Peter Hook: Início, Meio e Futuro...

O lendário baixista Peter Hook volta ao Brasil para única apresentação, dia 10 de outubro na Audio Club em São Paulo. Desta vez, o Peter Hook foto divulgaçãoco-fundador do Joy Division e do New Order, para um show calcado nos álbuns: Technique e Republic do New Order. Clássicos do Joy Division completam o set. Os ingressos já à venda.

DOSSIÊ: Peter Hook: Início, Meio e Futuro...
TEXTO: Alexandre Beckão – FOTOS: Divulgação.

Peter Hook retorna ao Brasil em única apresentação, 10 de outubro na Áudio Club/SP. Desta vez, o co-fundador do Joy Division e New Peter Hook DivulgaçãoOrder destaca uma performance focada nos álbuns Technique (1989) e Republic (1993), ambos do New Order e em clássicos do Joy Division. O show faz parte de uma sequência cronológica de Hook de tocar na íntegra e na ordem, discos que formaram a trajetória do Joy Division e New Order. Hook vem acompanhado da banda The Light – que conta com seu filho Jack Bates (baixo), David Potts (guitarra), Andy Poole (teclado) e Paul “Leadfoot” Kehoe.

Em 2011, o músico veio ao Brasil com um show exclusivo sobre a curta, porém intensa trajetória do Joy Division. No ano seguinte, voltou com a turnê de Movement (1981) e Power, Corruptions And Lies (1983), os dois primeiros álbuns do New Order, e que fazem a transição do som do Joy Division para o som do New Order, o início do experimentalismo eletrônico e dos ritmos dançantes. Na penúltima temporada, em 2014, ele deu continuidade por aqui com Low-Life (1985) e Brotherhood (1986) e em 2016, Hook destacou o repertório em Substance (1987), a primeira coletânea do New Order, e que acabou se tornando o disco de maior sucesso do grupo. É o nome também da coletânea de singles do Joy Division, lançada um ano mais tarde, e que traz faixas de EPs que não aparecem nos álbuns principais, tais como: “Love Will Tear Us Apart”, “Transmission”, “Komakino” e “Atmosphere”.

Mea Culpa...
Obviamente, e na intenção de transmitir o melhor conteúdo sobre a relevância do show e vida de Mr. Hook, falaremos sobre as bandas e sua trajetória. Mas antes de mergulhar de cabeça nessa história de inovação, dramas, excessos e sucessos, gostaria de deixar uma rápida explicação... Por motivos, que me fogem a compreensão, e nem faço questão de descobrir, há mais de 30 anos me encantei com o dedilhado de “Dreams Never End”, e nunca mais parei de buscar por mais e mais... Sou Fã Incondicional do Joy Division e do New Order, desde que os ouvi pela primeira vez. E sim, amor à primeira vista existe, e essas linhas são a prova disso. Dito isso, espero que perdoem excessos de minha parte ao escrever essas linhas. Sendo assim, vamos a lenda...

You're No Good For Me - Você Não É Bom Para Mim...
Em 20 de julho de 1976, os amigos de infância, Sumner e Hook, foram separados a um show do Sex Pistols no Lesser Free Trade Hall de Manchester. Ambos saíram de lá, inspirados. No dia seguinte, Hook pediu emprestado a sua mãe 35 Libras e comprou um baixo. Enquanto Sumner revelou, que sentiu que os Pistols destruíram o mito de ser uma estrela pop, de um músico ser algum tipo de Deus que você tinha que adorar. Juntos formaram uma banda com outro amigo Terry Mason, que também foi ao show. Sumner comprou uma guitarra, e Mason uma bateria. Eles convidaram o colega de escola Martin Gresty para se juntar como vocalista, mas ele recusou depois de conseguir um emprego em uma fábrica. Um anúncio foi colocado na loja da Virgin Records em Manchester na busca por um vocalista. Ian Curtis, que os conhecia de outros shows, respondeu e foi contratado sem audição. Sumner disse que "sabia que estava certo em seguir em frente, e é nisso que baseamos todo o grupo. Se gostamos de alguém, ele está dentro".

O empresário e o vocalista do Buzzcocks, Richard Boon e Pete Shelley, batizaram a banda de Stiff Kittens, mas eles logo mudaram para Warsaw pouco antes de seu primeiro show, fazendo referência à música "Warszawa", de David Bowie. Warsaw estreou em 29 de maio de 1977 no Electric Circus, abrindo para os Buzzcocks, Penetration e John Cooper Clarke. Com esse show, receberam exposição nacional imediata devido às boas críticas na NME por Paul Morley, e na Sounds por Ian Wood. Tony Tabac tocou bateria naquela noite, depois de se juntar à banda dois dias antes. Mason logo se tornou o empresário da banda e Tabac foi substituído na bateria por Steve Brotherdale, que também tocava na banda punk Panik. Durante seu tempo no Warsaw, Brotherdale tentou a todo custo fazer com que Curtis deixasse a banda e se juntasse a Panik, ele chegou a conseguir que Curtis fizesse um teste para a banda. Em julho de 1977, Warsaw gravou uma Demo com cinco faixas no Pennine Sound Studios, em Oldham. Incomodados com o jeito agressivo de Brotherdale, o demitiram logo após a gravação quando ao voltarem para casa, pararam e pediram à Brotherdale para verificar um pneu furado; quando ele saiu do carro, saíram em disparada.

Em agosto de 1977, anunciaram em uma loja de música a busca por um baterista. Stephen Morris, que frequentou a mesma escola que Curtis, foi o único candidato. Deborah Curtis, esposa de Ian, disse que Morris se encaixava perfeitamente e sua entrada no Warsaw tornou a família completa. Para evitar confusão com a banda punk londrina Warsaw Pakt, se rebatizam como Joy Division no início de 1978. O nome veio da ala de escravidão sexual de um campo de concentração nazista citado no romance "House Of Dolls" (1955). Em dezembro de 1977, gravaram no Pennine Sound Studio o que se tornou seu primeiro EP - An Ideal For Living, e realizaram o último show como Warsaw na véspera de Ano Novo no The Swinging Apple em Liverpool. Para garantir público, mantiveram o nome de Warsaw. 

