quem luta pela Arte, Cultura, Literatura e pelo Rock and Roll!

1, 2, 3, 4... com EDUARDO LIRA
Por Michael Meneses

O underground por vezes nos presenteia com promissores iniciativas na qual nos orgulhamos, seja pelo som, ou para nos provar que não Eduardo Lira no Portal Rock Press FOTO DIVULGAÇÃOexistem barreiras no campo da arte. Logo esse papo que determinado segmento não funciona em determinada região, no caso o Subúrbio é balela. Afinal cultura existir justamente para ultrapassar fronteiras e levar a música ou qualquer tipo de arte além! Pode-se até não ter um publico que valorize ou simplesmente acredite e isso muitas vezes porque nos mesmo não vamos à luta. Contudo sempre haverá artistas, músicos, poetas, fotógrafos, produtores, cineastas que entrarão em cena para apresentar trabalhos extraordinários que vão desconstruir essa visão do impossível. 

Exemplo disso é o guitarrista carioca Eduardo Lira. Residente em Campo Grande na Zona Oeste do Rio de Janeiro, Lira não deu ouvidos as palavras (Des) motivadoras do “Não siga esse Caminho” quando optou por trilhar por composições instrumentais que mesclam o melhor do Heavy/Hard/Prog. Canções que fazem um desavisado cogitar serem de origem americana ou europeia e descartar a possibilidade de se quer imaginar que são originárias do subúrbio carioca. Reconhecemos talentos, e por isso o Novo PORTAL ROCK PRESS bateu um papo com Eduardo Lira em mais uma edição de 1, 2, 3, 4...

1 – Você já tem história na Cena Underground Carioca. Conta um pouco dessa história, suas bandas, shows, subúrbio... Aos leitores do novo Portal Rock Press:
Eduardo Lira:
Eu comecei em 1996 tocando como todo mundo com amigos do bairro. Passei por bandas e lugares de grande referencia no Rio de Janeiro. Entre as bandas estão a Interlude, Rall Scaup, Estruendo, RotoR, Billy Toskano, Explano! e agora Deia Cassali e Katharsiis. Já toquei em lugares como o Garage, Circo Voador, Teatro Odisseia, Rio Rock and Blues e também viajando por todo Brasil. Apresentei-me em eventos com bandas do mainstream como Pitty, O Rappa, Paralamas do Sucesso, Gabriel Pensador, Planet Hemp, Cidade Negra, Lulu Santos, Capital Inicial, LsJack, e muitos outros artistas. Hoje o subúrbio carioca reforça a fama que tem, de manter a atitude combustível para manifestações artísticas. Vejo uma geração nova crescer promovendo arte, eventos e criando novos cenários. 

Eduardo Lira PORTAL ROCK PRESS Foto Divulgação2 – Mesmo tocando com grandes músicos e lançado discos com boas produções, você continua se apresentando em eventos undergrounds e não apenas em shows com melhores produções. Como você lida com isso, tendo em vista que muitos músicos se recusam a se apresentar em shows independentes?
Eduardo Lira:
Hoje o mercado sofre mudanças, e verdadeiramente não sabemos que rumo ele está tomando. Tudo é muito incerto. Eu sempre acreditei no meu propósito de fazer um som honesto, expressando minhas ideias com precisão e principalmente "fazer a diferença na vida das pessoas". Verdadeiramente atingir um publico que, de alguma maneira, enxergou no meu disco ou ao vivo uma alternativa de vida, ou de expressão artística. Acredito que o Legado é o maior objetivo do meu trabalho. Algo que seja "Timeless" no universo musical. E que eu consiga atingir o máximo de pessoas possível. Isso inclui uma casa com 50.000 pessoas e também um bar com 6 candangos. (Risos). É uma politica simples. "Tocar é o que menos faço". Quando sou chamado para um evento eu participo, produzo material de divulgação, realizo uma divulgação paralela, aciono minha rede de relacionamento e chamo os amigos dentro do segmento. Faço o tudo possível para retribuir ao produtor do evento o máximo de pessoas que posso levar. É desta maneira que me faço sempre lembrado por promotores e produtores de eventos como uma alternativa de atração.
 
