DETONAUTAS – Em Prol da Vida - ENTREVISTA com Tico Santa Cruz!

Setembro chegou, com ele a 9ª edição do Rock in Rio no Brasil! Especialmente este mês, DETONAUTAS_FOTO_CARLOS_DELAGUSTAalém de ter o maior evento de música do país, acontece também o “Setembro Amarelo”, iniciativa que visa produzir conscientização sobre a vida. Ao longo dos anos, muitos nomes da música aderiam a luta contra o suicídio, um deles é a banda Detonautas Roque Clube, que em parceria com o Pelé MilFlows, lançou o videoclipe “Ilumina o mundo”. Detonautas se apresenta no Palco Sunset do RIR em show conjunto com o Pavilhão 9, no dia 28 de Setembro. Com participação da psicóloga Rosana Valente, a Rock Press conversou com o Tico Santa Cruz. Na entrevista, além dessa causa nobre, o músico falou sobre a apresentação no Rock in Rio!

DETONAUTAS – Em Prol da Vida!
ENTREVISTA com Tico Santa Cruz!
TEXTO: Rosana Valente + Cadu Oliveira + Michael Meneses
FOTOS: Larissa Zanchetta + Carlos Dellagusta

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Onde estamos errando?
Por: Rosana Valente

A cada 40 segundos uma pessoa se suicida no planeta. Este número varia de 800 mil a um milhão de pessoas se suicidando a cada ano, num universo até 20 vezes superior de tentativas. São quase vinte milhões de pessoas tentando tirar a própria vida, por ano. O suicídio também já é a segunda causa de mortes entre pessoas de 15 a 29 anos. Embora o suicídio seja multifatorial, não se pode ignorar que o atual modelo de sociedade faz com que os jovens sintam-se sozinhos mesmo com milhares de amigos em suas redes sociais. A questão é que essas mesmas redes acabam impondo um estado de “felicidade”, que leva as pessoas a sentirem-se frustradas e tensas por não poder corresponder ao padrão estabelecido. 

Estamos atentos a tudo, à moda da estação, aos lançamentos de celulares, às tendências do comportamento, aos discursos políticos, ao blockbuster que vai entrar em cartaz, blá blá blá, menos ao outro. Estima-se que 90% dos indivíduos que puseram fim à sua vida tinham algum tipo de transtorno que não foi diagnosticado e tratado apropriadamente. Identificar sinais e fatores de risco pode levar a uma diminuição das tentativas e mortes relacionadas ao suicídio. Sentimentos de culpa, tristeza, raiva, vergonha, sensação de não pertencimento, entre outros, podem precipitar o comportamento suicida. Outros comportamentos também merecem atenção, tais como: tentativas anteriores, automutilação, mudanças repentinas de comportamento ou oscilações de humor, isolamento, comportamento de risco, problemas de sono, falta de sentido pra viver, abuso de álcool e drogas, etc. 

Na cena do rock são vários os exemplos que, embora romantizados pela mídia e pela própria sociedade, não passam de um desfecho trágico para indivíduos em profundo sofrimento existencial. Kurt Cobain cometeu suicídio (1967-1994) depois de anos lidando com a depressão e a dependência química. O vocalista do Linkin Park, Chester Bennington (1976-2017), acabou enforcando-se em seu quarto após consumir grande quantidade de álcool. Um fato que chama a atenção foi sua decisão repentina de voltar sozinho para casa no meio das férias com sua família. Foi largamente divulgado pela imprensa a enorme luta contra a depressão que ele travava. O líder da Soundgarden, Chris Cornell (1964-2017), se enforcou após um show. De acordo com a mídia, Cornell sofreu de depressão durante toda a sua vida. Infelizmente a lista não para por aí.

Um indivíduo que se encontra em sofrimento psíquico intenso pode enxergar a auto aniquilação como única possibilidade para lidar com seus problemas, uma vez que não consegue vislumbrar uma solução no futuro. A pessoa então, tentando matar a dor, acaba matando o todo. A prevenção também passa, portanto, por tratamentos psiquiátricos e psicoterapia, no sentido de que o paciente possa ressignificar suas percepções e ampliar seu repertório no enfrentamento das adversidades da vida. E não, não é possível resolver sozinho. 