O primeiro show como Joy Division aconteceu em 25 de janeiro de 1978 no Pip's Disco em Manchester. Logo depois, foram abordados pela RCA Records para gravar um cover de Nolan "N.F." Porter "Keep On Keepin 'On". Passaram março e abril de 1978 escrevendo e ensaiando. Mas foi no show no Stiff/Chiswick Challenge no Rafters Club, em Manchester em 14 de abril, que chamaram a atenção de Tony Wilson e Rob Gretton. Na ocasião, Curtis repreendeu Wilson por não os convidar para o seu programa o So It Goes na Granada TV. Wilson respondeu, que o Joy Division seria a próxima. Gretton, DJ residente do local, ficou tão impressionado com o show, que os convenceu a contratá-lo como seu empresário. Gretton, cuja "determinação obstinada" mais tarde seria creditada por grande parte do sucesso da banda, contribuiu com as habilidades de negócios que eles não tinham para fornecer uma base melhor para a sua criatividade. 

Passaram a primeira semana de maio de 1978 gravando no Arrow Studios/Manchester. Descontentes com a Joy_division_An Ideal For Livinginsistência de John Anderson, diretor da Grapevine Rec, em adicionar sintetizadores na mixagem para suavizar o som, rescindiram do contrato assinado tão recentemente com a RCA. Em junho de 1978, lançaram oficialmente o EP - An Ideal For Living. As sessões de gravações foram bancadas pela banda, num orçamento de 400 Libras. Duas semanas depois, a faixa, "At A Later Date", foi incluída na coletânea Short Circuit: Live At The Electric Circus. A capa do EP continha um desenho de um membro da Juventude Hitlerista, e juntamente com a natureza do nome da banda, alimentou especulações sobre suas afiliações políticas. Embora Hook e Sumner admitissem mais tarde que estavam intrigados com o fascismo, Morris acreditava que o flerte com tema vinha do desejo de Joy_division_Short Circuit - Live At The Electric Circusmanter vivas as lembranças dos sacrifícios de seus pais e avós durante a Segunda Guerra Mundial. Argumentou que as acusações de simpatia neonazista só provocava a banda a "continuar fazendo isso, porque esse é o tipo de pessoa que somos".

Em setembro de 1978, fizeram sua estreia na TV tocando "Shadowplay" no So It Goes, com direito a uma introdução de Wilson. Em outubro, gravaram duas faixas com o produtor Martin Hannett para a Coletânea Dupla – 7" EP - A Factory Sample, o primeiro lançamento da gravadora de Tony Wilson, Factory Records. Na resenha da NME do EP, Paul Morley os saudou como "O Elo Perdido entre Elvis Presley e Siouxsie And The Banshees". Assinaram com a Factory, depois deles comprarem o seu contrato com a RCA. Rob Gretton se tornou sócio da gravadora para representar a banda. Em 27 de dezembro, Ian Curtis teve seu primeiro episódio epiléptico reconhecível. Durante a volta para casa do show no Hope And Anchor em Londres, Curtis sofreu um grave ataque epiléptico que o hospitalizou. Enquanto isso, a carreira deles decolava. Foram a capa do NME em 13 de janeiro de 1979. Naquele mês, gravaram sua participação para o John Peel Sessions, da BBC Radio 1. De acordo Joy_division_UnknownPleasurescom Deborah Curtis, "Entre esses dois marcos importantes estava a percepção que a doença de Ian, era algo que teríamos que aprender a lidar".

Gravaram seu álbum de estreia, Unknown Pleasures no Strawberry Studios em Stockport, em abril de 1979. O produtor Martin Hannett alterou significativamente seu som ao vivo, fato que desagradou todos na banda. Sobre o disco Peter Hook falou em 2006; "Definitivamente não saiu do jeito que eu queria (...) Mas agora eu posso ver que Martin fez um bom trabalho nele (...) Não há duas maneiras, Martin Hannett criou o som do Joy Division". A capa do álbum foi projetada por Peter Saville, que produziria a arte dos futuros lançamentos da banda. Unknown Pleasures saiu em junho, e vendeu sua tiragem inicial de 10.000 cópias. Tony Wilson disse que o sucesso relativo do disco transformou o selo Indie em um verdadeiro negócio, e uma "força revolucionária" que operava fora do esquema das grandes gravadoras.

Joy_Division_CloserTocaram na Granada TV novamente em julho de 1979, e fizeram sua única aparição em rede nacional na TV em setembro no programa Something Else, da BBC 2. Abriram para os Buzzcocks em uma turnê britânica de 24 shows que começou em outubro, o que permitiu que deixassem de vez seus empregos regulares. O single não incluído no álbum "Transmission" foi lançado em novembro. O crescente sucesso atraiu seguidores dedicados, que eram estereotipados como "jovens intensos vestidos com sobretudos cinza". Percorreram a Europa em janeiro de 1980. Embora o cronograma fosse pesado e cansativo, Curtis teve apenas dois ataques epiléticos, ambos nos últimos dois meses da turnê. Em março, a banda gravou seu segundo disco Closer, novamente com Hannett na produção, no Britannia Row Studios, em Londres. Naquele mês, lançaram o singleJoy Division_Licht Und Blindheit "Licht Und Blindheit", com "Atmosphere" (Lado A) e "Dead Souls" (Lado B), pelo selo independente francês Sordide Sentimental. A falta de sono e as longas horas dedicadas às atividades da banda desestabilizaram a epilepsia de Curtis e, consequentemente, suas crises se tornaram quase incontroláveis. Curtis muitas vezes experimentava convulsões durante as apresentações ao vivo, o que o deixava envergonhado e deprimido. À medida que a banda ficava cada vez mais preocupada com a condição médica de Curtis, algumas pessoas na plateia achavam que suas convulsões faziam parte do show.

