Controle + Maieuttica + Tamuya Thrash Tribe + Ektomorf = PESO E DIVERSÃO!

Uma aula do som pesado! Assim definimos o que foi a passagem dos húngaros do Ektomorf pelo Rio de Janeiro, onde dividiramEktomorf_FOTO_Marcelo_Pereira palco com os cariocas do Maieuttica, Tamuya Thrash Tribe e Controle (Petrópolis/RJ). Juntos, mostraram por A + B como se faz uma boa noite de som pesado no Teatro Odisseia na Lapa/RJ.

Controle + Maieuttica + Tamuya Thrash Tribe + Ektomorf = PESO E DIVERSÃO!
Teatro Odisseia – Lapa/RJ – 7/2/2019
TEXTO: Michael Meneses – FOTOS: Marcelo Pereira

Era apenas mais uma quinta-feira qualquer em meio ao verão carioca, se não fosse o fato que naquela ocasião o Thrash-Metal e o Hard Core dariam as suas caras no palco do Teatro Odisseia. Outro diferencial da noite foi o mérito dos shows começarem sem atrasos ou longos intervalos entre as bandas. Algo exemplar para qualquer evento de rock, tudo rápido e eficiente, graças à No Class Agency, e não apenas pela pontualidade e produção, mas acima de tudo por proporcionar ao Rio de Janeiro eventos como esse.

Controle_FOTO_Marcelo_PereiraCONTROLE - A banda petropolitana desceu a região serrana e deu início aos trabalhos, mesmo com a casa com ainda com um público pequeno (talvez pelo fato do show não ter atrasado). A banda não se intimidou e mandou um set sobre “Controle”, literalmente falando e fortalecidos por bons discursos políticos, mantendo a essência que o Hard-Core tradicionalmente sugere!
Contato: https://www.facebook.com/ControleHC/


MAIEUTTICA – Algumas bandas surgidas nos últimos anos na capital carioca vêm dando exemplo de como conquistar público, o sexteto Maieuttica_FOTO_Marcelo_PereiraMaieuttica é uma dessas. Pois, o que tenho visto pelos undergrounds da vida é que, seja lá aonde eles toquem tem gente na plateia cantando e dando asas à diversão. Porém, esse reconhecimento não é uma novidade, afinal o Metalcore apresentado pela banda vem sendo trabalhado com vigor desde 2011 e o resultado foi algo perceptível no palco do Odisseia. Com esse show o Maieuttica acrescenta mais uns pontinhos em sua bagagem! - Contato: http://www.maieuttica.com.br/


Tamuya_FOTO_Marcelo_PereiraTAMUYA THRASH TRIBE – Uma das revelações do metal carioca é o Tamuya, explorando com louvor temas em prol da causa indígena, a banda vem se tornando um diferencial dentro do Heavy nacional. No set, além de sons do recém-lançado “The Last of the Guaranis”, teve direito a cover do Alceu Valença, e as referências aos mestres continuaram com o recado da banda: “Yuka, a gente vai continuar o trabalho aqui!” e mandaram uma versão de peso de “Lado A, Lado B” do Rappa e que não desagradou aos mais radicais. Comparando essa com outras apresentações, no início me pareceram mais serenos, porém como se participassem de um ritual xamãnico, a banda foi ganhando energia à medida que o show fluía. – Contato: http://www.tamuyathrashtribe.com/


EKTOMORF – Valeu muito a pena esperar! Por mais que essa frase seja clichê, ela define bem o que foi o show dos húngaros em terras cariocas, e provavelmente o que Ektomorf_FOTO_Marcelo_Pereiraforam as outras apresentações pelo Brasil e América Latina. No palco do Teatro Odisseia, o Ektomorf mostrou que suas Ektomorf_FOTO_Marcelo_Pereirainfluências não se limitam às comparações com o Sepultura, elas se fazem presentes, mas, eles vão muito além.

A banda esteve com o público nas mãos, seus músicos pareciam tranquilos, em especial o guitarra e vocal Zoltán Farkas (Zoli). No palco o que se via, eram músicos afinados e enlouquecidos, enquanto que na pista (a essa altura com um público bem maior), o que se presenciou foi pura diversão, onde a mulherada deu show e os marmanjos foram mestres em interagir com respeito no mosh e no agito das meninas. A zoeira foi tanta, que teve até um discreto baile funk. E se o leitor se assustou com tal apropriação cultural, relaxe, no rock o que vale é a diversão, e vamos além, muito antes do rebolado do Funk-Carioca, Elvis Presley já dava seus rebolados no Rock!

Como deu para perceber, o show foi insano, porém, como não destacar a receptividade do público durante a execução de sons como “Holocaust”, “Evil by Nature”, “Black Flag”, “I ChoKe”... Era energia pura, e que somadas aos bons momentos da noite valorizou em muito mais essa iniciativa da No Class Agency e que nos fazem acreditar que a cena carioca! – Michael Meneses!

 

PS: Entrevistamos Zoltán Farkas na Coluna 1, 2, 3, 4... da ROCK PRESS, leia em: https://bit.ly/2SdlEjA

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