3 – Como vocês ver a Cena Rock Instrumental Carioca e nacional?
Eduardo Lira:
Quando iniciei minha carreira instrumental, ouvi muitas criticas sobre o retorno que eu teria ou estar seguindo um caminho mais dificultoso. Nunca avaliei desta forma. Apenas segui um rumo natural, ouvindo e registrando de maneira franca as ideias que me surgiam. Então eu segui em frente. Não vejo que o problema está na "cena" ou no "rock". Por exemplo, quando lancei meu primeiro CD, tive algumas atividades divulgando o material junto com a assessoria e produção. Porém, quando me vi pronto para iniciar uma turnê eu peguei meu material e bati de porta em porta. E consegui de setembro à fevereiro alcançar a marca de 16 eventos como workshops e clinicas. Então eu lhe pergunto: - O problema está na cena, no rock ou está em nós?

4 – Sobre seus discos conte um pouco de cada um deles, especialmente o mais recente...
Eduardo Lira
: Lancei meu primeiro disco em fevereiro de 2016, chamado "The First Concept Project" com Eduardo Lira no Portal Rock Press FOTOS de Divulgaçãoparticipação de artistas como Felipe Andreoli (Angra) e Andria Busic (Dr.Sin), Rodrigo Boechat (Soul Spell), Samuel Costa (Folhas de Outono), Joabe Meirelles e Viny (ex-Deia Cassali). Este disco permaneceu entre os cinco mais vendidos por todo o ano, superando artistas de grande relevância no mercado, segundo a distribuidora. Antes disso, em dezembro de 2015, havia lançado um single com Andria chamado "Sunrise". Em novembro de 2016 lancei meu segundo single com participação do Luis Mariutti (Angra, Shaman) intitulado "Somewhere in the Distance". E novamente em julho de 2017 o meu segundo disco chamado "Aftermath" com Fabio Carito (Warrel Dane, Instincted), Paul Nuernberg (Katharsiis), Luis Mariutti (Angra, Shaman), Mike LePond (Symphony X). O diferencial deste segundo disco foi a minha produção musical exclusiva. Hoje meus trabalhos estão em 4 coletâneas (Roadie Metal, Imperative Music 12 e 13, The Gates of Brazilian Scene), e agora finalizei o trabalho junto com o exímio cantor Gus Monsanto (Adagio, Revolution Renaissance, Symbolica). Interpretamos juntos a música do Angra - Wishing Well para o Tributo 25th Aniversary - Edu Falaschi. Este trabalho está sendo o mais importante, já que gravei todos os instrumentos e ainda produzi. Todos estes trabalhos estão sendo difundidos internacionalmente com os parceiros MSMetalAgency, Alternative Records, Voice Music e o ELStudio.

 

5 – Quais seus projetos futuros?
Eduardo Lira:
Estou terminando de gravar e produzir alguns projetos que terão lançamento ainda este ano como o single "Seven Mirrors" da banda Panaceah, além do primeiro CD da banda Katharsiis. Posterior a isso ficarei dedicado a continuar com as apresentações do "Aftermath Latim America Tour", já que farei dois eventos na Argentina em Outubro, o "Caixa de Pandora Tour" com a Deia Cassali que vem com novo EP "Caixa de Pandora", e pegar pesado com a divulgação de todo material na Europa junto com a MSMetalAgency. 

Eduardo Lira Discografia e shows no Portal Rock Press

Texto Por: Michael Meneses - michaelmeneses@portalrockpress.com.br
Fotos: Divulgação e Arquivo Pessoal

Postado por Michael Meneses segunda-feira, 4 de setembro de 2017 16:28:00 Categories: Guitarra Hard Heavy Independente Progressivo Rock Underground
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