Em 7 de abril, Curtis tentou suicidar-se com uma overdose de Fenobarbital, seu medicamento anticonvulsivo. Na noite seguinte, estava marcado um show no Derby Hall, em Bury. Curtis estava muito doente para se apresentar, então por insistência de Rob Gretton, tocaram um set combinado com Alan Hempsall (Crispy Ambulance) e Simon Topping (A Certain Ratio) cantando os primeiros sons e com Curtis cantando uma parte do show. Quando Topping voltou para o final do set, parte da plateia jogou garrafas no palco. A piora na saúde de Curtis levou ao cancelamento de vários outros shows em abril.

A última apresentação ao vivo do Joy Division ocorreu no High Hall da Universidade de Birmingham em 2 de maio, e incluiu a única apresentação de "Ceremony", uma das últimas canções escritas por Curtis e mais tarde gravada pelo New Order como seu primeiro single. A produção de Hannett foi amplamente elogiada. No entanto, assim como em Unknown Pleasures, tanto Hook quanto Sumner estavam insatisfeitos com a produção. Hook disse que quando ouviu a mixagem final de "Atrocity Exhibition", ficou desapontado com o fato da crueza do som ter sido amenizada. Ele escreveu, "Eu estava tipo, 'Oh, caralho, está acontecendo de novo. Unknown Pleasures número dois... Martin tinha fodido com a guitarra com seu Marshall Time Waster. Fez parecer alguém estrangulando um gato, e na minha opinião, certamente matou a música. Eu estava tão irritado com ele, tinha dado a ele um pedaço da minha mente, mas ele apenas se virou e disse foda-se!". Peter Hook tocou guitarra nessa faixa.

A primeira turnê americana estava programada para maio de 1980. Curtis estava entusiasmo, mas seu casamento com Deborah estava muito tenso, em grande parte devido ao seu caso com a jornalista e promotora musical belga Annik Honoré, que ele conheceu durante a turnê europeia em 1979. Essa tensão foi ainda mais intensificada por seus problemas de saúde, a exclusão de sua esposa do círculo íntimo da banda (parte da banda tratava suas esposas ou namoradas dessa maneira), e as preocupações de Curtis sobre como o público americano reagiria à sua epilepsia.

Na véspera à partida para os EUA, Curtis retornou à sua casa em Macclesfield para conversar com Deborah e pediu a ela para desistir do divórcio. Horas depois, ele pediu a ela para deixá-lo sozinho até hora de ele pegar o trem para Manchester na manhã seguinte. Em 18 de maio de 1980, tendo passado a noite assistindo ao filme “Stroszek” de Werner Herzog, Curtis se enforcou em sua cozinha. Deborah encontrou seu corpo ao retornar a casa. Foi um choque e tanto para todos da banda, quanto para os seus empresários. Em 2005, Wilson lembrou: "Acho que todos nós cometemos o erro de não pensar que seu suicídio iria acontecer. Nós todos subestimamos completamente o perigo. Nós não levamos isso a sério. Foi assim que fomos estúpidos". O crítico musical Simon Reynolds disse que o suicídio de Curtis "O fez um mito instantâneo". O obituário de Jon Savage dizia: "Agora ninguém se lembrará de como era seu trabalho com o Joy Division, ele será lembrado como trágico e não corajoso". Em junho de 1980, o single póstumo "Love Will Tear Us Apart" foi lançado, e atingiu o 13º lugar na UK Singles Chart. No mês seguinte, Closer foi lançado, chegando ao 6º lugar na UK Albums Chart. Charles Shaar Murray da NME escreveu: "Closer é um memorial tão magnífico tanto para o Joy Division, quanto para Ian Curtis, como para qualquer músico popular pós-Presley poderia ter". Stephen Morris disse que mesmo sem o suicídio de Curtis, era improvável que o Joy Division tivesse suportado como estavam.

A banda havia feito um pacto antes da morte de Curtis de que, se algum integrante saísse, os restantes mudariam o nome do grupo. Renomeando-se New Order, a bandaJoy_Division_Still renasceu como trio com Sumner assumindo deveres vocais. Mais tarde recrutaram a namorada de Morris, Gillian Gilbert, para completar o grupo como tecladista e segundo guitarrista. Tendo começado como membro do grupo punk The Inadequates, Gilbert tornou-se amiga da banda e tocou guitarra em uma apresentação do Joy Division quando Curtis não pôde tocar. O single de estreia do New Order, "Ceremony” (1981), foi feito a partir das duas últimas músicas escritas com Curtis. Sobras de estúdio e material ao vivo foram lançados desde o fim precoce da banda. O álbum póstumo Still (1981) tem faixas ao vivo e raridades. A Factory Records lançou a coletânea Substance (1988), incluindo vários singles fora de catálogo. A coletânea Permanent (1995), assim como a abrangente Box-Set: Heart And Soul (1997) saíram pela London Records, que adquiriu o catálogo do Joy Division após a falência da Factory Records em 1992.

O Legado: Apesar de sua curta carreira, o Joy Division exerceu grande influência. Inspirando bandas tão diversas quanto os joy_division_Substancecontemporâneos U2 e The Cure para artistas como Radiohead, Nine Inch Nails, Neurose, Interpol, Bloc Party, The Editors, Karma To Burn e até do rap. O rapper Danny Brown é conhecido por ter nomeado um de seus discos após ouvir a música "Atrocity Exhibition", cujo título foi em parte inspirado pela coleção de novelas condensadas de mesmo nome de 1970, por J. G. Ballard. Em 2005, tanto o New Order como o Joy Division entraram no Music Hall Of Fame UK.