Acolher o sofrimento do outro sem julgamentos e prestar atenção aos sinais de alerta verbais são de grande ajuda. O senso comum entende que quem diz que vai se matar, não o faz. Acontece justamente o oposto, geralmente a pessoa tenta falar com algum parente ou conhecido sobre estes pensamentos antes de tomar uma atitude. Foi o caso do baixista da banda Charlie Brown Jr, conhecido como Champignon (1978-2013), que atirou na própria cabeça. A viúva, Cláudia Bossle, contou que o marido andava triste e reclamava que não estava suportando mais e que também o viu fazer um gesto como se cortasse o pescoço, dentro do elevador. Ainda assim, em entrevista no programa Conversa com Bial, ela disse que não notou nenhum “pedido de socorro”.

Ainda existe um enorme tabu sobre o assunto, tanto da parte de quem tenta quanto da família. Ninguém quer falar sobre o assunto, embora falar abertamente seja a forma mais eficaz de abordar e manejar o risco de suicídio. Além disso, o cuidado na divulgação em massa de informação sobre métodos ou atos suicidas é de extrema importância, pois alguns indivíduos em estado de vulnerabilidade correm o risco de ser mais facilmente inseridos numa cadeia imitativa de suicídios, principalmente na adolescência onde esta tendência costuma ser mais elevada.

Quanto mais um assunto é falado, mais natural ele se torna. Portanto ações concretas neste sentido pode ser a chave para que as pessoas percam o medo de pedir ajuda. Não há coragem e nem covardia no suicídio, só o que existe é dor. - Rosana L. Valente*

Por conta do clip de “Ilumina o Mundo” (ASSISTA: https://bit.ly/2ncgM4h), a psicóloga Rosana Valente e o editor da Rock Press Michael Meneses conversaram com Tico Santa Cruz da banda Detonautas sobre a questão, o músico também falou do show com Pavilhão 9 no Rock in Rio.

