​​​​​​​Sou luz que se expande! - Moonspell - Teatro Odisseia (RJ) 25/4/18

“Brutal!”, “Espetaculoso!”... Como se diz em Portugal, com esses termos podemos resumir o Moonspell no Teatro Odisseia Rio de Janeiro Brasil 2018show da banda portuguesa Moonspell no Teatro Odisseia/RJ, apresentação que abriu a turnê promocional do álbum “1755” no Brasil. O show mostrou uma banda vibrante, divertida e com atitude. Um set, perfeito, onde iluminação, cenário de palco e a simpatia da banda engradeceram a noite! 

“Sou luz que se expande!”
Moonspell - Teatro Odisseia (RJ) – 25/04/2018
TEXTO: Eduardo Hollanda e Michael Meneses - FOTOS: Eduardo Hollanda

Moonspell no Teatro Odisseia Rio de Janeiro Brasil 2018

Longe dos palcos cariocas desde o Rock in Rio (2015), quando tocou no Palco Sunset, (com a participação de Derreck Green do Sepultura), O Moonspell voltou ao Rio com a turnê do álbum, “1755”, décimo segundo álbum da banda e apenas com letras em português. A temática do disco é o terremoto seguido de um tsunami de aproximadamente de 20 metros de altura e que deram origens a uma multiplicidade de incêndios, que devastaram Lisboa, no Dia de Todos os Santos, (1º de Novembro) daquele ano. A cidade ficou destruída, impactando toda sociedade lusitana, porém, contribuiu com o nivelamento das classes sociais e iniciou a modernização de Portugal.

Moonspell no Teatro Odisseia Rio de Janeiro Brasil 2018Com uma atmosfera sombria e impactante, a banda inicia com “Em Nome do Medo”, som do álbum “Alpha Noir” de 2012, que ganhou um novo tom, ficando mais arrastada e agressiva, explorando o potencial do Doom-Metal. Já “1755” tem um instrumental de respeito com, coros e riffs fortes. “In Tremor dei”, no CD o cantor português de fado, Paulo Bragança, fez uma participação, aqui, coube a Ricardo Amorim assumir o posto de cantor fadista. Dando continuidade ao set, “Desastre” e “Night Eternal” e do álbum Irreligious (1996), “Opium” e “Awake”“Ruínas” uma das músicas mais belas do novo álbum recebe uma harmonia lindíssima e um teclado lúgrume e destaque para o solo do guitarrista Ricardo Amorim, um solo com uma excelente melodia. Do álbum Extinct (2015), “Breathe (Until We Are No More)” e a faixa título. 

Com introdução do potente baixo de Aires Pereira, “Evento” é mais uma crítica aos fatos de 1755, “Sossega-te! É o fim! E fica quieto, por Deus quis assim...”, o “fica quieto” no século 18 era a ordem para o povo se conformarMoonspell no Teatro Odisseia Rio de Janeiro Brasil 2018 com as vontades de Deus, já o “Sossega-te” no século 21 era devido as alterações climáticas que os órgãos públicos nada puderam fazer para auxiliar os portugueses. “Todos os Santos” resume o álbum “1755”, pois descreve, o desastre que ocorreu no Dia de Todos os Santos, em Portugal, era um dia santo e Lisboa transbordava sua fé pelas ruas e igrejas.  Fernando Ribeiro usou uma cruz com dois leds vermelhos apontando para a plateia e iluminando-os, em vários momentos da noite as Moonspell no Teatro Odisseia Rio de Janeiro Brasil 2018encenações teatrais ganhavam força, sobretudo com a iluminação no palco. Chegada a hora de explorar o primeiro álbum “Wolfheart” (1995), com “Alma Mater” um clássico que a Galera cantou junto, alias, “galera” foi um termo que Fernando Ribeiro uso em diversos momentos e até arriscou alguns termos usados com piadas “Luso-Brasileiras” como “isopor” (Algo como “Pessoa Chata” em Portugal), ou seja, descontração com atitude estavam presentes. O dialogo com a “galera” ocorria o tempo todo e Fernando chegou a dizer que “acho o Rio de Janeiro era a cidade mais portuguesa de todas” e “O Rio Continua Bonito”. (Não seria lindo?).

Perto do fim, entre uma música e outra surgem pedidos de “Full Moon Madness”, porém, ainda não era a sua horaMoonspell no Teatro Odisseia Rio de Janeiro Brasil 2018 e sim, da versão épica de “Lanterna dos Afogados”, hino dos Paralamas do Sucesso, que ganhou uma atmosfera de Doom-Metal com os teclados de Pedro Paixão. Novamente Fernando Ribeiro colocou muita emoção e sentimento em sua interpretação. Resultado: A “galera” (do metal) cantou e reverenciou a versão ao final. 

A banda sai do palco, mas em instantes volta para o bis e do álbum "The Antidote" (2003), veio “Everything Invaded” e encerrando, dois sons do Irreligious, “Mephisto” e o clássico, “Full Moon Madness” uma dos sons do Moonspell cuja a letra mescla português/inglês e com direito a muitos “lobos uivando na plateia”. Ao final, a banda foi muito aplaudida pelo público e retribuiu cumprimentando a “Galera” com carinho e sem presa de sair do palco. Agradeceram também às equipes da MGB Entertainment e da No Class Agency que fizeram esse espetáculo possível.

Moonspell no Teatro Odisseia Rio de Janeiro Brasil 2018Nessa nova passagem pelo Rio de Janeiro, a banda mostrou uma constante em sua história: A evolução, por continuar com competência e excelência no palco. Segue os “Lobos queMoonspell no Teatro Odisseia Rio de Janeiro Brasil 2018 foram homens”. Enfim, um show “Gira” como se diz em Portugal para algo Bonito! - Eduardo Hollanda e Michael Meneses! 

Postado por Michael Meneses domingo, 29 de abril de 2018 13:05:00 Categories: Heavy Metal Lapa/RJ Metal MGB Entertainment Moonspell No Class Agency Palco Sunset Rock Rock in Rio Show Teatro Odisseia
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