O som sombrio da banda, que Martin Hannett descreveu em 1979 como "Música dançante com toques góticos", pressagiam o gênero do Rock Gótico. Embora o termo "gótico" originalmente descrevesse uma "atmosfera de desolação" na música do final da década de 1970, o termo logo foi aplicado a bandas específicas como a Bauhaus que se seguiu na esteira do Joy Division e Siouxsie And The Banshees. Os clássicos musicais dos primeiros nomes do rock gótico incluíam "linhas de baixo bem agudas ao estilo Joy Division que assumiam o papel melódico" e "vocais que eram quase operísticos (influenciados por Jim Morrison) ou profundos e monótonos (influenciados por Ian Curtis)".

Foram interpretados em dois filmes, 24 Hour Party People/A Festa Nunca Termina (Longa de 2002 e falamos desse mais abaixo). Já o filme Control (2007), dirigido por Anton Corbijn, é uma biografia de Ian Curtis (interpretado por Sam Riley) que usa como base a biografia “Tocando à Distância” (1995) de Deborah Curtis sobre o marido. Control teve estreia internacional na noite de abertura da Quinzena do Diretor no Festival de Cannes de 2007, sendo muito bem recebido. No mesmo ano, Grant Gee dirigiu o documentário intitulado simplesmente de Joy Division.

Dreams Never End – Sonhos Nunca Morrem...
New_Order_MovementEm 29 de julho de 1980, o trio ainda sem nome estreou no palco do Manchester's Beach Club. É dado a Rob Gretton, empresário da banda, o credito de tê-los batizados de "New Order" graças a um artigo do The Guardian intitulado "A Nova Ordem Popular do Kampuchea". Adotaram este nome, apesar de ser usado pela banda The New Order, do ex-Stooges Ron Asheton. Eles afirmam que New Order (assim como o caso de Joy Division) não traça uma linha direta com o Nacional Socialismo ou o Fascismo. Passaram a ensaiar com todos se revezando nos vocais. Sumner finalmente assumiu o papel, já que poderia cantar quando não estivesse tocando guitarra. Para completar o line-up queriam alguém que conhecessem, e cuja habilidade musical e estilo eram compatíveis. Gretton sugeriu a namorada de Morris, Gillian Gilbert, que foi convidada para se juntar à banda no início de outubro de 1980, como tecladista e guitarrista. O primeiro show como New Order ocorreu no The Squat, em Manchester, em 25 de outubro de 1980 e o primeiro lançamento foi o single "Ceremony", com o lado B "In A Lonely Place". Sons escritos semanas antes à morte de Curtis. Com o lançamento do álbum Movement, em novembro de 1981, o New Order inicialmente seguiu o mesmo caminho de sua encarnação anterior, executando músicas sombrias e melódicas, embora com o uso crescente de sintetizadores. Foi um período sombrio e triste, já que ainda se recuperavam da morte de Curtis. Hook comentou que a melhor coisa das gravações de Movement, foi que o produtor Martin Hannett mostrou-lhes como usar uma mesa de mixagem, o que lhes permitiu produzir seus álbuns sozinhos a partir de então. Mais recentemente, Hook revelou: "Eu acho que Movement é realmente um trabalho bruto em geral - para mim, quando você considera as circunstâncias em que foi escrito, é um disco fantástico".

O New Order foi à Nova York em 1981, onde descobriram o Post-Disco, Freestyle e Electro. Passaram a ouvir Italo Disco para se animar, enquanto Morris caia de cabeça na programação de Drum Machine. Os singles "Everything's Gone Green" e "Temptation" viram uma mudança rumo a Dance Music. Em maio de 1982, era inaugurado em Manchester o clube The Haçienda, propriedade da Factory Records e do New Order, que recebeu um número de catálogo da fábrica: FAC51. A inauguração do primeiro super club do Reino Unido foi marcado por uma peça instrumental de quase 23 minutos inicialmente nomeada "Prime 5 8 6", mas lançada 15 anos depois como "Video 5 8 6". Composta principalmente por Sumner e Morris, "Prime 5 8 6" (ou "Video 5 8 6") foi uma versão inicial de "5 8 6" que continha elementos rítmicos que mais tarde apareceriam em "Blue Monday" e "Ultraviolence". 

New_Order_Power Corruption & LiesPower, Corruption & Lies, foi lançado em maio de 1983, fortemente baseado nos sintetizadores, era uma mudança dramática em relação ao som do álbum anterior, embora tivessem insinuado o aumento do uso da tecnologia durante o processo de criação. Com ele encontraram sua sonoridade, misturando o Techno inicial com suas raízes, baseado em guitarra, e mostrando a forte influência de artistas como Kraftwerk e Giorgio Moroder. Indo mais nessa direção havia o single "Blue Monday", sequenciado eletronicamente, com ritmo 4X4. Inspirados por Klein & MBO "Dirty Talk" e o clássico de Sylvester, "You Make Me Feel (Mighty Real)", "Blue Monday" se tornou o single de 12 polegadas independente mais vendido de todos os tempos no Reino Unido. No entanto, para grande desgosto do público, "Blue Monday"  não foi incluída em Power, Corruption & Lies, o que resultou na aplicação de um adesivo em cópias do disco dizendo: "Does Not Contain Blue Monday" (Não contém Blue Monday), isso também foi feito no formato K7 em alguns países, como Austrália e Nova Zelândia, e no lançamento original do CD na América do Norte, juntamente com o Lado B, "The Beach". Peter e Bernard, repetidamente, protestaram contra a ideia dos discos, diziam: “Por causa disso, uma banda deveria fazer cada música individualmente o melhor possível, esqueça o conceito de álbuns e seu filtro de material. Por isso “Blue Monday” não foi incluído no Power, Corruption & Lies, precisamente porque foi o poder, a corrupção e as mentiras do negócio musical que nos obrigou a comprometer-se a fazer álbuns em primeiro lugar”.