1 – Rock Press - O consumo de álcool e drogas, aceitável e por vezes até desejável dentro do contexto cultural, pode estar literalmente matando as pessoas já em estado de vulnerabilidade. Qual é o limite considerado dentro do padrão pela banda? Quando se considera que alguém está muito fora do “desvio padrão”, ou seja, abusando deste consumo e qual seu ponto de vista sobre a legalização da Maconha e outras drogas?
Tico Santa Cruz – Bom, eu acho que, na verdade, o lema do Rock’n’Roll lá nos primórdios da movimentação, era “sexo, drogas e Rock’n’Roll”. E ao longo de muitos anos, Detonautas_FOTO_LARISSA_ZANCHETTAessa estética foi perpetuada por muitos ícones do Rock, gerando identificação de muitos artistas, inclusive a minha, né? Eu olhava para isso no passado e tinha a identificação da coisa do “sexo, drogas e Rock’n’Roll” como uma forma de transgressão. E aí, ao longo do tempo, você vai percebendo e observando que com a maturidade, você talvez questione se esse lema é o lema que de fato vai reger a sua vida, né? Então, culturalmente falando, as drogas sempre estiveram presentes na história da humanidade e nas movimentações culturais e artísticas desde sempre. Em alguns momentos, identificáveis já em relação à legislação, em outros momentos não. Então, a questão da substância química que ativa de alguma forma a percepção alterada do mundo está presente na história da humanidade, não só na música, mas no cinema, no teatro, na bolsa de valores, enfim, em todos os lugares. Acho que não existe um consumo de álcool e drogas aceitável ou desejável. Do ponto de vista individual, cada pessoa tem uma tolerância maior ou menor a uma determinada substância, e o cuidado que se deve ter é porque algumas pessoas podem desenvolver ou podem ter dependência química. E essa dependência química, às vezes está disfarçada quando você está num ambiente que está, de certa forma, estimulado por essa questão cultural. Então, pode se gerar uma série de problemas, e isso aí já é um fato comprovado pelo número de overdoses e problemas com drogas que a gente vê que artistas, principalmente do Rock, né? Mas hoje em dia também de outros estilos tiveram ao longo dos anos. No Detonautas, a gente nunca teve problemas com drogas. A gente sempre foi uma banda muito regrada do ponto de vista do consumo de álcool, do consumo de alguma substância que a gente tenha o desejo de fazer uso, etc, e não tivemos nenhum tipo de problema com isso. Eu que sou o integrante que talvez tenha tido mais experiência em relação a outras drogas que não só álcool, sempre fui uma pessoa consciente dos problemas e das consequências relacionadas a esse tipo de uso e certamente nos momentos que percebi que estava usando em excesso, eu recuei e consegui fazer uma conciliação com a minha sobriedade. Então assim, não existe uma regra. O que deve existir entre as pessoas é a consciência. E mais ainda, entre nós artistas é a consciência de que os jovens, talvez, não tenham essa consciência como nos temos hoje com uma idade mais avançada. Agora, a questão toda é que a sociedade precisa falar do assunto drogas de forma menos hipócrita e tratar dessa questão como um todo de forma a conscientizar a cada dos problemas e das consequências que podem causar a utilização irresponsável, vamos dizer assim, de qualquer substância, que não seja nem droga ilícita porque a gente está falando aqui também do consumo de codeína, por exemplo, que é muito comum hoje em dia pelos rappers, pelos trappers, e a codeína é encontrada na farmácia, ou do Rivotril, ansiolíticos ou de psicotrópicos em geral, que vendem em farmácias e que são legalizados. Então, na questão é desenvolver uma consciência coletiva social a respeito de quais são os prejuízos que isso pode causar na vida de uma pessoa, né? Em relação à legalização, no meu ponto de vista pessoal, e eu acho que todos nos do Detonautas compartilhamos, nós somos a favor da legalização das drogas, não só da maconha. Nós entendemos que a regulamentação da utilização de substâncias que hoje são consideradas ilícitas pode trazer para a sociedade um controle que não existe hoje na venda através do mercado ilegal. O mercado ilegal só interessa a quem é traficante e quem ganha com o tráfico e as indústrias que ganham com essas drogas sendo ilegais. Quais são as indústrias que ganham com isso? As indústrias da segurança privada, a indústria das armas, a indústria da corrupção que está por trás de uma série de parlamentares, de juízes, policiais, autoridades de grande escalão que são aqueles que de alguma forma movimentam o sistema. Legalizar só a maconha não vai resolver o problema porque o tráfico vai continuar com outras drogas. O problema do tráfico é justamente o mercado ilegal onde está circulando dinheiro paralelo que a gente não tem controle. A regulamentação das drogas faz com que você possa, não só melhorar a qualidade do produto que vai chegar para quem é usuário e que teoricamente deve ter o direito de fazer escolha se quer utilizar ou não através de regras determinadas pela legislação, e assim posso citar como exemplo que faço o uso do Prazolan que é um remédio controlado. Eu não consigo comprar o Prazolan sem receita. Posso chegar em qualquer lugar do Brasil que não compro. Agora, se quiser comprar maconha ou cocaína eu compro em qualquer lugar. Então, o controle rigoroso, um controle sério, como é feito com os remédios de medicação de tarja preta, por exemplo, sendo feito com maconha, cocaína, etc. evitariam prejuízos. É política de redução de danos porque hoje o tráfico de drogas mata muito mais do que as próprias drogas. O combate, a guerra entre a polícia e os traficantes mata muito mais inocentes do que as pessoas que de alguma forma estão fazendo utilização dessas substâncias. Eu não vejo nenhuma alternativa que não a legalização das drogas. E se isso não é debatido de forma clara e objetiva com os seus pontos econômicos, políticos e sociais é porque não interessa às indústrias que lucram com esse tráfico com a ilegalidade que esse assunto chegue à sociedade de forma a esclarecer a população.

