Dia Mundial do Rock - Imperator/RJ 13/7/2017

Debate Rock + Posada e o Clã + The Baggios + Medulla = FELIZ DIA DO ROCK

Muito se diz sobre o Dia Mundial do Rock, há quem defenda a data como uma invenção comercial e que todo dia é Dia de Rock, enquanto há quem comemore a data de forma fervorosa. Seja como for, a data comemorada apenas no Brasil e criada por rádios de SP que resolveram colocar em prática um desejo do Phil Collins durante o Festival Live And em 13/7/1985 é sempre uma boa oportunidade para a realização de eventos em prol do Rock. Ciente disso, o Centro Cultural João Nogueira, também conhecido por Imperator, promoveu o Rio Novo Rock – Edição Dia Mundial do Rock. Na programação; Debates durante a tarde com especialistas e shows com as bandas Posada e o Clã, The Baggios e Medulla. Além da DJ Priscila Dau, do VJ Miguel Bandeira e de uma Feira Rock com diversos stands incrementando a noite!

Workshop: Rock na Roda – Boas Ideias em Prol do Rock

A iniciativa do Imperator em promover uma roda de debates com gente que vive a cena rock foi no mínimo genial. Caminhos e soluções foram discutidos por produtores, jornalistas, músicos, DJs e público presente. O resultado é que todos ganham. Especialmente o ROCK!
O debate foi aberto com o tema: “O Mercado do Rock – Desafios e Perspectivas para a Cena Rock”. Mediação de Bruno Eduardo do site Rock on Board e teve os convidados para discutir o tema: Felipe Toscano da Abraxas Produções, Marcelo Castelo Branco diretor executivo da UBC e Renan Sparrow produtor dos Festivais Roquealize-se e Estação do Rock. Além de narrarem suas experiências em suas produções, os prós e contras de produzir shows no Rio, questões comerciais e logísticas, bandas autorais, covers, violência na cidade e o streaming com Marcelo Castelo Branco apresentando alguns números. Atualmente 200 milhões de pessoas no mundo fazem uso dessas plataformas para consumir música e embora ainda seja muito pouco, para ele, esse formato é o melhor caminho para impulsionar mercado. 

Na segunda rodada, o tema foi o “Jornalismo Musical Hoje o Rock em Pauta”. Tendo como convidados Daniel Pandeló do site Tenho Mais Discos Que Amigos, Marcos Bragatto do site Rock em Geral e Marcelo Monteiro do Jornal O Globo, e mediação de Ricardo Schott do Jornal O Dia e Rádio Roquette Pinto FM. Entre os temas que despertaram reflexão, o fato que diferente de outras capitais o Rio de Janeiro não possuem festivais ao nível do MADA em Natal/RN, Goiana Noise em Goiânia/GO, Abril Pro Rock em Recife/PE entre outros. De longe essa rodada foi a mais descontraída, Bragatto fazia uso de bom humor em seus comentários e o ápice da zoeira ocorreu quando Ricardo Schott comentou que ao entrevistar a Anitta ela confirmou gostar de Ramones e que frequentou o lendário Festival Rato No Rio que acontecia no subúrbio carioca e teve sua primeira edição em 2001. Alguns presentes que frequentaram o Rato No Rio (no qual me incluo) questionaram tal presença, e se ela foi, provavelmente vivenciou a fase final do evento, já sem a magia das edições iniciais do festival, um motivo para duvidar da “Presença de Anitta” no Rato No Rio é a sua idade, pois como ela nasceu em 1993, se foi ao Festival, tinha uns 10 anos e particularmente não lembro de muitas crianças naquelas tardes suburbanas de rock.

