Destruction – Bestial Invasion in Rio – 18/9/2018

Mestres eternos da devastação sonora, alemães do Destruction, retornam ao Rio de Janeiro para uma verdadeira Destruction_Teatro_Odisseia_RJ_Brasil_FOTO_Fabiano_Soares_CRÉDITO_OBRIGATÓRIOaula da tradicional escola Germânica de Thrash Metal no Teatro Odisseia. Um show para lavar a alma do estilo!

Destruction – Bestial Invasion in Rio - Teatro Odisséia/RJ – 18 9 2018
TEXTO: Fabiano Soares e Michael Meneses – FOTOS: Fabiano Soares

Terça-feira, 18 de setembro de 2018. Um SMS da Defesa Civil é enviado, alertando sobre pancadas de chuva no Rio de Janeiro. Pensei “Hehe, hoje literalmente é dia de Destruction no Rio!”. Chegando no Teatro Odisséia, paro para um papo e, às 20:45, os produtores gritam para o pessoal, que conversa e bebe cerveja (mais barata que lá dentro): “vai começar às nove em ponto, pessoal!”. Uma fila grande forma-se em menos de dez segundos, e todos preparam-se para algo não tão comum no Rio: pontualidade. Outro ponto positivo é a iluminação da casa, algo que melhorou muito desde o show do Moonspell em maio último (Leia: http://portalrockpress.com.br/”sou-lDestruction_Teatro_Odisseia_RJ_Brasil_FOTO_Fabiano_Soares_CRÉDITO_OBRIGATÓRIOuz-que-se-expande”-moonspell-teatro-odisseia-rj-25418 ). Produção e casa estão de parabéns, um trabalho bem feito que só fortalece a cultura carioca como um todo e não apenas o rock/metal e a música!

Eram 21:05 quando os caras entraram no palco já com os riffs de “Curse the Gods”. Não rolou intro, foi pé na porta e toma sonzeira! Esse início já mostrava como seria o show, sem enrolação e com o peso que o público deseja! Na mesma hora a roda se formou e o clima esquentou na casa. O set foi em boa parte, apenas músicas de divulgação de seu mais recente trabalho. Ouvimos um “ah... ainda bem que eu não fui”? Como diria o meme do Faustão: ERÔO! O álbum “Thrash Anthens II” é a releitura de clássicos deles mesmos. Então, era um show prá fazer chorar o tiozão que acompanha a banda desde os anos 80, e dar uma boa prova pra molecada do que foi essa época tão comentada com orgulho pelos coroas. E eles queriam é ver porrada! Logo no início rolou uma sequência com “Tormentor”, “Nailed to the Cross”, “Mad Butcher”. Com cinco sons o Destruction já tinha moído mais osso que açougueiro pilantra que quer botar carne pesada. Falar em açougueiro, a roda em “Mad Butcher” foi absurda! A energia da banda e do público preenchiam o espaço, que não lotou o quanto merecia.

Depois disso foi um desfile de hinos, com a dupla Schmier e Mike entrosadíssima, trocando de lado a toda hora no palco, cada um ocupando um canto (tinham três pedestais com microfones, para essa movimentação ser tranquila). Pouco foi falado, uma música emendando na outra, e muitos petardos da década de 80, fase áurea do thrash metal alemão, que inclusive, oDestruction_Teatro_Odisseia_RJ_Brasil_FOTO_Fabiano_Soares_CRÉDITO_OBRIGATÓRIO Destruction ajudou a consolidar com discaços! Aliás, só com as composições do “Sentence of Death”, do “Infernal Overkill” e do “Eternal Devastation”, o setlist contou com 11 músicas (de 18 no total). E o baterista Randy Black (ex-Annihilator, ex-Primal Fear) foi apresentado, com direito a solo de 2 minutos ao final de “Total Disaster”.

Apesar da pouca fala (Schmier comentou sobre termos eleições em breve, e deu um rápido “fuck politicians!”), a dupla, carismática, dava atenção aos fãs nos momentos de silêncio, seja com os olhos apertados e o sorriso contido de Mike Destruction_Teatro_Odisseia_RJ_Brasil_FOTO_Fabiano_Soares_CRÉDITO_OBRIGATÓRIOpara algum fã, numa tentativa de conversa muda; ou na tentativa de distribuir cerveja, o que Schmier tentou duas vezes: o primeiro latão caiu no chão após ele jogar para o público, seguido de gritos de “ah, marca-de-cerveja-nacional-não-muito-apreciada não!”, e o segundo, da mesma marca, uma mulher pegou, talvez por pena, mas jogou tudo na cabeça de um rapaz que estava na roda e queria se refrescar com o líquido gelado (na cabeça, não na boca). Seja como for, para Schmier, era um desejo de “Saudi” e a mesma cerveja na Mão, quase parafraseando o antigo comercial de TV dessa mesma Cerveja!

A introdução da moto-serra foi a deixa para “The Butcher Strikes Back"; já estávamos na etapa final do show, mas ainda tivemos espaço para um bis com o cover do Dead Kennedys “Holiday in Cambodia” e “Bestial Invasion”, para deixar todos com aquele estranho sentimento de “estou satisfeito” com “queria só mais uma...”. De uma forma ou de outra - O show foi perfeito!

Satisfeitos e certos que a Defesa Civil não podia ter previsto a destruição que foi no Rio (prum trum txxx!), todos os presentes lembrarão desse show por tempos, uma viagem até a década de 80, em pleno 2018. Muito melhor do que a viagem no tempo até 64 que uma galera lambe-botas está querendo. E isso tudo após uma sexta-feira com Napalm Death e Cannibal Corpse. Os fisioterapeutas cariocas podem ficar ricos com essa galera que passou dos 30 e comparece aos shows que fazem você pensar que o pescoço é o mesmo dos seus 15, 20 anos... Temos a certeza que não é. E que a aula da velha escola do Thrash Metal alemão continue em novembro, com o Keatror! – Fabiano Soares e Michael Meneses!
 

Postado por Michael Meneses sexta-feira, 21 de setembro de 2018 18:14:00 Categories: Dead Kennedys Destruction Hard Core Heavy Metal Keatror Lapa/RJ Rock Teatro Odisseia Thrash Metal
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