2 - Rock Press - Quando a banda percebe um indivíduo neste contexto, qual é a forma de lidar com tal situação?
Tico Santa Cruz – A gente percebeu que, certa vez, um dos integrantes da banda vinha fazendo abuso de álcool. Mas, não abuso a ponto de perder compromisso ou aDETONAUTAS_FOTO_CARLOS_DELAGUSTA ponto de prejudicar o trabalho da banda. Era um abuso no sentido de passar mal, de demandar uma atenção por parte da produção para que pudesse não ter nenhum tipo de problema no trânsito do hotel para o palco, do palco para o hotel, e etc. A gente é uma banda muito unida, então estamos sempre um olhando para o outro, cuidando do outro e quando a gente percebeu que esse integrante estava fazendo um uso, digamos assim, exagerado de álcool, a gente sentou com ele e conversou a respeito do assunto e isso foi resolvido. Ele não é uma pessoa que tem dependência química, mas caso fosse, e caso a gente tivesse algum integrante que tivesse algum problema com drogas ou com álcool que demandasse um cuidado em relação a uma dependência química, eu acho que a melhor condição, além da conversa, no primeiro momento é o suporte psicológico, e se necessário, obviamente, o suporte em relação à desintoxicação, feita quando o indivíduo tem o desejo de se reabilitar. Nós não passamos por isso, não temos esse perfil. Mas, acho que no caso de uma banda que tem um integrante com esse perfil, o ideal é que seja conversado, apontado os problemas, que seja mostrado o que está acontecendo, e caso o integrante insista na postura, e a ajuda seja oferecida e ele recuse essa ajuda, aí é a parte chata da história que é quanto às consequências dos problemas do uso de drogas. A gente conhece bandas em que artistas tiveram que sair por conta da falta de compromisso com o trabalho, com o andamento da banda, com as atividades que são feitas. Então, na verdade, da parte do diálogo e do oferecimento de ajuda, e também tem que partir de quem tem o problema a vontade de querer ser ajuda. Senão a gente entra com o que se chama de internação compulsória e aí eu acho que transcende, talvez, os limites da banda. Aí não é a banda que tem que fazer uma internação compulsória. Se os familiares dessa pessoa entendem que é necessário fazer isso, eles são os responsáveis por tomarem essa decisão.

3 – Rock Press - Passado cerca de três meses do lançamento de “Ilumina o Mundo”, qual foi o impacto da música com o público e como foi a parceria com o rapper Pelé MilFlows (1Kilo) nesse projeto?
Tico Santa Cruz – Nós tivemos um resultado muito bom, apesar das restrições que a gente recebeu do Google, no YouTube com o clipe do “Ilumina o Mundo”. O clipe foi considerado um conteúdo sensível, e, portanto, o YouTube e o Facebook, essas plataformas digitais diminuíram o alcance do algoritmo. A gente não conseguiu, por exemplo, patrocinar o link para fazer chegar a mais pessoas, mas ainda assim com a força da música, com a força do videoclipe, da mensagem que está ali presente, a gente entende que a gente conseguiu fazer o propósito dela acontece que era levar para o máximo de pessoas possíveis o número 188 que é o do Centro de Valorização da Vida que nos ajudou na construção da narrativa que é o clipe e também o debate que era trazer a pauta da prevenção do suicídio, das doenças emocionais, das doenças mentais que foram pautas de várias entrevistas que eu dei em vários lugares do Brasil todo e que ainda é pauta em qualquer lugar e entrevista que eu vá. Então eu acho que o propósito dela foi cumprido, né? A parceria com o Pelé MilFlows foi muito legal porque trouxe outro público para a gente também. A gente gosta de Hip Hop, gosta de Rap. Então, trazer o artista de Rap novo para o nosso circuito foi bacana e o Detonautas segue sempre se propondo a estar interagindo com outros estilos desde que esses estilos tenham a ver, obviamente, com o que a gente se propõe.