O single "Confusion” (1983) estabeleceu firmemente o grupo como uma força da Dance Music, inspirando vários músicos nos anos New_Order_Low_Lifeseguintes. Em 1984, lançaram o single pesadamente sintetizado "Thieves Like Us", depois veio outro peso, "Murder", uma prima não muito distante de "Ecstasy" do Power, Corruption & Lies. Low-Life (1985) é considerado um dos trabalhos mais fortes, mostrando o momento em que completaram a transformação de ícones do Post-Punk para Dance Rockers. O disco mostrou o aumento no uso de sintetizadores e samplers, porém preservando os elementos do Rock dos trabalhos anteriores. Refinado na mistura de estilos e trouxe "The Perfect Kiss" e "Sub-culture", cujos videoclipes foram dirigidos por Jonathan Demme.

Em fevereiro de 1986, veio à trilha sonora do filme "A Garota Rosa Shocking" que trazia "Shellshock", e foi lançado pela A & M Records. Uma versão instrumental de "Thieves Like Us" e o instrumental "Elegia" apareceram no filme, mas não estavam na trilha sonora. Mais tarde naquele verão, encabeçaram um Line-Up que incluiu The Smiths, The Fall e A Certain Ratio durante o Festival Of The Tenth Summer no G-Mex, de Manchester. 

Brotherhood (1986) era dividido em duas abordagens em lados separados do disco. O álbum incluía "Bizarre Love Triangle", um grande Dance Hit e "Angel Dust", uma faixa New_Order_Brotherhoodque combinava uma batida Synth com efeitos de guitarra da época de Low-Life. Enquanto percorriam os EUA com os amigos do Echo & The Bunnymen, no verão de 1987, viram o lançamento da coletânea Substance, que contou com um novo single "True Faith". Substance foi muito importante ao juntar os singles de 12 polegadas do grupo pela primeira vez, e apresentou novas versões de New_Order_Substance"Temptation" e "Confusion" rebatizadas como "Temptation '87" e "Confusion '87". Um segundo disco apresentava vários dos lados B dos singles do primeiro disco, assim como os Lados A "Procession" e "Murder". O single de "True Faith", com seu vídeo surreal, se tornou um sucesso na MTV e o primeiro Hit americano. Em dezembro de 1987, lançaram outro single, "Touched By The Hand Of God", com um vídeo dirigido por Kathryn Bigelow, parodiando o Glam-Metal. O single atingiu a 20º lugar na UK Singles Chart e o 1º lugar na parada independente do Reino Unido. Nessa época, o grupo foi fortemente influenciado pelos sons baleáricos de Ibiza, que estavam entrando pelo Haçienda.

SHOW NO BRASIL!
Durante 1988 excursionaram numa grande turnê mundial, o que rendeu uma passagem lendária pelo Brasil, com shows no Maracanãzinho/RJ (25/11/1988), Gigantinho/Porto Alegre (28/11/1988), Olympia/São Paulo (30/11/1988), e Ibirapuera/SP (1, 2, 3/12/1988). Essa vinda ao Brasil criou uma lenda urbana tupiniquim, dizem que a extinta TV Manchete, teria exibido um especial do show no Maracanãzinho. Porém, por motivos que ninguém não esclareceu, a exibição não teve divulgação durante a programação e foi exibida no horário do “corujão”, ou seja bem na madruga. É um fato conhecido dos que se lembram, que a Rede Manchete daquela época passava os shows no Brasil, caso do The Cure, no Maracanãzinho (28/3/1987), e Echo And The Bunnymen no Canecão (11/5/1987), entre outros, e depois exibia especiais destes (sempre em horário nobre e/ou nas tardes de Sábado e domingo e com chamadas na programação). Mas mesmo assim, perguntas ficaram sem resposta: Por que passar o show de surpresa? E num horário tão ruim? Por isso ninguém conseguiu gravar o show? Se foi gravado porque ainda não tá no YouTube, como os shows do Cure, do Echo e outros? Como diria Fox Mulder (rsrsrs...) a resposta está enterrada no imenso acervo de 5.500 fitas da Rede Manchete, hoje no controle da Fundação Padre Anchieta/TV Cultura, que já digitalizou quase a todo o material, mas que só estará disponível a partir de 2053, quando as gravações passarão para o domínio público.

In The Balearic Beat Of Ibiza... – Na Batida Baleárica de Ibiza...
New_Order_TechniqueGravado parcialmente nos Mediterranean Sound Studios em Ibiza, Technique foi lançado em fevereiro de 1989. E entrou em 1º lugar nas paradas no Reino Unido, e tinha na mistura sonora a influência da Acid House (como na faixa de abertura "Fine Time"), e um som Rock mais tradicional (como no single "Run 2"). O álbum era uma mistura de músicas otimistas e acessíveis, combinada com letras diretas e fortes. Durante o verão de 1989, divulgaram Technique em uma turnê com o Public Image Ltd, Throwing Muses e The Sugarcubes nos EUA e no Canadá, no que a imprensa apelidou de a turnê "Monsters Of Alternative Rock". Nesta época, os membros da banda também começaram projetos paralelos, incluindo Electronic (Sumner com Johnny Marr) e o Revenge (Hook com Davyth Hicks). Morris e Gilbert começaram a trabalhar juntos no trabalho de produção de temas televisivos.

Em 1990, gravaram a canção oficial da campanha da Copa do Mundo para a seleção de futebol da Inglaterra, "World In Motion". A música foi co-escrita com o comediante Keith Allen, e foi um grande sucesso no Reino Unido. O tema foi originalmente batizado de "E For England", no entanto a Football Association vetou o nome ao perceber que se tratava de uma referência ao Ecstasy, uma droga fortemente associada ao Haçienda. Allen alegou, que seu rascunho original incluía "E is for England, England starts with E / We'll all be smiling when we're in Italy." ("E é para a Inglaterra, a Inglaterra começa com E / Todos estaremos sorrindo quando estivermos na Itália."). A música também contou com cânticos de membros da equipe inglesa e Allen, e um Rap do lateral esquerdo John Barnes. Novamente produzidos por Stephen Hague, que a banda escolheu para produzir seu próximo disco.

