“Maravilha, Phil! Maravilha!!”- Phil Collins - The Legendary Tour Brasil 2018

Em noite inesquecível, onde até as chuvas de verão que vêm caindo na cidade Maravilhosa deram Phil Collins Live Rio de Janeiro Brasil Maracanã FOTO Lu Valiatti AG Ver Mais Fotografiauma trégua. Phil Collins honrou o título da sua recém-lançada no Brasil biografia (“Not Dead Yet”), driblou tudo e a todos no Estádio do Maracanã provando o quando ainda está cheio de vida. Quem também mostrou sua força, foi a sempre ativa Chrissie Hynde e a frente do The Pretenders que abriu a noite de bom publico no Maracanã!

“Maravilha, Phil! Maravilha!!!” - Phil Collins – 22/02/2018 
Estádio do Maracanã - Rio de Janeiro
TEXTO: Rick Olivieri – FOTOS: Lu Valiatti - Ag. Ver+ Fotografias
Phil Collins Rio de Janeiro Brasil 2018 FOTO LU VALIATTI AG Ver Mais Fotografia CRÉDITOS OBRIGATÓRIOS

The Pretenders Chrissie Hynde FOTO LU VALIATTI AG Ver Mais Fotografia CRÉDITOS OBRIGATÓRIOS_LUV1866O receio de que a chuva caísse - visto através dos inúmeros camelôs vendendo capas de chuva, na passarela que dá acesso ao Maracanã, algumas horas antes – logo se dissipa. E a banda The Pretenders, da veterana Chrissie Hynde, de cabelos loiros e em ótima forma aos 66 anos, chega fazendo uma abertura impecável, desfilando vários hits, como “Back On the Chain Gang”, “Middle of the Road”, “I’ll Stand By You” e “Don’t Get Me Wrong”. Para agradar o público, o baterista toca vestindo a camisa 10 da seleção brasileira.
 
Plateia devidamente aquecida. Com pontualidade britânica, o espetáculo principal se inicia à 21h30min. Phil Collins, de bengala na mão, ePhil Collins Rio de Janeiro Brasil 2018 FOTO LU VALIATTI AG Ver Mais Fotografia CRÉDITOS OBRIGATÓRIOS caminhando com visível dificuldade, senta-se na poltrona no centro do palco. Mas, aos 67 anos, e enfrentado problemas de saúde, incluindo os de coluna, que o impedem de tocar bateria como antes, demonstra inspirar entre os presentes, no lugar de piedade, uma grande admiração pelo grande artista que sempre foi e continua sendo.
 
Como já era esperado no setlist desta turnê, o show começa, logo de cara, com “Against All Odds (Take a Look at Me Now)”, da premiada trilha Sonora do filme Paixões Violentas. O público considerável da noite canta junto a letra da balada, assim como a da canção que vem logo seguida, "Another Day in Paradise".
 
Rapidamente, o bom e velho estádio Mário Filho, palco de várias apresentações nacionais e internacionais ao longo dos anos, como Sting, Tina Turner, a segunda edição do Rock in Rio, The Police e tantas outras, é todo do cantor e sua banda - que, além de contar com um afiado naipe de metais, experientes backing vocals e antigos parceiros, como o baixista Leland Leland Sklar Nic Collins Phil Collins Rio de Janeiro Brasil 2018 FOTO LU VALIATTI AG Ver Mais Fotografia CRÉDITOS OBRIGATÓRIOSSklar, o tecladista Brad Cole, o percussionista Luis Conde, o guitarrista Daryl Stuermer e tem ainda a participação na bateria de Nic Collins, filho de Phil de apenas 16 anos de idade.
 
Seguem-se grandes sucessos do Genesis como "Throwing it All Away" e "Follow You, Follow Me". Esta, em especial, emociona bastante os fãs. Pois é a hora em que é mostrado, no telão,  um vídeo com flashbacks da trajetória de Collins em carreira solo e também na banda com que pisou o chão do RJ, mais de 40 anos atrás, no Maracanãzinho. Não só ele, Tony Banks, Mike Rutherford e Steve Hackett aparecem como também, o primeiro frontman, Peter Gabriel (para deleite e satisfação dos fãs mais tenazes da fase progressiva)!!
 
Com Bridget Bryant sentada ao seu lado, ajudando a entoar a lindíssima “Separate Lives”, Phil mostra que não é apenas um instrumentista e compositor excepcional como também um dos grandes intérpretes da história da música.

Mesmo alternando ritmos rápidos e swingados, como o de "Something Happened On the Way to Heaven”, "Can't Hurry Love", “Dance IntoPhil Collins Rio de Janeiro Brasil 2018 FOTO LU VALIATTI AG Ver Mais Fotografia CRÉDITOS OBRIGATÓRIOS the Light”, "Sussudio” e “Invisible Touch" (em que rege de maneira divertida o coro da plateia) e lentos, como na fantástica "In the Air Tonight", do álbum Face Value, que começa bastante etérea e soturna, até o clímax forte na bateria, é notável como a apresentação é repleta de energia durante todo o tempo e não cansa em momento algum a audiência.
 
Aliás, a performance de Phil com o casal de backing vocals em “Easy Lover” é bastante engraçada e dá pra ver como ele se sente à vontade em cima do palco, cantando, brincando (e deixando brincarem com a sua careca). O que lhe falta em capacidade de movimentação, na atual fase, sobra em carisma e habilidade para entreter, como na hora em que diz estar checando o coro da plateia, puxado repentinamente.
 
Phil Collins Rio de Janeiro Brasil 2018 FOTO LU VALIATTI AG Ver Mais Fotografia CRÉDITOS OBRIGATÓRIOSApós um breve intervalo para limpar os confetes lançados minutos antes, os músicos retornam para o bis, com “Take Me Home”. Mais uma vez, com o público ajudando no refrão e encerrando uma noite memorável.
 
Finalmente, os fãs podem retornar de alma lavada para casa, após tanto tempo de espera para ver Collins em terras cariocas.
 
O trabalho do nosso querido tio Phil vem mostrar para muita gente que não importa se a música é de construção mais simples ou trabalhada, se as letras falam de amor ou crítica social, se flerta mais com o som elitista ou underground ou pop. O que importa é que a música fale à alma. E, nisso, ninguém duvida, ele é especialista.
 
Mas falando seriamente, após um show deste nível, o que mais poderíamos dizer a não ser: “Maravilha, Phil! Maravilha!!!” - Por Rick Olivieri

Postado por Michael Meneses sábado, 24 de fevereiro de 2018 01:04:00 Categories: Arte Chrissie Hynde Genesis Peter Gabriel Phil Collins Rock Rock in Rio Rock Progressivo Steve Hackett Sting The Pretenders Tina Turner Underground
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