4 – Rock Press - Falando em parcerias e mudando de assunto, Detonautas se apresentam no Rock in Rio ao lado do Pavilhão 9, duas bandas da geração anos 1990. Como surgiu essa parceria e quais as surpresas para o festival?
Tico Santa Cruz – É terceira edição que o Detonautas participa. Na primeira, a gente fez o Palco Mundo. Na segunda, fizemos um tributo a Raul Seixas em 2013 que foi muito bonito com a participação do Zeca Baleiro, Zélia Duncan, Rick Ferreira, Arnaldo Brandão com o apoio e aprovação da família, Fã-Clube do Raul. Foi muito legal. Dessa vez, a gente vem ao Rock in Rio convidados pelo Zé Ricardo que é o curador do palco e nos colocou ao lado do Pavilhão 9 que é uma banda pela qual a gente tem um extremo respeito pela sua história, pela participação que os caras fizeram no Rock in Rio de 2001 que estava lá como espectador. Conheço a banda e a sua história e acho que o Pavilhão tem a sua maneira de ver o mundo, a sua forma de se expressar e merece um espaço no palco, para poder da forma deles colocar o que é a expressão artística que eles representam. Para nós é um privilégio estar compartilhando o palco com artistas que têm a sua própria história, a sua própria luz e quem a sua própria e que tem a sua própria proposta e se isso puder somar de alguma maneira no dia do show com o propósito de divertir as pessoas, mas também ao mesmo tempo de trazer algum debate, que seja feito isso de forma artística que é o que a gente se propõe a fazer nas nossas apresentações.

5 – Rock Press - Passado o Rock in Rio o que vem pela frente com o Detonautas Roque Clube? Deixe sua mensagem final...
Tico Santa Cruz – Passando o Rock in Rio, a gente tem dois singles que a gente deve trabalhar e um horizonte para 2020 muito positivo que a gente não pode abrir ainda, mas com projetos muito legais. A nossa ideia é focar agora no show do Rock in Rio, depois trabalhar esses singles que a gente está produzindo que são frutos ainda da nossa parceria com o DJ WAO que foi o que produziu o “Ilumina o Mundo” que é a Sigla Music e seguir fazendo o nosso trabalho, apresentando as novidades de sempre que a gente gosta de ousar, de misturar, de procurar novos caminhos e esse é o nosso objetivo para o ano que vem. Deixo então um salve, um grande abraço a todos os leitores e que a gente consiga manter a chama do Rock viva. Vamô que vamô!

Detonautas & Pavilhão 9 in Rio!
TEXTO: Cadu Oliveira

DETONAUTAS_FOTO_CARLOS_DELAGUSTANo dia 28 de setembro, o Palco Sunset do Rock in Rio vai presenciar o encontro de duas bandas tradicionais representantes de seus estilos: O Rap do Pavilhão 9 vai dividir espaço com o Pop/Rock dos Detonautas. O encontro inédito tem tudo para produzir um grande show. Para a dobradinha, Detonautas + Pavilhão, a versão para “Killing In the Name”, do Rage Against The Machine promete ser um dos prontos altos do show.

“Estamos fortes e vamos chegar com pressão.”, assume Tico Santa Cruz sobre o momento da banda e o show no Rock in Rio em conjunto com os veteranos do Pavilhão 9. Com 20 anos de história e a banda foi da mídias físicas as plataformas digitais e apenas no Spotify o disco “VI” lançado em 2017, conquistou mais de 600 mil seguidores e 1,2 milhão de ouvintes/mês.