New Order_RepublicO álbum Republic, foi ofuscado pelo colapso da Factory. O selo passava por problemas financeiras e foi forçado a declarar falência em 1992. O New Order nunca teve um contrato com a Factory. Embora incomum para uma grande banda, essa era a prática padrão da Factory até meados da década de 1980. Por isso, a banda e não a Factory, possuíam legalmente toda sua obra. Isso foi citado pelo próprio Wilson, como a principal razão pela qual a oferta da London Records em 1992 para comprar o selo em dificuldades caiu. Após o colapso da Factory, assinaram com a London Records, assim como Morris e Gilbert separadamente para o projeto paralelo The Other Two, cujo disco de estreia estava planejado pela Factory. Republic, teve lançamento mundial em 1993, e gerou os singles "Regret" (single de maior sucesso nos EUA), "Ruined In A Day", "World" e "Spooky". Após lançarem Republic, o New Order foi colocado em espera e se concentrou nos projetos paralelos.
 
Como o disco de estreia do The Other Two lançado em 1993. No ano de 1994, uma nova coletânea de singles foi lançada, intitulada The Best Of New Order, reunindo todos os singles desde Substance (1987), bem como faixas extras: "Vanishing Point" (Technique, 1989), "The Perfect Kiss", "Thieves Like Us", "Shellshock" e novas versões de "True Faith", "Bizarre Love Triangle", "1963" e “Round & Round". Apenas, "True Faith" e "1963" (em versão mais direcionada para guitarra produzida por Arthur Baker) saíram em singles promocionais. Esta coletânea foi seguida por um disco de remixes, The Rest Of New Order (1995), apresentando uma seleção de mixagens existentes de clássicos da banda. Algumas versões continham um disco extra ou K7 composto inteiramente de remixes de "Blue Monday"

A Volta...
Voltaram a se reunir em 1998, por sugestão de Rob Gretton. Quase cinco anos haviam se passado, desde a última vez que se viram. Sumner disse: "Nós decidimos que antes de aceitar fazer qualquer show, teríamos uma reunião, e que se alguém tivesse algum ressentimento para suportá-los". Na segunda reunião, todos concordaram em continuar tocando e agendamos o show de reunião, seria no Phoenix Festival. Além de sons raros, decidiram começar a tocar músicas do Joy Division novamente. Quando o Phoenix Festival foi cancelado devido à baixa venda de ingressos, tocaram na última noite do Reading Festival daquele ano. 

New Order - Get ReadyLançado em 2001, Get Ready, foi o retorno ao Rock, uma volta às guitarras. De acordo com Sumner, “O álbum foi mais pesado na guitarra, simplesmente porque sentimos que tínhamos deixado o instrumento sozinho por muito tempo". Fã de longa data, Billy Corgan do Smashing Pumpkins tocou guitarra e cantou na faixa "Turn My Way", e em 2001 excursionou por algumas datas com a banda no Reino Unido, EUA e Japão. De volta, Phil Cunningham (ex-Marion) juntou-se à banda, substituindo Gilbert, que se recusou a fazer uma turnê para cuidar dela mesma e dos filhos. Bobby Gillespie (Primal Scream) cantou em "Rock The Shack". Saem os singles "Crystal", "60 Miles An Hour" e "Someone Like You". Em 2002, Q Magazine pôs o New Order na lista das "50 Bandas Para Ver Antes de Morrer".

Tanto o New Order quanto o Joy Division foram retratadas no filme "24 Hour Party People" (A Festa Nunca Termina de 2002) de Michael Winterbottom, mostrando a ascensão e a queda da Factory Records como visto pelos olhos do fundador da gravadora, Tony Wilson. Aparições no filme, do próprio Wilson, juntamente com Mark E. Smith (The Fall), e antigos membros do Happy Mondays e do Inspiral Carpets, emprestaram um grau de legitimidade à película. O filme também retratou outros artistas da Factory, incluindo o Happy Mondays e o Durutti Column. A trilha sonora contou com uma nova faixa "Here To Stay", produzida pelos Chemical Brothers, que foi lançada como single. O videoclipe do single destacou cenas tiradas do filme. Tony Wilson disse o seguinte: "É tudo verdade, e nada é verdade. Não é um documentário do caralho", e que ele favoreceu o "mito" sobre a verdade.

Lançaram um novo álbum em março de 2005, “Waiting For The Sirens' Call”, o primeiro com Phil Cunningham que substituiu Gilbert (agora casada com Morris) para que elaNew Order - Waiting For The Sirens' Call pudesse cuidar dos filhos. Os singles deste foram "Krafty", "Jetstream" que contou com vocais de Ana Matronic (Scissor Sisters), e a faixa-título. No NME Awards de 2005, tanto o New Order e o Joy Division receberam o prêmio "Godlike Geniuses", concedido por realizações duradouras. No mesmo ano, lançaram uma coletânea de grandes sucessos, Singles. O lançamento continha 2 CDs, e foi uma versão atualizada da coleção Substance (1987), e contendo todos os singles desde 1981 até "Waiting For The Sirens' Call". No entanto, ao contrário da Substance, que se concentrou quase exclusivamente nas versões de 12 polegadas dos singles do grupo, Singles coletou as versões de 7 polegadas, muitas das quais como "Ceremony", "Temptation" e "Confusion", nunca haviam sido lançadas em CD. Em 2006, a faixa "Guilt Is A Useless Emotion" foi indicada ao Grammy Award na categoria de “Melhor Gravação Dance”. Fizeram shows e curtas turnês no Reino Unido, Brasil e Argentina. Após o show de Buenos Aires, em novembro de 2006, Peter Hook sugeriu que a banda parasse com turnês. 

Em de maio de 2007, Hook foi entrevistado pela emissora britânica XFM, originalmente para falar sobre sua contribuição no disco de estreia da nova banda de Perry Farrell o Satellite Party. Na ocasião afirmou: "Eu e Bernard não estamos trabalhando juntos". Para complicar ainda mais, o NewOrderOnline, um site com apoio do New Order Management, relatou: "De acordo com uma fonte próxima à banda, a notícia sobre a divisão é falsa... O New Order ainda existe apesar do que (Hook) disse (…) Peter Hook pode deixar a banda, mas isso não significa o fim do New Order”. 