A rodada final de papo em prol do rock teve o Tema: “Rock & Identidade – A Cena Contemporânea, algoritmos e os desafios de hoje na Produção Musical” a mediação ficou com Alessandro Alr, produtor e radialista da Maldita 3.0 e dialogando o tema; o DJ, Radialista e produtor José Roberto Mahr, um dos criadores da eterna fonte de inspiração a coluna Rio-Fanzine de O Globo e hoje comentarista da Globo News Tom Leão, além do veterano jornalista, escritor Jamari França e hoje da Rádio Cult. Em uma das suas falas José Roberto Mahr que nos anos 1980 esteve a frente do Programa Novas Tendências defendeu que o futuro das Rádios são as Web Rádio, já quando o assunto foi a importância de ir a shows de rock Tom Leão deu o exemplo do histórico show do Sex Pistols para um pequeno publico em Manchester, fraco em publico mais que rendeu uma riqueza cultural enorme, pois foi a partir daquele show que parte da plateia deu origem a bandas que deram um novo rumo a história cultural para o mundo! 


Rio Novo Rock - Posada e o Clã, The Baggios e Medulla

Não se pode comemorar o Rock sem bandas no palco e a missão foi cumprida pelas bandas Posada e o Clã, The Baggios e Medulla que levaram o rock ao Imperator e elas valorizaram o potencial da casa para eventos do gênero, sem falar que o Rio Novo Rock vem fazendo o diferencial na cena desde 2015 oferecendo shows de nomes merecedores do novo rock nacional. Bandas como Autoramas, Beach Combers e Far From Alaska, Diabo Verde, Facção Caipira, Folks, Canto Cego, Hover, Dônica, Plutão já foi Planeta, Selvagens à Procura da Lei, Ego Kill Talent entre outras fizeram bonito por lá. O Rio Novo Rock é sempre em dias uteis o que da aquela quebrada básica na rotina cansativa da semana. Outra vantagem da mais charmosa casa da Zona Norte é o acesso, já que o Imperator fica localizado no Méier, um tradicional bairro da Zona Norte e elo com outras regiões do Rio, como a Baixada Fluminense, Zona Oeste e Zona Sul carioca.

Abrindo os trabalhos, Posada e o Clã, a banda em fase de preparação do seu novo álbum e com previsão de lançamento ainda para esse ano de 2017, apresentou um set onde abusaram do bom experimentalismo e boas rimas com influência nordestinas, algo que não é novidade ao som da banda e com certeza a uma positiva identidade sonora. O show ainda contou com uma improvisada e divertida jam com Keops e Raony, ambos vocalistas da Medulla.

Dando sequência, a The Baggios, para supressa de alguns que acreditavam que a banda enceraria a festa. Sergipanos da cidade histórica de São Cristovão (4ª cidade mais antiga do Brasil), a The Baggios retorna ao Rio após algumas passagens pela cidade incluindo uma edição do Rio Novo Rock em 2016. Por conta de sua pegada blueseira, com toque setentista e regado a belos riffs fez certamente o show mais pesado do evento. 

Encerrando a noite é a vez da banda Medulla com sua fusão de estilos onde encontramos elementos de Hard-Core, Folk, Hip-Hop e jazz. No palco o guitarrista Alex Vinicius honrava a data com pegada e mostrando para que serve uma guitarra em uma data onde se comemora o Rock. Com o público nas mãos a banda recebeu no palco Cyro Sampaio da banda carioca Menores Atos para cantar a música “Abraços” e ao final do set foi a vez da cantora Helena de Tróia marcar presença em uma nova jam dando um toque feminino a festa e acima de tudo ao rock, afinal o que seria do bom e velho rock and roll sem a força e o “movimento feminino”!

Por fim, parabéns ao Imperator e aos envolvidos no evento e parabéns ao rock por dar “movimento” as ideias ao longo desses anos! - Michael Meneses – michaelmeneses@portalrockpress.com.br

Postado por Leandro Cavalheiro sábado, 12 de agosto de 2017 21:25:00 Categories: Fluminense FM Imperator Maldita 3.0 Medulla Menores Atos Novas Tendências Pousada e o Clã Rio Fanzine Show The Baggios
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