Já experientes no festival, a banda que tem Tico Santa Cruz no vocal, Renato Rocha na guitarra, Fábio Brasil na bateria, DJ Cleston na percussão e programações, Phil na guitarra e André Macca no baixo, tem até um álbum ao vivo com show no Rock in Rio. A gravação foi feita no dia 2 de outubro de 2011, na quarta edição do evento. “Detonautas Ao Vivo no Rock in Rio” e foi lançado no formato de CD e DVD. Em 2013 retornaram ao festival em show tributo ao Raul Seixas. Na ocasião, Tico não poupou críticas ao então governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e cantou com uma camisa onde se lia “Senado Federal, Vergonha Nacional”.
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Já o Pavilhão 9 (FOTO) tocou na terceira edição do festival, em janeiro de 2001. Eles apresentaram, à época, um show enérgico repleto de rap, hardcore e protesto social, e em plena noite do Metal que naquela edição contou com Iron Maiden como headline. Em 2005 o grupo suspendeu as atividades. E foi somente em 2017 que uma nova gig se reuniu para revitalizar o Pavilhão. Atualmente, integram a banda no vocal Rhossi e Doze, Rafael Bombeck na guitarra, Leco Canali na bateria, DJ MF controlando o som e Juninho no baixo.

PAVILHÃO_9_FOTO_CARLOS_DELAGUSTAEm entrevista para Rock Press em 2017, Mc Rhossi lembrou: “O Rock in Rio foi o ápice da nossa carreira! Conheci o Roberto Medina e sua filha a Roberta Medina que na época ainda pequena, uma criança, quase adolescente em 2001 e hoje ela assume o Rock in Rio. O Rock in Rio foi um divisor de águas, um momento forte para nós, tocamos na noite do Metal, com Sepultura, Iron Maiden. Público fiel do Metal e conseguimos conquistá-los. Sabíamos que Rock in Rio iria evoluir bastante, que aquele era o embrião do que seria o Festival hoje, que iria crescer e ficar com uma estrutura melhor”. Leia a entrevista na íntegra em: https://bit.ly/2o7Gjw2

O encontro proporciona, portanto, um mix de cariocas e paulistas com algo em comum: história na música nacional e muita vontade de mobilização. Para as duas bandas, mais do que o som, também importa a letra, a mensagem, o posicionamento político. Em uma noite que conta com Foo Fighters e CPM 22 + Raimundos no palco mundo, e Whitesnake e Titãs com convidados no palco Sunset, Detonautas e Pavilhão 9 devem chamar a atenção do público com pedradas de protesto e representação social. - Cadu Oliveira.

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PROGRAMAÇÃO PALCO SUNSET ROCK IN RIO 2019 27-09
27/09 -
Seal convida Xenia França, Mano Brown & Bootsy Collins, Karol Conka convida Linn da Quebrada & Gloria Groove, Lellê & Blaya.
28/09 - Whitesnake, Titãs convidam Ana Cañas, Edi Rock & Érika Martins, Detonautas & Pavilhão 9, Ego Kill Talent.
29/09 - Jessie J, Iza & Alcione, Elza Soares convida As Bahias e a Cozinha Mineira, Kell Smith e Jéssica Ellen, Plutão já foi Planeta e Mahmundi.
03/10 - Hip Hop Hurricane com Nova Orquestra, Rael, Agir, Baco Exu do Blues e Rincon Sapiência, Emicida & Ibeyi, Pará Pop, Francisco, El Hombre & Monsieur Periné
04/10 - Slayer, Anthrax, Torture Squad & Claustrofobia com Chuck Billy (Testament) e Nervosa.
05/10 - Charlie + Puth, Anavitória e Saulo, Projota & Giulia Be & Vitão, Funk Orquestra com Ludmilla, Fernanda Abreu, Buchecha e Kevinho
06/10 - King Crimson, Lulu santos & Silva, Melim & Carolina Deslandes,  O Terno + Capitão Fausto

Tudo sobre o Rock in Rio leia em Rock Press: http://portalrockpress.com.br/rock-in-rio 
EQUIPE ROCK PRESS NO ROCK IN RIO: Michael Meneses, Cadu Oliveira, Robert Moura, Lorena Brand, Thamires Maciano, Ver+ Fotografias

* Rosana L. Valente - CRP 05/51388 - Psicóloga Clínica. Gestalt-terapeuta. Biblioterapeuta. Membro da Associação Brasileira de Gestalt-terapia. Membro do projeto Futuros Psicólogos em Terapia do Contato Núcleo de Gestalt-terapia. Coordenadora do projeto social Receita de Bolo.

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