No entanto, Sumner revelou em 2009, que não queria mais fazer música como New Order. Em setembro de 2011, anunciaram uma reunião, a primeira desde 2006, no Ancienne Belgique, em Bruxelas, em 17 de outubro, e no Bataclan, em Paris, em 18 de outubro. A formação da banda incluía a tecladista Gillian Gilbert, que retornou à banda após um intervalo de dez anos, e o baixista Tom Chapman (ex-Bad Lieutenant), no lugar de Peter Hook. Eles tocaram também em Londres e na América do Sul em dezembro. Em dezembro de 2011, lançaram “Live At The London Troxy”, um álbum ao vivo de sua apresentação dias antes no The Troxy, em Londres. Este lançamento contou com a nova formação, e seu primeiro show em Londres em mais de cinco anos. Eles continuaram a turnê ao longo de 2012, incluindo uma pequena turnê pela Nova Zelândia e Austrália entre fevereiro/março. Tocaram no Festival T In The Park na Escócia, em 3 e 4 de julho, e no EXIT Festival em Novi Sad na Sérvia, em 13 de julho. Tocaram no Hyde Park com Blur e The Specials na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos.

New Order - Lost SirensEm dezembro de 2012, foi anunciado que Lost Sirens seria lançado no Reino Unido em janeiro de 2013. Lost Sirens possui oito sobras de Waiting For The Sirens' Call. Gillian Gilbert reconheceu problemas com o Peter Hook, e afirmou que havia assuntos ligados a direitos autorais. Lançaram sua primeira música inédita desde as gravações de Waiting For The Sirens' Call, "Singularity", durante o Lollapalooza Chile em março de 2014. Em julho, o grupo excursionou pelo EUA, onde lançaram a música "Plastic". Em 2 de setembro, foi anunciado que a banda decidiu lançar o novo álbum pela Mute Records. Porém catálogo New Order permanecia com a Warner Music.

Em 22 de setembro de 2015, lançaram Music Complete, o primeiro disco sem Peter Hook, produzido basicamente pela banda, exceto "Singularity" e "Unlearn This Hatred", ambas produzidas por Tom Rowlands (Chemical Brothers) e "Superheated" produzido por Stuart Price. Já em novembro, Hook processou Bernard Sumner, Stephen Morris e Gillian Gilbert. Em uma objeção, alegou que eles criaram uma nova empresa nas suas costas, gerando uma renda de 7,8 milhões de libras em 4 anos, enquanto ele recebeu apenas uma fração do valor, assim como por usar o nome New Order. Os três músicos insistiram que trataram Hook de forma justa, e que sua participação nos royalties era razoável. O juiz determinou que havia "pelo menos uma perspectiva razoável" da parte de Hook, provando que ele não estaria recebendo o valor justo pelos royalties e que estava disposto a acatar o caso, pedindo às partes que chegassem a um acordo amigável e evitando assim custas judiciais de cerca de 900.000 Libras. Em julho de 2017, tocaram no Manchester International Festival com Liam Gillick. Em 20 de setembro de 2017 o site da banda anunciou um acordo colocando fim às disputas judiciais.

Legado: O som do New Order mistura Rock com Dance Music, como pode ser visto em faixas como "Temptation” (1982), "Blue Monday” (1983) e "True Faith” (1987). Hook afirmou que a mudança na sonoridade sombrias em 1981, para produção mais Electro/Rock em 1982 foi inspirada no som do Kraftwerk (sendo reconhecida no single "Krafty", que trazia como referência a arte de Autobahn), dos americanos Sparks, que criou um som Disco/Electro/Rock com a produção de Giorgio Moroder em seu álbum No. 1 In Heaven, e também na colaboração Moroder/Donna Summer em "I Feel Love". A colaboração do New Order com o DJ de Nova York, Arthur Baker, foi inspirada nos sons dos discos do Grandmaster Flash, Furious Five e Afrika Bambaataa & The Soulsonic Force. Esta síntese estabeleceu as bases ao Dance-Rock atuais. A arte das capas do grupo deu a eles o status de ícones na cena alternativa, e demonstrou considerável longevidade. De acordo a Allmusic, são considerados o "Primeiro Grupo de Dance Music Alternativo, com sua fusão de Post-Punk frio e sombrio com Synth-Pop no estilo Kraftwerk", mas também rotulados como: Synth-Pop, Pop, Post-Punk, New Wave, Dance-Rock e Electronica. Influenciaram intensamente músicos de Techno, Electro, Freestyle, House Music, Rock e Pop, incluindo Pet Shop Boys, 808 State, Chemical Brothers, The Killers, Arcade Fire e Moby, e foram influenciados por ícones como David Bowie, Neu!, Kraftwerk e Cabare Voltaire e Giorgio Moroder.

Como baixista Peter Hook contribuiu muito para o som do New Order, desenvolvendo uma técnica de baixo idiossincrática. Ele usa o baixo como instrumento principal, tocando melodias nas cordas altas com um pesado efeito de Chorus que é sua assinatura, deixando as linhas de baixo reais em teclados ou sequenciadores. Isso tem sido frequentemente citado como uma característica definidora do som do New Order. Aliás, todos na banda podem, e mudam de instrumentos durante os shows, como evidenciado no vídeo de Jonathan Demme para "The Perfect Kiss", e nos registros das apresentações em Taras Shevchenko (Nova York, Nov/1981) e Pumped Full Of Drugs (Tóquio, Maio/1985). Nesses shows, Sumner alternou entre guitarra, teclados, escaleta e (em "Confusion") baixo; Gilbert alternou entre teclado e guitarra; Morris entre bateria e teclados; e Hook tocou baixo e bateria eletrônica. Taras Shevchenko também achou notável o fato de todos na banda terem saído do palco antes da última música, "Temptation", chegar ao fim.

What Do You Want From Me? - O Que Você Quer de Mim?...
LIVRO-The Hacienda_ How Not to Run a ClubHook esteve envolvido em vários outros projetos ao longo da carreira. Na década de 1990, Hook gravou com o Killing Joke com a intenção de se juntar àMonaco-Music For Pleasure banda. Porém, o baixista original Martin “Youth” Glover retornou para a banda. Em 1995, ele excursionou com o Durutti Column. Gravou um álbum com a banda Revenge, One True Passion (1990) com Davyth Hicks e Chris Jones, e dois com o Monaco, Music For Pleasure (1997) e Monaco (2000) (ambos como baixista, tecladista e vocalista) com David Potts. O Monaco ganhou destaque por conseguir um grande Hit "What Do You Want From Me?”, em 1997. Hook também formou uma banda chamada Freebass com os baixistas Mani (Stone Roses), Andy Rourke (The Smiths) e o vocalista Gary Briggs, que esteve ativa de 2007 à 2010, e gravou o disco It's A Beautiful Life (2010). Contribuiu para o único álbum do Satellite Party de Perry Farrell, Ultra Payloaded (2007). Foi destaque em "Dirty Thirty" e "Blunts & Robots", do disco Divided By Night (2009) da dupla de DJs Crystal Method. Em outubro de 2009, lançou seu livro sobre seu tempo como coproprietário do Hacienda, How Not To Run A Club (algo como “Como Não Administrar Um Clube”). Ainda inédito no Brasil.

E em fevereiro de 2010, Peter Hook abriu um novo clube em Manchester, FAC 251 - The Factory e o inaugurou tocando com sua nova banda, Peter Hook And The Light. O clube está situado na antiga sede da Factory Records. Em 18 de maio de 2010, o 30º aniversário da morte de Ian Curtis, Peter Hook And The Light fizeram um show/tributo ao Joy Division, no set list, todas as faixas de Unknown Pleasures. Em 2011, Peter Hook And The Light lançaram o EP - 1102 2011, quatro versões de músicas do Joy Division, incluindo "Pictures In My Mind", que nunca foi gravada. O EP leva o nome da data de gravação palíndromo de 11 de fevereiro de 2011 no Blueprint Studio, Salford. A vocalista do Happy Mondays, Rowetta, canta versões de "Atmosphere", "New Dawn Fades" e "Insight". Hook canta "Pictures In My Mind", um som inacabado do Joy Division descoberto em uma fita-demo por fãs. A música foi gravada em 1977, no período entre Warsaw e Unknown Pleasures. A música é vibrante e tem pegada Punk, foi completada para este lançamento, e foi declarada como "uma adição digna ao cânone do Joy Division" pelo DJ Mark Radcliffe, BBC 6.

LIVRO Substance_ Inside New Order-Em 2012, Mr. Hook lançou um programa de mestrado em Gestão e Promoção da Indústria Musical na Universidade de Lancashire. Ele oferece a oportunidade de estudar o negócio da música em nível de pós-graduação, e obter experiência prática de trabalhar dentro da indústria. Os alunos combinariam seus estudos acadêmicos com uma colocação em uma instituição da indústria da música comercial trabalhando em projetos reais. O curso oferece uma experiência que envolveria trabalhar na Factory 251, fornecendo contato com figuras significativas da indústria ligadas a essa empresa culturalmente importante. Hook recebeu uma bolsa honorária da mesma instituição. Em 29 de janeiro de 2013, Hook publicou Unknown Pleasures: Inside Joy Division, um relato autobiográfico da breve existência da banda. Em 6 de outubro de 2016, ele lançou outro livro Substance: Inside New Order. Ambos inéditos no Brasil.

No ano de 2016, The Light excursionou na Europa, no repertorio, singles dos álbuns Substance, do Joy Division, e Substance do New Order. Começaram em junho, e após passarem pelo Reino Unido, seguiram para Estados Unidos e Canadá. Em dezembro, a banda veio a América do Sul e continuaram em turnê em 2017. No mesmo ano, para a Record Store Day, lançaram 4 discos ao vivo com registros dos shows em Manchester: Closer: Live Tour 2011 – Live In Manchester (2017); em Dublin: Movement: Tour 2013 – Live In Dublin (2017); Power, Corruption, & Lies: Tour 2013 – Live In Dublin (2017); e em Leeds: Unknown Pleasures: Tour 2012 – Live In Leeds (2017). Que cobrem a era Joy Division, bem como o início do New Order. Em 2018, continuaram em turnê pela Europa, EUA, Reino Unido e Austrália, desta vez sem Jack Bates.

O Retorno da Luz ao Brasil...
Agora Mr. Hook, volta ao Brasil mais uma vez acompanhado do The Light – que conta com seu filho Jack Bates (baixo), David Potts (guitarra), Andy Poole (teclado) e Paul “Leadfoot” Kehoe (bateria). O show é recheado de clássicos do Joy Division, tais como: "Love Will Tear Us Apart", "Transmission" e "She's Lost Control", e segue com Hits de Technique - “Fine Time”, “Round & Round”, "Mr. Disco" e "Vanish Point"; e de Republic - "Regret", "World" e "Ruined In A Day". E depois de tudo isso, você não vai querer perder esta oportunidade histórica... Vai??? - Alexandre Beckão.


SERVIÇO:
LOCAL: 
Audio Club - Av. Francisco Matarazzo, 694 - Barra Funda/SP. Tel.: (11) 3862.8279.
DATA: 10 de Outubro de 2018 (quarta-feira), às 21h.
CLASSIFICAÇÃO: 18 anos. Entrada de pessoas com 16 ou 17 anos, apenas acompanhadas de um responsável legal e/ou maior de idade (com termo preenchido, assinado e firma reconhecida em cartório).
CAPACIDADE: 3.200 pessoas.
INGRESSOS: 
Venda Online:
 https://www.ticket360.com.br/
Bilheterias da Audio Club: De segunda-feira a sábado, das 13h às 20h.

Rock Press

Comentários